ISSN: 2362-3365 II SEMINARIO INTERNACIONAL DE LOS ESPACIOS DE FRONTERA (II GEOFRONTERA): DIFERENCIAS E INTERCONEXIONES1 3 – Movimientos Sociales y Conflictos en la Frontera / Movimentos Sociais e Conflitos na Fronteira A GEOGRAFIA DAS LUTAS NO CAMPO PARANAENSE: UMA ANÁLISE DAS AÇÕES REGISTRADAS PELO DATALUTA-PR EM 2011 Djoni ROOS Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Geografia Universidade Estadual Paulista, Campus de Presidente Prudente [email protected] Douglas Cristian COELHO Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Geografia Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Campus de Marechal Cândido Rondon [email protected] João Edmilson FABRINI Professor dos cursos de Graduação e Pós-Graduação em Geografia Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Campus de Marechal Cândido Rondon joã[email protected] Daiana Caroline REFATI Mestranda do programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural Sustentável Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Campus de Marechal Cândido Rondon [email protected] Resumo O acompanhamento das ações de luta dos camponeses é de fundamental importância para o entendimento da questão agrária. Considerando o conteúdo espacial destas ações, estão sendo coletadas informações que tem permitido representar geograficamente as lutas e resistências camponesas realizadas no estado do Paraná. A partir do acúmulo das informações, criou-se um banco de dados para registrar e subsidiar a análise do espaço agrário paranaense na perspectiva da espacialização e territorialização das lutas camponesas, o Banco de Dados da Luta pela Terra-PR (DATALUTA-PR). O banco de dados, resultado da coleta de informações da luta pela terra, representa as diversas lutas 1 Editor: Facultad De Humanidades y Ciencias Sociales (FHyCS) Universidad Nacional de Misiones (UNaM). Direccion: Oficina de Relaciones Internacionales – 1er piso Biblioteca, Calle Tucuman 1946, Posadas, Misiones, CPA: N3300BSP, Correo electrónico: [email protected] 1 ocorridas no campo paranaense (ocupações de terra, assentamentos e manifestações). Neste contexto, observa-se a partir dos dados levantados a queda da intensidade das lutas camponesas nos últimos anos. Esta situação está relacionada, principalmente, ao declínio no número de ocupações de terra. Assim, o conjunto de dados e informações sobre as lutas e conquistas dos camponeses no estado, sistematizados no Dataluta-PR, tem permitido verificar a geografia das lutas no campo paranaense. Introdução O Dataluta – Banco de Dados da Luta pela Terra é um projeto de pesquisa criado no Núcleo de Estudos, Pesquisas e Projetos de Reforma Agrária (NERA), vinculado ao Departamento de Geografia da Universidade Estadual Paulista (UNESP), campus de Presidente Prudente. O Dataluta é elaborado por uma rede de grupos de pesquisa, da qual, faz parte o Laboratório de Geografia das Lutas no Campo e na Cidade (GEOLUTAS). O GEOLUTAS é vinculado ao curso de Geografia da Universidade Estadual do Oeste do Paraná, campus de Marechal Cândido Rondon e compõe a rede Dataluta desde 2006, quando passou a coletar os dados de ocupações de terras, assentamentos rurais e manifestações relacionadas a luta camponesa no Paraná, criando o Dataluta-PR. O Dataluta-PR surgiu da necessidade de criar um banco de dados para registrar e subsidiar a análise do espaço agrário na perspectiva da espacialização e territorialização das lutas no campo. O banco de dados é resultado da coleta de informações da luta pela terra e representa as diversas lutas ocorridas no campo paranaense. Os dados do DatalutaPR são coletados a partir de informações veiculadas diariamente em jornais de circulação estadual (Folha de Londrina) e regional/Oeste (Gazeta do Paraná e O Paraná) e da internet. Este texto sintetiza o conjunto de dados e informações sobre as lutas e conquistas dos camponeses no estado do Paraná em 2011. As informações estão representadas em gráficos, tabelas e mapas que permitem verificar a geografia das lutas no campo paranaense. As lutas camponesas no estado do Paraná em 2011: mudança na estratégia? Os dados coletados diariamente nos jornais Folha de Londrina, O Paraná e Gazeta do Paraná e as consultas mensais à internet em 2011, permitiram verificar que as principais lutas realizadas neste período tiveram como motivações a conquista e manutenção na terra, obtenção de recursos financeiros, assistência técnica e infraestrutura para agricultura camponesa, dentre outras. Dentre as lutas no campo paranaense se destacaram aquelas organizadas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Movimento Indígena e Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG), sendo esta 2 última, à responsável pela organização da única ocupação de terras ocorrida no estado em 2011. Comparado aos anos anteriores recentes (década de 2000), no ano de 2011 houve significativa diminuição da intensidade das lutas e confrontos entre camponeses e proprietários fundiários, governos, órgãos oficiais, bancos etc. Porém, isso não significou que os conflitos sociais ou a questão agrária, no qual a posse da terra está no centro da análise, tivesse sido resolvida no estado do Paraná. Assim, embora ainda muito importantes, observa-se a partir dos dados levantados a queda da intensidade das lutas camponesas. Esta situação está relacionada, sobretudo, ao declínio no número de ocupações de terra, forma de luta inaugurada e utilizada, principalmente, pelos camponeses vinculados ao MST. Os gráficos um e dois apresentam a dinâmica e intensidade das ocupações de terras no campo paranaense de 1988 a 2011, demonstrando o acentuado declínio que estas tiveram no último período. Gráfico 1 – Paraná – Número de Ocupações de Terra – 1988-2011 130 123 120 110 100 90 78 80 75 70 60 57 54 50 30 9 8 5 38 25 23 24 18 17 20 10 40 37 40 8 11 6 7 5 6 9 1 0 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 Fonte: DATALUTA – Banco de Dados da Luta pela Terra, 2012. www.unioeste.br/projetos/geolutas Gráfico 2 – Paraná – Número de Famílias em Ocupações de Terra – 1988-2011 3 15000 14262 14000 13000 12000 11000 10038 10000 9000 8114 8000 7303 6952 7000 6000 5361 5000 3972 4000 3000 2000 2533 3840 2695 2383 2394 1714 1706 1055 1000 5053 4340 240 1262 687 676 202 241 50 0 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 Fonte: DATALUTA – Banco de Dados da Luta pela Terra, 2012. www.unioeste.br/projetos/geolutas Os mapas a seguir (1 e 2), espacializam, para o estado do Paraná, os dados referentes ao número de ocupações de terras e famílias envolvidas no período de 1988 a 2011. Mapa 1 – Paraná – Número de Ocupações de Terra por Município – 1988-2011 Mapa 2 – Paraná – Número de Famílias em Ocupações por Município – 1988-2011 4 A diminuição da intensidade das lutas no campo paranaense se insere no contexto nacional, pois em praticamente todas as unidades da federação, verifica-se a diminuição das ocupações de terra. Esta redução da intensidade das ocupações está relacionada às dificuldades de mobilização dos movimentos camponeses. Esta dificuldade está vinculada à “base” e “direção” dos movimentos. As dificuldades na “base” ocorrem porque as lideranças dos movimentos não conseguem reunir grande número de famílias dispostas a realizar ocupações e montar acampamentos em terras latifundiárias. A melhoria da economia nacional nos governos Lula/Dilma diminuiu o desemprego o que desestimulou as pessoas a participarem das ocupações de terra. Acrescente a estas condições a implantação de políticas compensatórias, como o Programa Bolsa Família, por exemplo. Soma-se ainda, que as ocupações, embora possibilitem a conquista da terra e de melhores condições de vida, são marcadas pela vida difícil de acampamento em que as pessoas ficam sujeitas e expostas por longo tempo a violências, insalubridades, instabilidades, precárias condições de vida etc. Somadas às dificuldades de “base” que fizeram diminuir as ocupações de terra, existem aquelas relativas à “direção” dos movimentos que considera o combate ao capital em modo geral mais importante do que as ocupações de terra. O MST, principal movimento que organiza ocupações de terra, considera que na atual conjuntura agrária o principal 5 inimigo dos camponeses é o agronegócio e o contexto em que ele se fortalece se impõe como modelo de desenvolvimento no campo brasileiro. A aceitação de que o agronegócio “exclui” pela produtividade (inverso ao latifúndio que “exclui” pela improdutividade), tem feito os movimentos mudarem o foco de ação, devido às dificuldades para a desapropriação de terras dominadas pelo agronegócio. Nesta compreensão, o agronegócio não deve ser combatido com a mesma “arma” (ocupações) que se combatiam os latifúndios. A “Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e pela Vida” realizada pela Via Campesina, MST, Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), entre outros movimentos sociais, sindicais e organizações do campo e da cidade se inscreve nestas novas formas de enfrentamento ao capital. Neste contexto enquadra-se também um “movimento” pela educação do campo. Trata-se de enfrentar o modelo do capital, o agronegócio, denunciando os prejuízos sociais e ambientais deste sistema à população em geral, buscando apoio com outros setores da sociedade. Outra questão a ser considerada é a relação de alguns movimentos sociais com determinados governos. Os movimentos sociais, na sua trajetória histórica, acumularam experiências de lutar quando o governo é adversário (Sarney, Collor, FHC, por exemplo). Mas, o fato dos governos Lula/Dilma serem “aliados” colocou uma nova situação para os movimentos: se o movimento enfrenta e desgasta o governo, fortalece a direita-inimiga; se alivia, não alcança conquistas maiores. É preciso considerar que no governo do Partido dos Trabalhadores (PT) a relação com os movimentos sociais melhorou. Destaca-se como mudança positiva nesta relação, o diálogo entre movimentos e governo, atenção á violências cometidas contra os membros dos movimentos, criação do Programa Nacional de Aquisição de Alimentos (PAA) e do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), bem como alguma infraestrutura para os assentamentos. Porém, neste contexto deve ser considerado também, que ambos os governos de Lula e Dilma, não compreendem a reforma agrária e o campesinato como parte de um projeto de desenvolvimento da nação brasileira. No estado do Paraná, a relação entre movimentos camponeses e governo é ilustrativa. Durante os dois mandatos do governador Roberto Requião (2003-2010) o convívio entre os movimentos camponeses e o governo do estado foi “amistoso”, resultado da conduta compreensiva da existência da questão agrária. Esta situação foi bem diferente daquela ocorrida nos oito anos anteriores durante o governo de Jaime Lerner (1995-2002), que através de práticas truculentas cometeu inúmeras violências e barbáries contra camponeses sem-terra, principalmente. Esta prática do governo Jaime Lerner abriu caminho inclusive para a intensificação da ação das milícias privadas no estado, como foi o caso da formação do Primeiro Comando Rural (PCR), para combater os movimentos camponeses. 6 A partir de 2011, Beto Richa (PSDB) assumiu o governo do estado do Paraná. Em vista da capacidade de luta dos movimentos, apesar dos limites destacados anteriormente, o governador tomou cuidado para realizar acordos com os movimentos para não haver ocupações de terra no estado. O governo do Paraná instituiu em 2011 a Secretaria Especial de Assuntos Fundiários, pasta comandada por Hamilton Serighelli. Embora o governo enfatize que os conflitos por terra não estão sendo tratados como caso de polícia, a coordenação da mediação de conflitos de terra é realizada pela polícia militar, sendo que uma das principais secretarias designadas para a resolução da questão agrária paranaense é a Secretária de Segurança Pública. A ocorrência de uma única ocupação de terras no estado no ano de 2011 (como demonstrado no gráfico 1), vem sendo enfatizada pela mídia e pelo governo, como a conquista da “pacificação” do campo paranaense. Coube, inclusive, uma recomendação da Secretaria Nacional de Direitos Humanos e da Ouvidoria Agrária Nacional à Organização dos Estados Americanos (OEA) para que o modelo institucional adotado no Paraná para solução de conflitos fundiários seja usado de exemplo para outros estados brasileiros (BUCHI, 2012). A fala do superintende regional do INCRA no Paraná, Nilton Bezerra Guedes, é esclarecedora quanto ao entendimento oficial (Estado e União) sobre o processo de “pacificação” do campo paranaense ao afirmar que: “O resultado da pacificação no campo no Paraná é fruto do bom entendimento entre Governo Federal, governo estadual e sociedade organizada” (PRESIDENTE... 2012. Não paginado). As entidades patronais vinculadas ao agronegócio paranaense têm se manifestado favoravelmente às ações do governo estadual de “pacificação” do campo. O presidente da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP), Ágide Meneguette, destacou a boa relação entre a Federação e a Secretaria Especial de Assuntos Fundiários do Governo do Estado do Paraná. O Presidente da FAEP afirmou que “ao contrário do que ocorria no passado recente, a perfeita sintonia entre a FAEP, por meio da sua Comissão de Assuntos Fundiários e da Secretaria Especial de Assuntos Fundiários do Governo do Estado tem permitido que o Paraná viva um clima de paz no campo” (BUCHI, 2012. Não paginado). Cabe ressaltar que essa “pacificação” do campo paranaense que o governo estadual apregoa não se traduz em compromisso com a reforma agrária. Todavia, para o MST e demais movimentos camponeses que atuam no estado, a criação da Secretaria Especial de Assuntos Fundiários do Governo do estado é favorável, pois num contexto adverso às lutas como é o atual, os movimentos possuem um canal de diálogo. Acrescentase que os movimentos camponeses não estão sendo tratados atualmente pelo governo do Paraná como no período de Jaime Lerner, ou seja, com violência e repressão da polícia estadual. 7 Entretanto, o enfraquecimento das lutas no campo, materializadas nas ocupações de terra, reflete na criação de novos assentamentos rurais. Dessa forma, verifica-se a expressiva redução no número de assentamentos criados no decorrer da década de 2000. Este fato contrasta e se relaciona com a intensidade das lutas e as conquistas, sobretudo da terra, pois no ano de 2011 apenas um novo assentamento de 58 famílias foi criado no estado. Quadro 1 – Paraná - Número de Assentamentos Rurais e de Famílias Assentadas – 1981-2011 ANO ASSENTAMENTOS FAMÍLIAS ANO ASSENTAMENTOS FAMÍLIAS 1981 1 15 1998 42 2511 1984 4 334 1999 44 1355 1986 8 801 2000 24 1242 1987 21 801 2001 11 733 1988 7 258 2002 3 384 1989 14 465 2003 2 125 1990 1 32 2004 10 1956 1991 5 179 2005 15 720 1992 15 297 2006 5 282 1993 2 58 2007 7 221 1994 2 134 2008 4 185 1995 27 1375 2010 7 726 1996 10 845 2011 1 58 TOTAL 319 18246 1997 27 2154 Fonte: DATALUTA - Banco de Dados da Luta pela Terra, 2012. www.unioeste.br/projetos/geolutas Os dados referentes aos assentamentos rurais conquistados e o número de famílias assentadas no estado do Paraná estão espacializados, por municípios, nos mapas três e quatro. Mapa 3 – Paraná – Número de Assentamentos Rurais por Município – 1981-2011 8 Mapa 4 – Paraná – Número de Famílias Assentadas por Município – 1981-2011 É preciso considerar ainda, que mesmo num contexto adverso às lutas, em que ocorreu a diminuição das ocupações de terra, os camponeses não deixaram de lutar e, privilegiando outras formas de enfrentamento, no ano de 2011, cerca de 5.800 camponeses e indígenas participaram de oito manifestações realizadas no estado do Paraná. Destas, 9 cinco mobilizações foram organizadas pelo MST e três por grupos indígenas, sobretudo, aqueles do município de Guaíra. Estes dados estão representados nos gráficos três e quatro. Gráfico 3 – Paraná – Número de Manifestações e Pessoas Envolvidas – 2011 5785 6000 5500 5000 4500 4000 3500 3000 2500 2000 1500 1000 500 0 8 Nº DE MANIFESTAÇÕES Nº DE PESSOAS Fonte: DATALUTA – Banco de Dados da Luta pela Terra, 2012. www.unioeste.br/projetos/geolutas Gráfico 4 – Paraná – Municípios com Maior Número de Manifestações – 2011 5 4 4 3 2 2 1 1 LONDRINA RENASCENÇA 1 0 CURITIBA GUAÍRA Fonte: DATALUTA – Banco de Dados da Luta pela Terra, 2012. www.unioeste.br/projetos/geolutas A partir dos gráficos, é indispensável o destaque para a significativa proporção que tem tomado, nos dias atuais, a disputa travada pela retomada dos territórios indígenas na fronteira Oeste do Paraná. O aumento das lutas nessa região tem colocado o município de Guaíra em evidência no contexto nacional da luta indígena. Além deste cenário de queda das ocupações e realização de manifestações que se verificou no ano de 2011, é preciso salientar que existiam, no Paraná, neste mesmo ano, cerca de 5.000 famílias acampadas em 100 acampamentos, sendo que destes, 72 tinham ação de reintegração de posse expedida pela justiça. 10 Considerações Finais As dificuldades de lutas e conquistas no Paraná e Brasil são respondidas pelos movimentos camponeses de variadas formas. Este é o caso da estratégia da negociação com o governo do estado que verificamos no Paraná. A denúncia das mazelas do agronegócio à sociedade reafirmando este modelo de desenvolvimento como inimigo comum a ser combatido também se insere neste contexto. Outro elemento verificado no decorrer da realização do trabalho é que embora a luta pela terra no Paraná seja predominantemente realizada em torno de movimentos de sem-terra, nos últimos anos, a disputa pela terra no estado tem incorporado novos sujeitos, como os quilombolas, ribeirinhos, pescadores, faxinalenses e, principalmente, os indígenas, mesmo que muitas destas lutas não se expressem em ocupações de terra. Referências BUCHI, M. E. Governo Federal indica Paraná como exemplo na solução de conflitos agrários. Agência Estadual de Notícias do Estado do Paraná, Curitiba, 10 Jun. 2012. Disponível em: <http://www.aen.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=69375>. Acesso em: 20 de Outubro de 2012. DATALUTA. Banco de dados da luta pela terra. Presidente Prudente: NERA. 1988-2012. _______. Relatórios de pesquisa. Presidente Prudente: NERA. 2004-2012. DATALUTA-PARANÁ. Banco de dados da luta pela terra no Paraná. Marechal Cândido Rondon: GEOLUTAS, 2005-2012. FABRINI, J. 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