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Tatiane Rossi • Wesley Rodrigues
A1-AS243
7/5/2013
Legislação de Trânsito
© 2013 Vestcon Editora Ltda.
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aplicam-se também à editoração da obra, bem como às suas características gráficas.
Título da obra: Detran-MA – Departamento Estadual de Trânsito do Maranhão
Cargo: Assistente de Trânsito
Conhecimentos: Básicos e Específicos – Nível Médio
(Conforme Edital nº 2, de 16 de Abril de 2013 – FGV)
Adendo: Legislação de Trânsito
Autores:
Tatiane Rosse • Wesley Rodrigues
DIRETORIA EXECUTIVA
Norma Suely A. P. Pimentel
ASSISTENTE EDITORIAL
Gabriela Tayná Moura de Abreu
PRODUÇÃO EDITORIAL
Rosângela Sandy Tiago
ASSISTENTE DE PRODUÇÃO
Laiany Calixto
EDIÇÃO DE TEXTO
Cláudia Freires
Paulo Henrique Ferreira
EDITORAÇÃO ELETRÔNICA
Adenilton da Silva Cabral
Carlos Alessandro de Oliveira Faria
Diogo Alves
Marcos Aurélio Pereira
CAPA
Ralfe Braga
ILUSTRAÇÃO
Micah Abe
PROJETO GRÁFICO
Ralfe Braga
REVISÃO
Ana Paula Oliveira Pagy
Dinalva Fernandes
Érida Cassiano
Giselle Bertho
Micheline Cardoso Ferreira
Raysten Balbino Noleto
SEPN 509 Ed. Contag 3º andar CEP 70750-502 Brasília/DF
SAC: (61) 4062 0614 Tel.: (61) 3034 9576 Fax: (61) 3347 4399
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DETRAN-MA
SUMÁRIO
Legislação de Trânsito
Primeiros Socorros.......................................................................................................................................................5
LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO
Suporte Básico de Vida em Traumas
Entende-se por trauma smos toda lesão produzida por
um agente mecânico sobre os nossos tecidos ou órgãos.
Os agentes mecânicos são os principais responsáveis pelos
trauma smos.
Ao classificar os agentes e ológicos serão mencionados,
também, os de natureza sica, química e biológica.
1. Biomecânica do trauma: cons tui-se verdadeiros
responsáveis pelos trauma smos. A natureza do agente
vulnerante e a sua forma podem ser as mais variadas possíveis. Qualquer instrumento ou objeto sólido poderá ser
responsável por um trauma smo:
a) Perfurantes: são os agentes de forma pon aguda,
como os espinhos, a agulha, o es lete.
b) Perfurocortantes: são os instrumentos formados por
uma lâmina provida de um ou dois gumes, e que termina
numa das suas extremidades em ponta. Como exemplos,
temos o punhal e a faca-punhal.
c) Cortantes: quando o agente apresenta uma borda
extremamente delgada, sendo capaz de produzir um corte
nos tecidos. Ao bordo cortante dá-se o nome de gume.
Exemplos: bisturi, faca e navalha.
d) Contundentes: são instrumentos que atuam por
super cie, determinando uma atrição dos tecidos em graus
variáveis como o martelo, a barra de ferro e o cassetete.
e) Projéteis: são classificados em projéteis da prá ca civil
(bala de revólver, chumbo de caça) e da prá ca de guerra
(bala de fuzil, fragmentos de granada etc.).
f) Efeitos explosivos: estes ocorrem em diversas circunstâncias, principalmente em ações bélicas. Na prá ca civil,
o fenômeno é frequentemente acidental como a explosão
de substâncias combustíveis em recipientes fechados,
o emprego de dinamite nas demolições, a explosão do gás
de iluminação etc. A explosão é definida como a liberação
instantânea de energia.
São seus efeitos:
– Mecânico: exercido pela “onda de hiperpressão” que
esmaga o que se encontra em suas proximidades.
– Térmico.
– Radioa vidade.
– Misto.
2. Agentes sicos: o calor, o frio, a eletricidade e a radioa vidade. Esta úl ma se destaca hoje com o emprego da
bomba atômica e acidentes em usinas nucleares.
3. Agentes químicos: certas substâncias químicas atuam
sobre os tecidos, produzindo morte e destruição celular
sendo, por esta razão, denominadas de substâncias cáus cas. Podem ser:
a) Coagulantes: quando em contato com os tecidos
acarretam a sua desidratação e mor ficação (ácido nítrico,
ácido sulfúrico).
b) Liquefacientes: produzem escaras úmidas e amolecidas em consequência de um fenômeno de liquescência
(soda cáus ca, ácido acernioso).
4. Agentes biológicos: compreendem-se aqui as substâncias venenosas de origem animal ou vegetal que em contato
com os tecidos sejam capazes de provocar lesão celular.
Ação mecânica: os agentes mecânicos atuam sobre os tecidos por compressão, percussão, tração e ação combinada:
a) Compressão: é o mecanismo pelo qual o agente traumá co atua sobre os tecidos de modo con nuo e progressivo
(esmagamento de um membro por veículo pesado).
b) Percussão: a rigor, a percussão caracteriza-se por
uma compressão instantânea e descon nua (um ferimento
na cabeça por uma “pedrada”, uma martelada no dedo,
os projéteis ao penetrarem nos tecidos).
c) Tração: o exemplo mais ilustra vo é o “escalpe”, isto é,
o arrancamento parcial ou total do couro cabeludo por um
agente mecânico (ex. uma correia de transmissão).
d) Ação combinada: quando diversos mecanismos atuam
simultaneamente.
A biomecânica do trauma, mediante o estudo das energias envolvidas em certos eventos, avalia os fatores e mecanismos que provocam o trauma. Sendo ú l para estabelecer
o mecanismo de lesão, número de ví mas e uma ideia do
po de lesão que o evento proporcionou.
Energia
A energia está presente em tudo. Está presente em nós e nos
objetos que manipulamos, em geral. A energia existe em cinco
formas sicas: mecânica, química, térmica, radiação e elétrica.
No entanto, essas energias quando fora de controle tornam-se
nocivas, provocando grandes traumas ou até mesmo a morte.
O conhecimento das energias envolvidas no trauma podem nos
ajudar a suspeitar de lesões graves e suas localizações.
Transferência de energia
Transferência de energia refere-se à modificação do po
de energia, por exemplo: Fricção (energia mecânica) contra
algum objeto gera calor (energia térmica), ou também apenas a transferência de energia para um corpo diferente, por
meio da primeira lei de Newton (inércia). Para avaliarmos
melhor a transferência de energia, temos que estudar dois
fatores que influenciam em sua transferência, a densidade
e a área de super cie.
Densidade
Quanto mais denso o tecido, maior o número de par culas a ngidas, portanto, podemos encontrar lesões mais
extensas. Quanto menor a densidade do tecido, menor o
número de par culas a ngidas, mas isso não representa
diretamente lesões menos extensas, mas menos aparentes.
Podemos encontrar tecidos pouco densos, mas com lesões
graves, entretanto, com apresentações diferentes.
Área de super cie
Quando há transferência de energia, tanto para um tecido muito denso quanto para um tecido pouco denso, a área
LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO
PRIMEIROS SOCORROS
Ta ane Rossi / Wesley Rodrigues
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de super cie de impacto é determinante para o tamanho da
lesão; contudo, não exis rá influência direta na gravidade
da lesão. Por exemplo, um ferimento proveniente de uma
lâmina em que sua área de contato com a pele não é muito
grande. No entanto, a trajetória da lâmina pode lesionar
grandes vasos, ocasionando ferimentos com risco de morte.
Formação de cavidades
Durante a transferência de energia para um tecido pode
observar a formação de dois pos de cavidades: temporária
e permanente. De acordo com a cavidade formada, podemos
encontrar ferimentos com perfis diferentes.
Cavidade temporária
A cavidade temporária forma-se no momento do impacto. É comum observarmos este efeito em tecidos moles
por serem elás cos. Durante a transferência de energia,
as par culas do tecido a ngido se afastam, mas, por sua
elas cidade, elas retornam à posição prévia. Em contrapar da, todas as estruturas que sofreram o deslocamento,
frequentemente, são lesionadas. A cavidade temporária
pode ser encontrada em traumas fechados e em traumas
penetrantes, por exemplo, ferimento por arma de fogo. Por
ser uma cavidade temporária, essa não está visível quando
se socorre e examina a ví ma, portanto, avaliar as energias
envolvidas no evento e correlacionar com possíveis lesões
são passos fundamentais na avaliação da biomecânica.
Cavidade permanente
A cavidade permanente também forma-se no momento do
impacto, podendo acometer tecidos elás cos ou não. Durante
a transferência de energia, as par culas do tecido a ngido
se afastam, mas, por perda de substância, não retomam sua
forma original. Por ser lacerante, a cavidade permanente, na
maioria das vezes, é facilmente iden ficada. Contudo, os ferimentos perfurantes, pérfuro-cortantes ou pérfuros-contusos,
por serem pequenos, podem dificultar a visualização. Além
disso, podemos encontrar os dois pos de cavidades provocados por um único mecanismo de trauma, por exemplo, um
ferimento por PAF (projé l de arma de fogo), o qual provoca
perda de tecido na trajetória do PAF e cavidade temporária
pela penetração em alta velocidade no tecido.
c) sen do da pressão: as lesões, principalmente cutâneas,
dependem, muitas das vezes, do sen do da pressão;
d) elas cidade dos tecidos: a elas cidade, sobretudo da
pele, favorece, de maneira inequívoca, a resistência à lesão;
e) força viva: a profundidade da lesão, sua extensão e grau
de atrição dos tecidos estão na dependência da força viva do
agente vulnerante (ferimentos produzidos por projéteis de
arma de fogo).
Ação térmica: o calor, sob as suas diversas formas, atua
sobre os tecidos produzindo hiperemia, coagulação e necrose.
A profundidade das lesões é avaliada em três graus:
a) 1º grau (lesão da epiderme);
b) 2º grau (lesão do derma);
c) 3º grau (lesão dos tecidos subdérmicos).
Ação elétrica: a eletrólise dos tecidos ou a ação de uma
chispa elétrica determinam lesões ssulares em graus variáveis.
Ação radioa va: pode produzir lesões locais por fenômeno
de queimadura ou por ação radioa va (radiotermite ou lesões
sistêmicas).
Ação química: ações cáus cas que exercem determinadas substâncias químicas sobre os tecidos (coagulação ou
liquefação).
Ação biológica: a inoculação subepidérmica de certos
venenos animais provoca intensos fenômenos inflamatórios.
Faremos referência tão somente às formas clínicas dos trauma smos de origem mecânica:
a) Contusões: são trauma smos fechados em que a lesão
dos tecidos acompanha-se de integridade aparente da pele.
Não haveria, portanto, solução de con nuidade do tegumento.
b) Feridas: quando a lesão produzida pelo agente mecânico afeta a integridade da pele produzindo uma solução de
con nuidade. Por esta razão são denominadas de trauma smos abertos.
c) Feridas por projéteis: trata-se de uma forma clínica de
ferida em que o agente causal é o projé l.
d) Esmagamento: são os trauma smos dos membros em
que houve grande atrição dos tecidos muscular, ósseo e feixe
vásculo-nervoso, a ponto de comprometer a sua vitalidade.
e) Amputação traumá ca: quando o agente vulnerante
atua com tal violência a ponto de separar do corpo um segmento do membro.
f) Empalação: é uma forma de trauma smo que se caracteriza pela penetração de uma haste metálica ou de madeira
no corpo, lá permanecendo.
g) Distorção: é todo trauma smo de uma ar culação, sem
perda defini va das relações ar culares e com predominância
de lesão dos ligamentos.
h) Luxação: é uma forma de trauma smo ar cular com
perda permanente da relação entre as super cies ar culares.
i) Fratura: é uma solução de con nuidade súbita e violenta
de um osso ou car lagem, produzida por uma ação mecânica.
j) Politrauma zação: quando o paciente sofre trauma smos de grande violência com mul plicidade de lesões: feridas,
fraturas e roturas viscerais.
LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO
Trauma smo Crânio-Encefálico
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O aspecto anátomo-patológico da lesão traumática
acha-se subordinado a fatores que influem sobre o po da
lesão, que são:
a) forma do agente vulnerante;
b) plano de resistência: os ossos cons tuem o verdadeiro
plano de resistência à ação traumá ca;
Conceitos de trauma smo crânio-encefálico
− Trauma smo sobre o couro cabeludo, face e base
do crânio que pode afetar o crânio, as meninges e o
cérebro.
− Qualquer situação na qual uma agressão de qualquer
natureza, leve a uma lesão anatômica e/ou funcional
dos envoltórios e estruturas ósseas e encefálicas.
− Lesões do crânio e seu conteúdo em graus variáveis,
com resultante acome mento do encéfalo, havendo
ou não lesão concomitante do crânio e couro cabeludo.
− É um trauma smo do crânio e do encéfalo levando
a uma lesão anatômica e/ou funcional.
Causas do trauma smo crânio-encefálico
Causas predisponentes: as lesões crânio-encefálico
ocorrem desde o nascimento (cefaloematoma) até a velhice.
Causas determinantes: acidentes de tráfego (atropelamentos, quedas de motocicletas ou colisões); quedas de
construção civil; agressões; projéteis (tenta va de suicídio)
e a vidades bélicas.
– lesões da dura máter;
– lesões do parênquima cerebral;
– lesões de nervos cranianos.
Lesões secundárias: compreendem três categorias
principais:
– 1ª categoria: formação de uma massa intracraniana
(hematoma, edema); pode estar em progressão na
chegada do paciente ao hospital.
– 2ª categoria: também ocorre entre o momento da
lesão e a chegada da ví ma ao hospital consis ndo
na redução da pressão arterial, anemia, hipóxia e
hipercapnia.
– 3ª categoria: surge quando o paciente já está sob
cuidados neurocirúrgicos e consistem em deterioração secundária à infecção, distúrbios eletrolí cos,
perturbações respiratórias e outras enfermidades.
Tipos de lesões ósseas específicas do crânio
Linear: uma fratura linear aparece como um traço fino
no crânio.
Cominu va: aparecem vários traços que se irradiam do
centro da lesão. O aspecto é semelhante àquele observado
em um ovo rachado, afastamento dos bordos.
Afundamento: em um afundamento, um fragmento ou
fragmentos ósseos são empurrados contra o encéfalo. Tais
fraturas são comuns nas lesões penetrantes. Os projéteis de
arma de fogo caracteris camente empurram fragmentos do
crânio para dentro do encéfalo. Estes fragmentos podem se
localizar sobre o encéfalo ou lacerá-lo, causando uma lesão
extensa.
Basilar: uma fratura basilar do crânio geralmente não
pode ser observada mesmo em radiografia de ó mo padrão.
Podem apresentar problemas clínicos graves, sobretudo se
houver exteriorização de líquido cefalorraquiano. O aparecimento de líquor pelo ouvido, nariz ou escalpe pode ser a
única indicação de tal fratura.
Corpos estranhos impactados: o encéfalo pode ser
danificado por objetos penetrantes ou impactados, por
exemplo: proje s de arma de fogo, furadores de gelo ou facas
e outros. Não se deve tentar remover um corpo estranho
impactado e sim fixá-los com cura vos macios e grandes,
aplicados firmemente. O objeto deve ser re rado apenas
pelo médico no hospital.
Tipos de hematomas cerebrais
Qualquer lesão grave dentro do crânio pode causar acúmulo de sangue entre a tábua interna do crânio e o encéfalo,
abaixo da membrana que recobre o encéfalo. Estas coleções
sanguíneas são chamadas, respec vamente, hematomas
epidurais e subdurais, e estão classificados de acordo com
o local lesionado:
– extradural: hematoma entre a tábua interna e a
dura-máter.
– intracerebral: hematoma dentro do parênquima
cerebral.
– subdural: hematoma no espaço virtual entre a
dura-máter e a aracnóide.
Tipos de trauma smos crânio-encefálico
Fechado: por golpe ou contragolpe.
Aberto: com afundamento do couro cabeludo, fraturas
na base do crânio e feridas penetrantes.
Classificação do trauma smo crânio-encefálico
Lesões imediatas:
– lesões do couro cabeludo;
– lesões ósseas;
Movimentos encefálicos em relação ao crânio:
Retorno à condição de repouso por parte da cabeça e
do corpo.
Con nuação do movimento por parte do encéfalo contra
as estruturas rígidas da cavidade craniana.
Súbita aceleração com progressão do conteúdo encefálico contra as estruturas ósseas.
Rotação do encéfalo em torno do eixo rígido do tronco
cerebral.
LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO
O trauma smo crânio-encefálico (TCE) ocupa um lugar de
destaque entre as patologias neurocirúrgicas principalmente
nos grandes centros urbanos, onde a violência e a superpopulação coexistente são os responsáveis pelo grande número
de ví mas, às vezes fatais, envolvendo uma população na
faixa etária mais produ va da sociedade.
O TCE cons tui uma en dade clínica dinâmica que necessita de uma abordagem rápida e precisa dentro dos parâmetros clínicos bem definidos e que permitam um controle
mais eficaz sobre o paciente. É importante ter em mente que
o acidentado com um trauma smo dessa natureza precisa
ser avaliado periodicamente, já que o quadro clínico pode se
modificar rapidamente, o que pode significar modificação de
conduta durante a emergência. Juntamente com o infartado,
a ví ma de TCE detém prioridade no transporte ao hospital.
Geralmente, a ví ma apresenta-se inconsciente, com presença de choque (neurológico) e com temperatura elevada.
7
Lesões por movimentos do encéfalo em relação ao
crânio:
Lesões por movimentos lineares.
Lesões por movimentos de rotação.
Lesões por aceleração e desaceleração.
Tipos de lesões encefálicas específicas
O encéfalo é formado por um tecido muito delicado.
Uma lesão encefálica pode produzir paralisia de um membro
corporal, vômitos, sonolência ou parada respiratória, perder
a consciência e entrar em coma profundo.
Concussão: ocorre quando uma pessoa recebe um golpe
na cabeça ou na face, sem deixar maiores sequelas para a
ví ma. É uma disfunção neuronal reversível que pode levar à
inconsciência, sem a capacidade de respirar ou deixar a pessoa confusa com amnésia temporária para acontecimentos
próximos ao acidente.
Contusão: quando um objeto bate com força no crânio
ocorre, então, a contusão cerebral. É uma lesão visível, pois
podem ocorrer sangramentos a par r dos vasos lesados e
necrose no local do impacto (edema). Outros sinais são a
paralisia de um lado do corpo, dilatação de uma pupila e
alteração dos sinais vitais. O trauma por contusão movimenta o encéfalo dentro do crânio e a ví ma permanece com
sequelas após a recuperação.
Laceração encefálica: geralmente acontece em acidentes
graves onde ocorre a con nuidade do tecido neural, levando
a ví ma ao falecimento.
Mecanismos de lesão
– deformação do crânio;
– movimentos do encéfalo em relação ao crânio;
– compressão torácica;
– feridas penetrantes.
Fatores de importância em relação aos movimentos
do encéfalo
O encéfalo não é cons tuído por uma massa de densidade uniforme, o que faz com que as forças de movimentação
produzam efeitos diferentes de uma região para outra.
A presença do líquido cerebroespinhal dentro da cavidade craniana atua como efeito mecânico protetor sobre
as estruturas em movimento.
LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO
Sinais e sintomas de TCE:
– presença de líquor cefalorraquidiano com sangue
expelido pelo ouvido ou narinas;
– vômitos, tonteiras, inconsciência, com sinais de choque e temperatura elevada;
– respiração Cheyne-Stokes, chegando a apneia;
– pode apresentar assimetria de face.
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Procedimentos em uma ví ma de trauma smo crânio-encefálico
– analisar se é um ferimento extenso ou profundo na
cabeça;
– não usar pressão excessiva na palpação da cabeça na
realização do exame secundário;
– checar presença de hematomas nas pálpebras e
saídas de sangue e líquor pelo ouvido e nariz;
– durante a avaliação evitar manobras que agravem
uma possível lesão cervical, pois o TCE está geralmente associado a esses pos de lesões;
– se não ver lesão cervical, colocar a cabeceira da
maca elevada, cerca de 30º em relação a horizontal,
facilitando a drenagem venosa do encéfalo e evitar
o edema cerebral;
– não obstruir a saída de sangue ou líquor dos ouvidos
e nariz;
– verificar estado neurológico pormeio da escala de
coma de Glasgow e registrar os parâmetros ob dos;
– na dúvida, o socorrista deve assumir que o paciente
apresenta o quadro mais grave;
– verificar alterações de pulso, pressão arterial e do
padrão respiratório.
– procurar manter ven lação, respiração e circulação
(VRC);
– imobilizar a coluna cervical da ví ma;
− administrar insuflações (oxigênio);
− estar preparado para aspirar secreções, ou então,
adotar uma posição lateral de segurança, com a
cabeça calçada, para manter a linha da coluna;
− transportar o mais cedo possível para o hospital.
Escala de coma de Glasgow
Todas as lesões cranianas graves são potencialmente
perigosas, acompanhadas ou não de inconsciência imediata.
A recuperação e retorno sa sfatório das funções normais e
o tratamento apropriado é a etapa inicial básica, sobretudo
se o paciente es ver inconsciente. Para isto, é necessário
um método de avaliação que envolva, não só os médicos,
mas também todo o pessoal de enfermagem, paramédicos
e socorristas que lidam com o acidentado nas diversas fases
do atendimento.
Baseado neste fato é que se u lizam mundialmente os
parâmetros de avaliação propostos pela Escala de Coma
de Glasgow e que vem provando ser eficaz na avaliação do
paciente com trauma smo crânio-encefálico grave, além de
ser um método simples que pode ser usado com segurança,
informando condutas, uniformizando padrões clínicos sobre
o paciente por toda a equipe envolvida no tratamento.
A quan dade do exame é dada pela soma dos valores
correspondentes a cada resposta. O menor é 3 que pode
significar a morte propriamente dita e o maior é 15 que é o
estado de consciência normal (pessoa sadia). Normalmente
considera-se uma pessoa em coma progressivo quando o
valor da soma for < 8.
Tabela 1 – Escala de coma de Glasgow
Resposta
Escore
4
3
2
1
Resposta modificada para lactentes
Abertura ocular
Espontânea
Ao es mulo verbal
Ao es mulo doloroso
Ausente
Espontânea
Ao es mulo verbal
Ao es mulo doloroso
Ausente
Melhor resposta motora
6
5
4
3
2
Obedece comando
Localiza dor
Re rada ao es mulo doloroso
Flexão ao es mulo doloroso (postura decor cada)
Extensão ao es mulo doloroso (postura descerebrada)
Ausente
1
Movimentação espontânea
Localiza dor (re rada ao toque)
Re rada ao es mulo doloroso
Flexão ao es mulo doloroso (postura decor cada)
Extensão ao es mulo doloroso (postura descerebrada)
Ausente
Melhor resposta verbal
5
4
3
2
1
Orientado
Confuso
Palavras inapropriadas
Sons inespecíficos
Ausente
Balbucia
Choro irritado
Choro à dor
Gemido à dor
Ausente
TCE severo (escore Glasgow: 3-8): TCE moderado (escore Glasgow: 9-12): TCE leve (escore Glasgow: 13-15).
A Escala de Coma de Glasgow não subs tui o exame neurológico convencional, mas, sim, um guia prá co de acompanhamento do paciente trauma zado. É um meio prá co de
monitorização das mudanças no nível de consciência. Por meio
desses parâmetros iniciais, é possível à junta médica uma inves gação mais criteriosa para o tratamento de cada paciente.
A medula está protegida por um conjunto de ossos e
ligamentos, estes, além de a protegerem, sustentam o corpo. A função da medula é se ramificar ao longo da coluna
vertebral levando os impulsos nervosos às demais partes do
corpo. Um acidente grave na coluna pode ocasionar o aparecimento de dois pos de problemas: lesão da parte óssea
ou de sustentação ou lesão da parte óssea juntamente com
a medula, que são resultantes da hiperflexão, hiperextensão
do pescoço ou lesão direta sobre a mesma.
Conceitos de trauma smo raquimedular
− Secção da medula por um trauma grave resultando o
comprome mento neurológico e consequentemente
fisiológico, por atrofia biológica.
− Trauma smo de coluna envolvendo medula e raízes
(nervos espinhais).
− Trauma medular com aparecimento de disfunções
neurológicas podendo levar à morte.
Causas do trauma smo raquimedular
– qualquer lesão de partes moles na cabeça, face ou
pescoço resultante de uma desaceleração brusca
podendo lesar a coluna cervical;
– mergulho em água rasa (hiperextensão da cabeça);
– bater com a cabeça no pára-brisa numa colisão
de auto;
– mecanismo de chicotada numa colisão;
– levantar um peso de forma inadequada pode causar
uma hérnia do disco intervertebral;
– queda de altura, choque elétrico ou em a vidade
espor va;
– acidentes na construção civil ou má educação dos
pedestres no trânsito.
Ferimento por projé l de arma de fogo ou arma branca
Toda ví ma de trauma inconsciente ou que sofreu uma
desaceleração brusca (colisão de auto) deve ser considerada
e tratada como se vesse uma lesão na coluna vertebral.
LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO
TRAUMATISMO RAQUIMEDULAR
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Classificação da lesão na coluna
– lesão da parte óssea ou de sustentação, sem comprome mento neurológico;
– lesão neurológica sem comprome mento da parte
óssea ou de sustentação;
– lesão da parte óssea mais a medula.
Tipos de forças que atuam na fratura de coluna
– flexão;
– extensão;
– compressão (axial);
– rotação.
Tipos de fraturas nas cervicais
Fratura de Jefferson: força axial que a nge o crânio
amassando lateralmente a C1 (cervical 1 ou atlas).
Fratura de Whiplash: ocorre por desaceleração e aceleração brusca (chicote) entre a C1/C2.
Fraturas na C2 (cervical 2 ou axis): na ponta, na base e
parte do corpo odontóide (Hangman).
LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO
Sinais e sintomas de uma ví ma com suspeita de lesão
na coluna
– associação do po de acidente com a possibilidade
de lesão (ví ma de queda de altura, mergulho raso,
acidente de auto, desabamento: considerar como
portadora de trauma na coluna);
– dor intensa na região posterior do tronco;
– dormência, formigamento, anestesia, fraqueza ou
paralisia nos membros superiores e/ou inferiores;
– presença de hematomas ou edemas na região posterior do tronco;
– presença de deformação palpável ou visível na coluna;
– respiração diafragmá ca;
– priapismo (ereção peniana);
– posição (flexão) dos membros superiores sobre o
tórax;
– rotação lateral e queda dos pés (devido a paraplegia
e perda do tônus pela gravidade);
– perda do controle da urina e fezes;
– os membros superiores podem tomar uma posição
de flexão sobre o tórax devido a paralisia de tríceps
(C7). O socorrista pode observar pelos segmentos
medulares a localização do nível lesado:
• C3 – C5 (diafragma);
• C5 – C6 (deltóide);
• C5 – C6 (flexão do cotovelo, ou seja, do bíceps);
• C7 (extensão do antebraço, pronação do punho e
da mão);
• C7 – C8 (flexão do punho); e
• C7 – T1 (pequenos músculos da mão).
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Avaliação da função neurológica nas ví mas conscientes
ou inconscientes
Avaliação da função medular em ví mas conscientes
No membro inferior: pesquisar o tato e a pressão no
hálux, flexão plantar e dorsal do pé e força da flexão plantar
contra resistência.
No membro superior: pesquisar o tato e pressão nos
dedos, flexão dorsal e palmar do punho e força do aperto
de mão.
Avaliação da função medular em ví mas inconscientes:
Es mulo doloroso no pé; se provocar reação de re rada
do pé a medula deve estar intacta; se o paciente não tentar
re rar o pé, a medula pode estar lesada ou então o coma é
profundo. Da mesma forma uma reação de re rada da mão
ou um es mulo doloroso nula indica que a medula cervical
está intacta enquanto que numa ausência dessa reação a
medula poderia estar lesada.
Procedimentos gerais nos casos em que há suspeitas
ou confirmação de lesão na coluna vertebral nos casos de
ví mas conscientes
– observar contusões, escoriações e deformidades;
– se possível, palpar a coluna, procurando irregularidades;
– avaliar os membros superiores e inferiores quanto à
parestesia (mandar apertar a mão);
– posição dorsal para transporte, devidamente imobilizado;
– verificar constantemente a respiração (os músculos
intercostais podem paralisar-se e a respiração passa
a ser pelo diafragma);
– empregar a manobra tríplice para liberar as vias aéreas
superiores (estender o pescoço, empurrar o arco da
mandíbula e procurar por objetos estranhos);
– prevenir o choque neurogênico (posição trendlemburg).
Nos casos de ví mas inconscientes
– formular técnicas de rolamentos;
– se a ví ma es ver sentada colocar o colete;
– se a ví ma es ver deitada, fazer os rolamentos devidos e colocar a prancha longa antes de removê-la;
– manter a cabeça alinhada com tração, estabilizando
desse modo o pescoço;
– manter as condições respiratórias, fornecer oxigênio,
pois o edema na medula prejudica a chegada de
oxigênio no tecido edemaciado;
– manter a coluna da ví ma imóvel. Nunca transporte
a mesma segurando pelos membros e nem tente
colocá-la sentada ou em pé;
– prevenir o choque, observar os sinais vitais e transportar para o hospital.
Nomenclatura técnica para pos de paralisia em relação
ao trauma de coluna vertebral
Paraplegia: perda total ou abolição dos movimentos dos
membros inferiores.
Paraparesia: resquício dos movimentos ou diminuição
dos movimentos dos membros superiores.
Tetraplegia: perda total ou abolição dos movimentos dos
membros superiores e inferiores.
Tetraparesia: perda parcial dos movimentos dos membros superiores e inferiores.
Hemiplegia: paralisia de um dos lados do corpo.
TRAUMATISMO TORÁCICO
Conceitos de trauma smo torácico
− Lesão torácica direta ou indireta com comprome mento das funções dos sistemas respiratório e/ou
circulatório.
− Tipo de trauma que pode variar da simples contusão
da parede torácica até a rotura de pulmões e coração.
Classificação das lesões torácicas
Abertas ou com perfurações: são aquelas nas quais a
parede torácica foi atravessada, e elas podem estar associadas às fraturas graves de costelas onde as extremidades
fragmentadas das costelas laceram a parede torácica e a
pele. Estas lesões podem ser contusões ou, também, podem
lacerar o coração, pulmão ou grandes vasos locais através de
facas ou armas de fogo.
Fechadas ou sem perfurações: a pele não perde sua
con nuidade, porém podem ocorrer fraturas nas costelas
ou contusões no interior do tórax, pode haver laceração
do coração ou pulmões e entre outros pos de contusões,
esmagamentos ou compressões no tórax.
Causas das lesões torácicas
Compressão: aglomerações (pânico), soterramento,
compressão entre dois objetos.
Contusão: golpe violento na parede torácica com ou sem
fraturas dos arcos costais, acidentes automobilís cos, feridas
por armas de fogo e armas brancas ou quedas.
Efeito explosivo: blast (rajada explosiva).
Tipos de lesões torácicas
Fraturas de costelas: são geralmente causadas por
trauma smo torácico direto ou por compressão, podem
ou não haver uma deformidade costal ou contusões da
parede torácica ou mesmo laceração da área. As costelas
mais frequentemente fraturadas são da quinta até a nona;
da primeira até a quarta há a proteção da cintura escapular
e clavícula; a décima primeira e a décima segunda são mais
di ceis de fraturarem por que estão ligadas à décima vértebra
e possuem maior liberdade de movimento.
Tórax em báscula ou tórax esmagado: ou ainda tórax
politrauma zado (respiração paradoxal): quando três ou mais
costelas estão quebradas, cada uma em dois pontos, desse
modo a ví ma ao expirar o ar esses segmentos fraturados
abaúlam-se, o restante do tórax contrai-se (paradoxal) porque se opõe aos movimentos normais da parede torácica.
Feridas penetrantes: devem ser consideradas como
capazes de lesarem qualquer estrutura dentro da cavidade
torácica. Obviamente, existe um sério perigo de laceração
direta ou do coração ou dos grandes vasos sanguíneos localizados no tórax. Em tais circunstâncias a hemorragia que pode
ser maciça, ocorre dentro da própria cavidade torácica e é
raramente visível no exterior. A ví ma, além de apresentar
os sinais expirados de distúrbios respiratórios associados à
lesão, pode estar chocada devido à hemorragia grave.
Lesões por compressão
Feridas da face posterior do tórax.
Complicações das lesões torácicas
Pneumotórax: é a presença de ar na cavidade pleural,
provocada por um trauma smo aberto, resultante de ferimentos penetrantes ou costelas fraturadas, colocando em
comunicação permanente a parte interna (cavidade pleural)
com a externa (meio ambiente), comprometendo os movimentos respiratórios, pois o ar passa a penetrar pelo ori cio
do ferimento. Existem três pos de pneumotórax:
Aberto: o ar entra e sai pela ferida parietal.
• Fase inspiratória:
a) brecha parietal, por onde facilmente penetra o ar;
b) pulmão colapsado;
c) medias no aspirado para a esquerda;
d) ar aspirado do coto pulmonar direito.
• Fase expiratória:
a) brecha parietal por onde sai o ar facilmente;
b) pulmão colapsado;
c) medias no recalcado para a direita; glote semicerrada pela expiração arquejante;
d) parte do ar é expulso do pulmão esquerdo penetrando no direito.
LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO
Sabemos que qualquer lesão que impeça o fornecimento
de oxigênio e seus nutrientes às células, especialmente ao
do sistema nervoso, poderá levar à morte em poucos minutos o acidentado. Quando ocorre um acidente, iden fica
durante sua avaliação um trauma de tórax, o socorro deve
ser tratado o mais rápido possível, pois nesse po de trauma
a possibilidade de hemorragia interna e de lesões diretas do
coração ou pulmões são bastante significa vas.
O socorrista poderá rar proveito de alguns sintomas
para avaliar melhor à ví ma, como por exemplo, a hemop se
(saída de sangue pela boca proveniente do sistema respiratório) que provavelmente é um forte indicador de laceração
no pulmão, ou então, pressão arterial baixa, indicador de
estado de choque por oxigenação insuficiente do sangue
pela incapacidade de expansão dos pulmões.
11
LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO
12
Fechado: ferida pequena no pulmão impedindo a entrada de ar.
Hipertensivo: ocorre nos traumas fechados de tórax.
É uma espécie de vazamento de ar através da laceração, ou
melhor, corte ou ferimento no pulmão com perda de tecido
pulmonar. O ar não encontra saída para o exterior elevando, dessa forma, a pressão intrapleural no lado acome do.
Esta pressão pode exceder às vezes a pressão atmosférica
em casos graves. Este po de lesão pode causar o deslocamento do pulmão comprimido pelo vazamento, podendo
causar uma dispneia ou até uma insuficiência respiratória.
O pneumotórax hipertensivo está classificado em leve, moderado ou grave.
Quilotórax: rotura de vasos que conduzem a linfa (ductotorácico).
Hemotórax: presença de sangue na cavidade pleural,
ao redor do pulmão resultante de alguma hemorragia intratorácica que altera a ven lação pulmonar ao comprimir o
pulmão reduzindo sua capacidade vital. Pode ocorrer isolado
ou associado a um pneumotórax (hemopneumotórax).
Tórax em báscula: este po de trauma ocorre quando três
ou mais costelas são fraturadas. O local lesionado assume um
“movimento paradoxal” em relação à movimentação normal
do tórax, ou seja, quando a ví ma expira, a parte lesionada
abaúla-se e o restante do tórax se contrai.
Feridas torácicas aspirantes: o ar pode penetrar na cavidade torácica através da ferida, quando a ví ma inspira,
e o tórax se expande durante o ciclo respiratório normal.
Enfisema subcutâneo: saída de ar para os tecidos da
parede torácica através de uma rotura de pulmão por uma
fratura (crepitação).
Asfixia traumá ca: ocorre devido a uma compressão
torácica súbita e grave. Também chamada de máscara equimó ca de Morestein por seus sintomas de tumefação da face
e pescoço, equimose conjun val, tumefação palpebral, distúrbios visuais, dispneia, distúrbios de consciência, choque.
Contusão pulmonar: lesões contusas no tórax a ngindo
vasos, costelas, pulmão e outros órgãos.
Contusão miocárdica: as lesões contusas no tórax podem
produzir lesões no músculo cardíaco (coração).
Tamponamento pericárdico: presença de sangue ou
outro líquido no saco pericárdico, ao redor do coração, exercendo desse modo uma pressão sobre o coração.
Laceração de grandes vasos: lesões ou rompimentos dos
principais vasos: veia cava superior, veia cava inferior, tronco
da artéria pulmonar com seus ramos direito e esquerdo,
as quatro veias pulmonares principais que chegam ao átrio
esquerdo, aorta.
Conduta nos casos de um trauma torácico
– exame primário e secundário;
– manter as vias aéreas superiores liberadas, com
ven lação ou respiração ar ficial;
– hidratação;
– estar preparado para ajudar a ví ma a controlar
vômitos;
– prevenção ao choque;
– o socorrista deve transmi r confiança para a ví ma,
dessa forma, voltará à calma e sua respiração será
menos forçada;
– atentar para insuficiência respiratória e fraturas
costais que possam perfurar os pulmões;
– cobrir/proteger as feridas torácicas;
– encaminhar o mais rápido possível para o hospital.
Sinais e sintomas das lesões torácicas
– dor no local da lesão;
– dor pleurí ca (dor que se agrava pela respiração ou
ocorre com ela) localizada ao redor da lesão;
– dispneia;
– impossibilidade de um ou ambos os lados do tórax
se expandirem normalmente com a respiração;
– hemop se;
– pulso fraco e rápido e P.A. baixa;
– parada cardíaca;
– fratura do esterno;
– respiração paradoxal;
– cianose dos lábios, pontas dos dedos ou unhas.
Tratar pos de lesões específicas
• Fratura de costela: fixar o tórax com um colete de
esparadrapo.
• Pneumotórax: aspiração do ar (furar no local da
lesão) e tamponagem no final da expiração.
• Hemotórax: expectação, drenagem do sangue e
ven lação ar ficial.
• Tamponamento cardíaco: expectação e drenagem
do sangue.
• Lesões externas do pulmão: toracotomia; incisão
cirúrgica no tórax (hemotórax; dano de uma víscera
medias nica; lesões cardíacas).
• Perfurações do esôfago: toracotomia; incisão cirúrgica no tórax (hemotórax; dano de uma víscera
medias nica; lesões cardíacas).
• Tórax em báscula: fixar o tórax com um colete de
esparadrapo e usar ven lação ar ficial.
• Quilotórax: toracotomia; incisão cirúrgica no tórax
(ligadura do canal torácico).
TRAUMATISMO ABDOMINAL
O abdome contém tanto órgãos ocos quanto sólidos,
ambos podem ser lesados. Quando o trauma a nge os órgãos
ocos há forte probabilidade de ocorrer uma infecção local,
devido aos conteúdos existentes (alimentos digeridos ou não)
serem eliminados para a cavidade peritoneal. Já nos órgãos
sólidos, a presença de grandes vasos locais geralmente causa
uma hemorragia grave, devido aos principais vasos locais:
aorta e veia cava inferior.
Conceito de trauma smo abdominal
São acidentes que lesam os órgãos situados na cavidade
abdominal.
Causas do trauma smo abdominal
Percussão ou choque: pontapé, coice, atropelamentos,
queda sobre um corpo duro e efeitos explosivos (blast).
Pressão ou esmagamento: passagem de um veículo
sobre o abdome, soterramento e compressão entre veículos.
Contragolpe ou deslocamentos: queda sobre os pés,
sobre as nádegas e sobre a cabeça.
Contração muscular brusca: esforço violento provocando
contração súbita dos músculos da parede abdominal e do
diafragma. Ex.: espirro.
Mecanismo misto: politrauma zados.
Patologias congênitas: hepatomegalias, roturas de
órgãos ocos ou sólidos (baço, estômago, intes no, bexiga e
útero) e outras enfermidades.
Fechados: sem penetração de agente agressor na cavidade abdominal. Os efeitos verificam-se por transmissão da
parede abdominal por contragolpe ou desaceleração:
• por trauma de parede abdominal (contusões, hematomas, escoriações e perfurações);
• com hemorragias internas por rupturas de vísceras
( gado, baço e rins).
Sinais e sintomas de trauma smo abdominal
– dor no local da lesão;
– pernas fle das;
– sinais de escoriações ou marcas de contusão (socos,
pneus, volante, cinto de segurança etc.)
– pulso rápido e P.A. baixa;
– náuseas e vômitos;
– respirações rápidas e superficiais, sem movimentos
abdominais;
– aumento do volume abdominal;
– notar o po, local e extensão das lesões parietais e
sinal de irritação peritoneal.
Procedimentos nos casos de trauma abdominal
– realizar os exames primário e secundário, verificando
se a ví ma apresenta dor abdominal espontânea ou
à palpação;
– prevenir o choque;
– se ver presença de vísceras expostas: não recolocá-las no lugar, apenas protegê-las com uma compressa limpa e úmida, acomodando-as com atadura
ou bandagem;
– encaminhar o mais rápido possível para o hospital.
Abdome Agudo
A cavidade abdominal contém órgãos sólidos e ocos que
formam os sistemas gastrintes nal e geniturinário. Esses órgãos são totalmente cobertos pelo peritônio, o qual reveste
o interior da cavidade e o exterior dos órgãos. Além dos
traumas sujeitos nessa região, as pessoas estão suscep veis
durante ao longo de sua vida a um po de patologia comum
nos dias de hoje: abdome agudo.
Conceito de abdome agudo
Doença abdominal que causa irritação ou inflamação do
peritônio e dor grave consequente.
Tipos de trauma smo abdominal
Abertos: provocados por penetração de agente agressor
na cavidade peritoneal, que pode estar ou não com exposição
de vísceras.
Sinais e sintomas do abdome agudo
– dor abdominal, localizada ou difusa;
– aumento da sensibilidade abdominal, localizada ou
difusa;
– ví ma quieta que não quer se mover porque isso
causa dor;
– ví ma com respiração rápida e superficial, porque
esta não causa dor;
– pulso rápido (taquicardia);- pressão arterial baixa;
– abdome tenso “abdome em tábua”, frequentemente
distendido.
LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO
Causas do abdome agudo
Qualquer condição que permita a presença de pus, sangue, fezes, urina, suco gástrico, conteúdo intes nal, líquido
amnió co, tecido necrosado ou tecido muito inflamado
dentro desta cavidade pode originar os sinais e sintomas do
abdome agudo.
13
Procedimentos do socorrista para com a ví ma com
abdome agudo
– manter as vias aéreas desobstruídas;
– administrar oxigênio para compensar um pequeno
volume respiratório;
– nunca dar alimentos ou bebidas a uma ví ma;
– nunca administrar qualquer medicação analgésica ou
seda va;
– fazer o histórico da ví ma;
– prevenir o choque;
– encaminhar a ví ma ao hospital.
TRAUMA MÚSCULO ESQUELÉTICO
LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO
Esmagamento e amputação traumá ca
14
Esmagamento
É toda lesão traumá ca violenta de um membro, ou
parte deste, caracterizada por dilaceração cutânea, atrição
muscular, lesões neurovasculares, em geral irreparáveis,
e fratura cominu va.
Classificação da amputação traumá ca
Amputação total: são aquelas em que as partes ficam
completamente isoladas uma da outra (dedos, mão, pé,
outros).
Amputação parcial: são aquelas em que os segmentos
mantêm-se presos ao corpo por uma parte do retalho
cutâneo, havendo alguma con nuidade de músculos e fáscias. Em ambos os casos, a vitalidade do segmento estará
comprome da.
Causas dos esmagamentos dos membros e amputação
traumá ca
Acidentes de trabalho: geralmente são mais comuns
as lesões dos membros superiores (dedos, mãos e, ainda,
os braços, que poderão ser esmagados, arrancados ou
seccionados). Comumente encontram-se aqueles que trabalham em máquinas compressoras rota vas, de tecelagem,
serras elétricas, cortadeiras automá cas e outros pos de
máquinas.
Acidentes domés cos: a martelada, uso de pequenas
serras elétricas, lâminas de liquidificador, fechamento de
portas são alguns dos exemplos neste caso de trauma, na
qual a perda de falanges dos dedos e mão(s) ocorrem durante
uma a vidade domés ca.
Efeitos explosivos: ocorrem muito com crianças devido
ao uso de bombas de fabricação domés ca ou mal uso de
bombas industrializadas em festas juninas, por exemplo.
Geralmente são afetados os dedos da mão e a própria mão.
Catástrofes: o soterramento por desmoronamentos de
barreiras, edi cios, muros de arrimo e casas, assim como
os grandes acidentes de ônibus, trem, colisões marí mas,
acidentes com aviões comerciais, tremores de terra, inundações e ciclones e também nos casos de populares em pânico.
A vidades bélicas: as guerras são os maiores responsáveis pelo maior número de esmagamentos e amputações
traumá cas de membros causadas pelas explosões, quer por
ação direta quer indiretamente ou nos desmoronamentos
com soterramento das ví mas.
A amputação traumá ca e o esmagamento de membros
são dois pos de trauma smos que o socorrista poderá
encontrar ao se deparar com um acidentado grave durante
uma emergência médica. A aplicação dos primeiros socorros
deve ser imediata, pois estes pos de acidentes normalmente
causam estado de choque, hemorragia grave na região afetada, lesões musculares e tendinosas, vasculares, nervosas
e ósseas.
Conceitos de amputação traumá ca e esmagamento
de membros
Amputação traumá ca
Quando um membro ou um dos seus segmentos é separado do corpo sob a ação de um trauma smo violento.
Reconhecimento da amputação traumá ca e esmagamento dos membros
Nos pequenos esmagamentos:
– dor intensa e acentuada no local;
– impotência funcional;
Nos grandes esmagamentos:
– dor intensa e acentuada no local;
– presença de estado de choque psicogênico;
– impotência funcional;
– avulsão cutânea, com presença de músculos “triturados”;
– presença de fratura cominu va;
– hemorragia de pequena proporção.
Amputação traumá ca
Os sinais e sintomas se assemelham com o esmagamento
grave dos membros, porém com uma única diferença em
relação ao outro po de trauma: a hemorragia é grave e
abundante devido à secção do(s) membro(s).
Procedimentos nos casos de amputação traumá ca e
esmagamento de membros
Pequenos ou grandes esmagamentos:
– limpeza da extremidade afetada (soro fisiológico ou
água esterilizada);
– contenção da hemorragia;
– imobilização da ar culação acima do trauma;
– prevenção ao estado de choque;
– manutenção dos sinais vitais;
– encaminhamento urgente para o hospital.
quera nizadas (córneas) que são constantemente eliminaaos
do organismo. Abaixo da pele encontramos vários pos de
estruturas, desde a renovação de células velhas até os folículos pilosos, as glândulas sudoríparas, terminações nervosas
e outros. Este po de tecido exerce uma função importante
no organismo, pois serve para isolá-lo do meio ambiente,
protegê-lo de invasão bacteriana, controlar sua temperatura,
reter os líquidos e fornecer ao encéfalo informações sobre
a sensibilidade local.
As queimaduras são muito dolorosas e podem cons tuir
uma ameaça à vida, dependendo da extensão e da região
a ngida. Toda pessoa que tenha sofrido queimadura de
extensão maior que a palma da mão da ví ma deve receber
assistência médica qualificada depois que lhe forem prestados os primeiros socorros.
Queimadura é a lesão resultante do calor/frio direto ou
indireto (radiante) sobre o corpo, seja proveniente de objetos
quente-frios, líquidos em ebulição, substâncias corrosivas,
choque elétrico, emanações radioa vas, radiações infravermelhas e ultravioletas (aparelhos de laboratório).
É também uma lesão produzida no tecido de reves mento por agentes térmicos (calor, frio e eletricidade), produtos
químicos corrosivos e irradiação.
Quando o socorrista depara-se com vítima(s) de
queimadura(s), ele deve ter em mente algumas prioridades
para tentar diminuir o sofrimento causado pela lesão, a seguir descritos:
– aliviar ou reduzir a dor;
– prevenir o estado de choque;
– prevenir a infecção.
QUEIMADURAS
Classificação das queimaduras
Quanto à profundidade:
Primeiro grau: quando a nge somente a epiderme.
Caracteriza-se por vermelhidão da área a ngida (eritema)
e pontos doloridos.
Segundo grau ou parcial superficial (sem bolhas) ou parcial profunda (com bolhas): ocorre quando a epiderme é destruída totalmente e a derme parcialmente. Caracterizam-se
pela presença de bolhas (flictemas), regiões eritematosas,
úmidas e dolorosas ao toque.
Terceiro grau ou total: quando ocorre destruição total de
pele, tanto na epiderme quanto na derme, ou seja, quando
a nge todo o tecido de reves mento, alcançando o tecido
gorduroso e muscular, podendo em alguns casos chegar até
o osso. Caracteriza-se por ser lesão seca, dura, translúcida,
e apresenta vasos trombosados visíveis.
A pele humana é basicamente formada por uma estrutura de duas camadas divididas em uma epiderme externa
e uma derme interna. A epiderme é formada por células
Quanto à extensão das lesões
Tais condições são válidas apenas para queimaduras de
2º e 3º graus, visto que as de 1º grau são tratadas de forma
simplificada:
Grande queimado: considera-se o adulto com mais de
30% de super cie corporal queimada.
Médio queimado: de 10 a 30% da área corporal queimada.
Pequeno queimado: quando as lesões são menores que
10% da super cie corporal.
No adulto, a maioria das áreas do organismo pode ser
dividida em áreas de 9% ou múl plos de nove. Esta divisão
denominada “regra dos noves” é bastante ú l para a es ma va da porcentagem de super cie corporal lesada. Na
criança pequena é dado um grau rela vamente maior para
a cabeça e menor para as extremidades inferiores. Assim,
a regra dos noves é modificada. Em cada caso, a regra fornece
uma aproximação ú l da super cie corporal.
Amputação traumá ca
– contenção imediata da hemorragia (uso do torniquete);
– prevenção ao estado de choque;
– manutenção dos sinais vitais;
– com o possível reimplante de membros ou um dos
seus segmentos (dedos, mão, antebraço) ou ainda
certas partes do corpo (orelha, escalpe), o socorrista
deve transportar junto com a ví ma a parte amputada. O mesmo poderá ser colocado em um saco
plás co cobrindo-o com gelo quebrado;
– encaminhamento o mais rápido possível para um
hospital apropriado.
LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO
– hemorragia de pequena proporção;
– os tecidos sofrem esmagamento com fratura cominu va, dilaceração e arrancamento dos tendões;
– estados sincopais dos acidentados ao verem tais
lesões.
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São acidentes causados por contato com a eletricidade que podem levar a vítima a uma parada cardíaca
e/ou paralisação da respiração, por contração dos músculos
responsáveis pela mesma, ocasionando queimaduras locais
de limites bem definidos ou de grande extensão.
Procedimentos gerais nos casos de queimadura
– ao prestar os primeiros socorros a um queimado, caso
sua roupa esteja em chamas, u lize, para abafá-las,
um cobertor, casaco, tapete ou toalha ou então,
faça-o rolar sobre si mesmo no chão;
– separar a causa da ví ma ou a ví ma da causa;
– controlar a situação, apagando o fogo se for o caso;
– re re as partes de sua roupa que não estejam grudadas na área queimada. Nesse caso, recorte ao redor
da lesão e re re o restante da roupa solta;
– proteja a área queimada com compressas e/ou gases
limpas e umidificadas;
– não passe pomadas, mercúrio ou quaisquer outros
produtos;
– previna o estado de choque.
LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO
Eletrocussão
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A gravidade de um acidente por choque elétrico vai depender da intensidade da corrente, do caminho que percorre
no corpo humano e da resistência doindivíduo, sendo que o
corpo úmido é menos resistente que o seco. A morte ocorre
geralmente por asfixia, pelo fato dos músculos torácicos
contraírem-se instantaneamente. Pode ocorrer também a
interrupção da circulação sanguínea, sendo necessária a
aplicação de uma massagem cardíaca externa no acidentado
para a var o coração inerte pelo choque.
As queimaduras produzidas pelo choque elétrico, sejam
por contato ou por arco voltaico, geralmente são localizadas
e profundas de acordo com o percurso da corrente, porém,
podem não ter nenhuma consequência grave dependendo
da intensidade da corrente.
Conceito de eletrocussão
Fenômeno em que uma pessoa passa a fazer parte de
um circuito elétrico com passagem de corrente elétrica pelo
corpo, devido à diferença de potencial elétrico.
Causas de acidentes por contato com a eletricidade
Esses pos de acidentes geralmente ocorrem devido
à negligência da vítima ao lidar com a eletricidade ou
por meio das descargas elétricas produzidas pela natureza.
Afogamento
Acidente causado pela obstrução das vias respiratórias
por meio de líquidos, podendo ser provocada pela inundação
das vias aéreas ou por fechamento da glote, es mulada pela
presença de líquido (espasmo da glote) resultando os dois
casos em uma asfixia.
Conceitos de afogamento
− Privar de respiração, ou matar, por submersão.
− É uma asfixia por imersão ou aspiração de líquido de
qualquer natureza, com inundação e “encharcamento” alveolar.
Classificação do afogamento
Quanto ao po de água:
Afogamento em água doce: quando ocorre em piscinas,
rios lagos ou tanques.
Afogamento em água salgada: quando ocorre no mar.
Quanto à causa do afogamento:
• Afogamento primário: quando não existem indícios
de uma causa determinante do afogamento.
• Afogamento secundário: quando existe alguma
causa que tenha impedido a ví ma de se manter na
super cie da água e, em consequência, precipitou
o afogamento. Exemplos: drogas, álcool, crise convulsiva, trauma, cardio/pneumopa as, mergulho,
cãibras etc.
Envenenamento e intoxicação
Os envenenamentos podem ser acidentais ou voluntários. Temos ainda a possibilidade dos envenenamentos por
mo vos criminosos. Qualquer que seja o caso, do ponto de
vista do socorro de urgência, o mais importante é o reconhecimento do veneno responsável pela intoxicação, a fim de
serem empregadas as medidas de melhor efeito. Se as medidas de socorro forem tomadas de forma rápida e eficiente,
a grande maioria dos acidentados pode ser recuperada, pois
a ação patogênica dos agentes tóxicos é transitória.
Mordeduras de animais peçonhentos
A toxidade do veneno varia em função do tamanho e
estado de nutrição do animal agressor, a quan dade de veneno inoculada, o peso e o estado de saúde da ví ma. Para
o socorrista, a classificação de insetos, aranhas, artrópodes e
o dios em gênero e espécie não se faz necessária no instante
da prestação do socorro, porém poderá ajudar a ví ma numa
futura recuperação no centro médico especializado.
Conceitos de acidentes por animais peçonhentos
– São acidentes causados por animais peçonhentos,
tais como as serpentes, aranhas, escorpiões, vespas,
abelhas e algumas formas marinhas de vida animal.
– São acidentes por animais inoculadores de veneno
em outro organismo que se faz com presas, ferrões etc.
SUPORTE BÁSICO DE VIDA
EM EMERGÊNCIAS CLÍNICAS
Infarto Agudo do Miocárdio (IAM)
LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO
Mordidas de animais raivosos
O vírus da raiva é eliminado pela pessoa ou animais
doentes, penetrando no organismo da ví ma através da
mordedura ou da penetração da saliva sobre uma lesão na
pele. O vírus é possivelmente eliminado pelas vias respiratórias e diges vas.
São susce veis ao vírus da raiva pra camente todos os
mamíferos considerados reservatórios naturais: o gato, o cachorro, morcego, doninhas, furão, lobo, esquilo, tamanduá
e outros animais. O cão domés co é a fonte de infecção
humana e, portanto, em caso de suspeita do animal, deve-se
mantê-lo em observação. O animal, seja o gato ou cão, mesmo vacinado, pode às vezes apresentar sintomas da doença.
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O miocárdio (músculo cardíaco) necessita de um suprimento con nuo de oxigênio para manter sua principal
função: bombear o sangue oxigenado para o resto do corpo.
O infarto do miocárdio ou a angina de peito em ambos os casos são condições causadas por um suprimento insuficiente
de oxigênio para manter as funções vitais do coração, porém,
na primeira ocorre o falecimento do músculo cardíaco.
As coronárias direita e esquerda são as artérias que
contornam o miocárdio com seus ramos, nutrindo o coração
para as suas necessidades como bomba impulsionadora de
sangue. A doença na luz (o diâmetro interno das artérias)
acontece pelo depósito de gorduras ao longo dos anos, interferindo nas suas capacidades de dilatação e transporte de
sangue, reduzindo consideravelmente o volume sanguíneo
necessário para as funções vitais do coração. Esta oclusão
arterial por êmbolo ou trombo é denominada de arteriosclerose ou doença arterial coronariana.
A maioria das dores torácicas não é de origem cardíaca.
Dor no peito, simulando angina, por exemplo, pode ser o
resultado de uma nevralgia intercostal, doença do esôfago,
sobretudo hérnia de hiato, úlcera gástrica, processos inflamatórios da vesícula biliar, doenças pulmonares ou de pleura,
herpes zoster e outras enfermidades.
Conceito de Infarto Agudo do Miocárdio (IAM)
É a lesão da parede do miocárdio (músculo cardíaco) em
consequência da desproporção entre a quan dade de sangue
que passa pelas artérias coronarianas e o trabalho realizado
pelo coração, provocado pela interrupção do fluxo sanguíneo.
É a destruição do tecido miocárdio, nas áreas cardíacas,
em consequência da privação de oxigênio pela interrupção
do fluxo sanguíneo coronário.
Sinais e sintomas do IAM
A ví ma sente uma dor torácica constante, mais de 20
minutos de duração, de caráter opressivo que se inicia na
região precordial (porção central do tórax) podendo irradiar
para o pescoço, braço esquerdo ou ambos os braços e região
epigástrica ou abdominal. Não melhora com o repouso nem
com o uso de vasodilatadores; pode produzir arritmias, hipotensão, choque e insuficiência cardíaca; não está associada
às a vidades sicas.
LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO
Pode-se acompanhar de:
– severa ansiedade e inquietação;
– dificuldade respiratória (dispneia);
– transpiração intensa, mesmo com repouso;
– náuseas e vômitos;
– pulso irregular.
18
Procedimentos nos casos de infarto agudo do miocárdio
– procurar saber o histórico da ví ma;
– acalmar a ví ma, afrouxar as suas roupas e mantê-la
aquecida, se o ar es ver muito frio;
– manter a ví ma em repouso absoluto, sentada ou
deitada, numa posição semi-inclinada;
– observar os sinais vitais;
– prevenir choque;
– iniciar RCP, se necessário;
– ins tuir oxigenoterapia;
– transportá-lo o mais rápido possível para o hospital.
ANGINA DE PEITO
Angina de peito é quando uma pessoa trabalha em excesso, com períodos de esforço sico intenso, após refeições,
emoções e relação sexual, podendo neste intervalo ocorrer
o estreitamento temporário da artéria, em decorrência
das necessidades cardíacas de oxigênio excederem o seu
suprimento, ou melhor, é uma desproporção entre o trabalho realizado pelo coração e o fluxo sanguíneo que nutre o
músculo cardíaco.
Conceitos de angina de peito
– Dor constri va intensa, no peito, frequentemente
irradiada para o braço esquerdo, provocada por
isquemia do miocárdio, e resultante, quase sempre,
de molés a coronariana.
– É o conjunto de sintomas decorrentes da baixa oxigenação do coração sem, no entanto, haver lesão do
músculo cardíaco.
– É a dor torácica, durante vários segundos, em consequência do pouco suprimento de oxigênio para as
necessidades do coração.
Sinais e sintomas da angina de peito
Na angina de peito, a dor também é forte e opressiva,
até 20 minutos de duração, porém melhora com o repouso
e com o uso de vasodilatadores.
Procedimentos nos casos de angina de peito
– procurar saber o histórico da ví ma;
– manter a ví ma em repouso absoluto, sentada ou
deitada, numa posição semi-inclinada;
– observar os sinais vitais;
– iniciar RCP, se necessário;
– ins tuir oxigenoterapia.
Ver gem
Conceito
– Estado mórbido em que o indivíduo tem a impressão
de que tudo gira em torno dele (ver gem obje va),
ou de que ele próprio estar girando em torno de si
mesmo (ver gem subje va).
– É a sensação em que a ví ma parece girar em torno
dos objetos ou os objetos em torno dela, sempre em
plano horizontal com deslocamento lateral.
Causas das ver gens
– lesões cerebrais que a ngem os núcleos;
– trauma smo crânio-encefálico;
– hemorragias cerebrais;
– inflamação, tumores e infecções;
– distúrbio hormonal;
– jejum prolongado.
Sinais e sintomas de ver gens
– sensação de estar caindo num grande abismo;
– zumbidos e surdez;
– náuseas e vômitos;
– presença de consciência;
– apresenta-se lúcida.
Procedimentos nos casos de ví mas com ver gens
– coloque a ví ma em posição dorsal;
– cobrir os olhos da ví ma e evite que ela se levante;
– afrouxar as roupas;
– es mular com palavras de conforto;
– alimentá-la se for o caso de jejum prolongado.
Síncope e Desmaio
Sabemos que alguns elementos são fundamentais para a
manutenção das funções cerebrais como o oxigênio, glicose
e a quan dade de sangue circulante no cérebro; a falta de
um desses elementos poderá causar a síncope ou desmaio.
Conceitos de síncope e desmaio
Síncope:
– Perda temporária de consciência devida à má perfusão sanguínea cerebral, alteração na composição
do sangue que irriga o encéfalo, ou a alterações no
padrão de a vidade do sistema nervoso central,
devidas a es mulos que chegam a esse sistema.
– É a perda repen na e completa dos sen dos com
ba mentos cardíacos fracos, irregulares ou ausentes
e a cessação da respiração.
Desmaio
– É a sensação extremamente desagradável que a ví ma tem de que vai perder o contato com o ambiente
que a cerca;
– É a alteração passageira do estado de consciência.
Sinais e sintomas da síncope
– mal estar;
– escurecimento da visão;
– sudorese;
– palidez cadavérica;
– pulso fraco e respiração fraca, espaçada e superficial;
– perda fugaz e momentânea da consciência (diálogo
di cil);
– pupilas dilatadas;
– ba mentos cardíacos fracos e lentos;
– perda da consciência e do tônus da musculatura
corporal.
Procedimentos nos casos de síncope
– verificar sinais vitais;
– afastar a ví ma do local agressor;
– se a ví ma es ver consciente, sentá-la com a cabeça
entre as pernas; se es ver inconsciente, deitá-la com
a cabeça mais baixa que o resto do corpo;
– se a vítima estiver consciente, ministrar solução
açucarada;
– tranquilizar a ví ma;
– se o quadro de inconsciência persis r, transportá-la
para o hospital.
Observações gerais
Quando o indivíduo está em determinada posição por
período prolongado e muda de posição bruscamente, pode
ocorrer a chamada hipotensão postural, havendo como
consequência o desmaio.
Crise Convulsiva
As convulsões têm início súbito, fato conhecido como
“aura”, às vezes pode ser percebida por algumas ví mas.
A salivação excessiva é uma das caracterís cas da convulsão
devido ao aumento da função glandular, esta por sua vez se
mistura com sangue decorrente de algum ferimento bucal.
A saliva não representa perigo para o socorrista, porém
deve ter cuidado quando a saliva es ver misturada com
sangue. A média de duração de uma convulsão é cerca de
2 a 5 minutos seguindo-se o período pós-convulsivo que se
caracteriza por sonolência podendo haver relaxamento de
es ncteres.
Conceitos de convulsão
– É a contratura involuntária dos músculos, provocando movimentos desordenados e acompanhados da
perda de consciência.
– Abalos musculares de parte ou de todo o corpo
decorrente do funcionamento anormal do sistema
nervoso central.
– Contração, ou série de contrações, súbitas e involuntárias, dos músculos voluntários.
Classificação da convulsão
Fase tônica: é a fase em que ocorre a contratura generalizada de toda a musculatura.
Fase crônica: é a fase em que se caracteriza pelos abalos
musculares comumente vistos nestes casos.
Causas de convulsões
– indeterminada;
– epilepsia;
– febre em crianças abaixo de 4 anos;
– intoxicações por drogas;
– anoxia;
– trauma craniano;
– tumor cerebral;
– infecções do sistema nervoso (meningite);
– alcoolismo;
– outros pos de doenças.
Procedimentos nos casos de convulsões
A convulsão febril em crianças é muito frequente entre 1
e 3 anos de idade, sendo que deve-se ministrar an térmico e
banho morno para baixar a febre e assim diminuir o risco do
quadro convulsivo. Devem-se evitar agasalhos em excessos.
Procedimentos gerais
– afastar curiosos do local;
– afastar objetos perigosos em volta da ví ma;
– proteger a cabeça da ví ma, deixar a cabeça em
decúbito lateral para facilitar o escoamento da saliva;
LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO
– É a sensação rotatória causada por alterações nos
elementos responsáveis pela manutenção do equilíbrio corporal. Ex.: labirin te.
19
– afrouxar as roupas da ví ma;
– deixar a ví ma debater-se livremente;
– ntroduzir um pedaço de pano ou lenço entre a arcada
dentária para evitar a mordedura da língua;
– manter a ví ma em repouso após cessada a convulsão;
– verificar se há iden ficação médica em pulseiras,
medalhas ou outras;
– limpe a boca e o nariz, livrando-se de secreções (se
necessário);
– evite deixar a ví ma sozinha e comentários sobre o
ocorrido;
– se a convulsão durar mais de 5 minutos, transportar
para um hospital aplicando oxigenoterapia.
Procedimentos nos casos de AVC
– observar os sinais vitais;
– manter a ví ma em repouso;
– aplicar RCP, se necessário;
– ministrar oxigênio;
– transportar para o hospital.
Reanimação Cardiopulmonar (AHA-2005)
ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL AVC
O encéfalo é a mais complexa estrutura do sistema nervoso. Ele é protegido pelos ossos cranianos e compreende
três regiões: o cérebro, que controla os pensamentos; o
cerebelo, que coordena os movimentos; e o tronco encefálico, que controla as funções vitais como a respiração e a
pulsação cardíaca.
Um fluxo de sangue con nuo garante um suprimento de
oxigênio e glicose suficiente para manter o funcionamento
normal do encéfalo. A interrupção desse fluxo sanguíneo em
uma artéria cerebral por mais de 6 minutos geralmente causa
dano irreversível à área do encéfalo nutrida por esta artéria.
Dependendo da região a ngida, as funções referentes àquela
parte do cérebro estarão prejudicadas (por exemplo, a interrupção do fluxo sanguíneo no lado esquerdo do cérebro
causará problemas de fala em indivíduos destros). Se o AVC
ocorrer em área nobre do sistema nervoso central (SNC),
o acidente poderá levar a ví ma a óbito.
Conceito de Acidente Vascular Cerebral
É a lesão cerebral causada por uma interrupção do fluxo
sanguíneo a determinada área do sistema nervoso central.
Causas do AVC
O acidente vascular cerebral pode ser causado por qualquer interrupção do fluxo sanguíneo por tempo suficiente
para lesar o encéfalo (por exemplo, trombose das artérias
do cérebro em conjunto com arteriosclerose, rompimento
dos aneurismas traumá cos ou sifilí cos por hipertensão,
embolia arterial, e outros).
LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO
Classificação do AVC
Isquêmico: é decorrente da obstrução dos vasos sanguíneos. Ex.: ataque sistêmico transitório, trombose cerebral
ou embolia.
Hemorrágico: é decorrente da ruptura dos vasos
sangüíneos. Ex. hipertensão; neurisma si lica; aneurisma
traumá co; outros.
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Sinais e sintomas do AVC
A formação de coágulo em uma artéria causa diminuição
da função corporal, geralmente sem dor ou convulsões (por
exemplo, uma ruptura arterial frequentemente é acompanhada por cefaleia intensa).
Os AVCs podem produzir os seguintes sintomas:
– paralisia das extremidades (uni ou bilateral);
– diminuição do nível de consciência, variando desde
o coma até a confusão ou ver gem;
– dificuldade de fala ou de visão;
– convulsões (verificar se a ví ma não é uma epilép ca);
– apenas cefaleia.
O sucesso na recuperação de uma parada cardíaca depende de uma série de intervenções, pré e intra-hospitalares.
Se uma dessas ações é negligenciada, retardada ou mesmo
esquecida, a recuperação da ví ma poderá não acontecer.
Fatores que podem ser alterados
– fumar;
– pressão arterial elevada;
– níveis altos de colesterol;
– na vidade sica.
Fatores que não podem ser alterados
– herança;
– sexo;
– idade.
Fatores que contribuem
– obesidade;
– diabete;
– estresse.
Parada cardíaca
Supressão súbita e inesperada dos ba mentos cardíacos.
Morte clínica e morte biológica
Os sistemas respiratório e circulatório são interdependentes, já que um dos dois cessando suas a vidades, o outro
fará o mesmo em um curto espaço de tempo.
O cérebro é o órgão que primeiro sofre os efeitos da falta
de oxigênio. A morte das células cerebrais é um processo
irreversível.
Morte clínica: uma ví ma está clinicamente morta quando cessa a respiração e o coração deixa de bater.
Morte biológica: uma ví ma está biologicamente morta
quando as células do cérebro morrem. Corresponde à morte
encefálica.
A morte clínica pode ser reversível; a morte biológica é
irreversível.
Sinais evidentes de morte livor mortis: êxtase sanguíneo dependente da posição do cadáver. Manifesta-se
Sinais e sintomas da parada cardíaca
– inconsciência;
– ausência da respiração;
– ausência de ba mentos cardíacos.
Passos da RCP
a) Verificar o estado de consciência
Es mular a ví ma com movimentos leves nos ombros
e perguntar em voz alta “você está bem?”. Se a ví ma está
consciente, pesquisar por hemorragias externas. Se es ver
inconsciente, seguir para o passo seguinte.
b) Pedir ajuda
Se a ví ma está inconsciente, peça por socorro.
c) Posicionar a ví ma sobre uma super cie rígida e
plana, deitada de costas
Se a ví ma é um lactente, posicioná-la sobre um braço
(ou apoiada sobre a coxa).
d) Adotar posição de reanimação
Posicionar-se ao lado da ví ma, ajoelhado na altura dos
ombros do paciente.
e) Assegurar a permeabilidade das vias aéreas
Abrir as vias aéreas (VA). Escolher o método adequado
para assegurar uma VA permeável, considerando se é ví ma
de trauma ou é um caso clínico.
f) Verificar a respiração em três a cinco segundos
Ver o peito subir e abaixar, ouvir o ar entrar e sair e sen r
o fluxo de ar. Se a ví ma não respira, siga os passos seguintes.
g) Insuflar ar nas vias respiratórias do paciente
Realizar 2 insuflações fazendo com que o peito se eleve.
Se o ar não passa, reposicionar a cabeça e ven lar novamente. Se o ar não passa pela segunda vez, assumir que é uma
OVACE (Obstrução da Via Aérea por Corpo Estranho) e iniciar
as manobras de desobstrução.
h) Verificar o pulso caro deo em 5 a 10 segundos
Se a ví ma tem pulso, con nuar com o suporte ven latório (uma insuflada a cada 5 segundos no socorro de adultos
e a cada 3 segundos no socorro de crianças e lactentes). Se
não houver pulso, con nue com o próximo passo.
i) Localizar o ponto para as compressões torácicas
Este ponto está situado na metade inferior do osso esterno, dois dedos acima do processo (apêndice) xifóide. Em
lactentes, este ponto está localizado há uma polpa digital
abaixo da linha imaginária entre os dois mamilos.
j) Posicionar adequadamente as mãos
Coloque a base da palma da mão sobre o local que será
comprimido no esterno. Sobrepor a segunda mão sobre a
primeira e entrelaçar os dedos para que não entrem em
contato com as costelas. Crianças: usar somente a palma de
uma mão. Lactentes: usar somente dois dedos.
h) Posicionar corretamente o corpo
Reclinar-se sobre a ví ma, com os braços es cados e sem
dobrar os cotovelos. U lizar o peso corporal para ajudar a
comprimir o osso esterno.
l) Comprimir o esterno
Em adultos, realize compressões à razão de 15 vezes
para cada 2 ven lações, mantendo uma frequência de 100
compressões por minuto.
Comprima aproximadamente de 3,5 a 5 cm. Em crianças
e lactentes, realize compressões à razão de 5 para cada 1
ven lação, mantenha a frequência de aproximadamente
100 compressões por minuto. Comprima de 2,5 a 3,5 cm
em crianças e de 1,5 a 2,5 cm em lactentes.
m) Reavaliar o pulso caro deo
Ao término do primeiro minuto, verifique se há o retorno
do pulso (por tempo não superior a 5 segundos). Depois,
a cada 3 minutos.
Manobras inadequadas
A ví ma não está posicionada sobre uma super cie
rígida: as compressões são ineficazes.
A ví ma não está em posição horizontal: se a cabeça do
paciente está elevada não se consegue produzir um fluxo
sanguíneo cerebral suficiente.
Não é realizada a adequada extensão da cabeça e elevação do maxilar: não é assegurada a permeabilidade das vias
aéreas e a oxigenação fica deficiente.
A boca ou máscara não estão perfeitamente seladas: o
ar escapa e as insuflações não são efe vas.
As narinas da ví ma não estão fechadas e/ou a boca do
paciente não está suficientemente aberta: as insuflações
são ineficientes.
As mãos estão colocadas de forma inadequada ou em
local incorreto no tórax: poderão ocorrer fraturas de costelas ou do esterno, laceração de órgãos torácicos (pulmões
ou coração) ou abdominais ( gado ou baço), perfuração de
pleura em decorrência das fraturas de costelas.
As compressões são realizadas muito superficiais ou
profundas ou demasiadamente rápidas: não impulsionam
um volume sanguíneo adequado.
A relação ven lação/compressão está inadequada: não
se consegue uma efe va oxigenação do sangue.
A RCP deixa de ser executada por mais de 5 segundos:
se a RCP é interrompida por mais de 5 segundos existe um
alto risco de lesão cerebral.
RCP com dois socorristas
O primeiro socorrista posiciona-se ajoelhado à altura dos
ombros do paciente e:
1) verifica a consciência;
2) pede para a var o SEM;
3) abre as vias aéreas;
4) verifica a respiração
5) ven la 2 vezes;
6) verifica a circulação, palpando o pulso caro deo. Se
não há pulso diz: não há pulso, iniciar compressões.
O segundo socorrista posiciona-se à altura do peito do
paciente, no lado oposto ao primeiro e:
1) inicia as compressões;
2) a cada 15 compressões faz uma breve pausa para
que o primeiro socorrista faça as 2 insuflações. Durante as
compressões conta em voz alta.
3) depois de 1 minuto de manobras (4 ciclos), verificar
o pulso caro deo.
Como trocar posições
Cabe ao segundo socorrista, o que está realizando as
compressões, decidir quando trocar de posição. O socorrista
que está ven lando será informado no início de um ciclo de
compressões. Durante as compressões dirá “trocar, e dois,
e três, e quatro, e cinco”. Neste momento:
a) o primeiro socorrista faz uma ven lação,
b) ambos trocam de posição;
LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO
entre 1 hora e 30 minutos a 2 horas, a ngindo seu máximo
entre 8 a 12 horas. Corresponde a uma cor azulada que
se estende por debaixo da pele na parte mais baixa do
corpo.
Rigor morƟs: inicia-se entre 1 a 6 horas, pelos músculos
da mas gação e avança da cabeça aos pés a ngindo o máximo entre 6 a 24 horas.
Putrefação: decomposição do corpo, acompanhada de
odor fé do.
A rapidez com que se decompõe um corpo depende de
vários fatores, entre os quais a temperatura ambiente.
Outras situações que indicam evidência de morte são os
casos de decapitação, desmembramento ou mu lação grave
que descarte qualquer possibilidade de vida (morte óbvia).
21
c) o socorrista que assume a nova função de ven lar
verifica o pulso; se está ausente, faz uma ven lação e diz
para o socorrista que assumiu as compressões reiniciar as
compressões.
Iniciando e terminando a RCP
As manobras de RCP não são indicadas nas vítimas
que sabidamente estão em fase terminal de uma doença
incurável.
Uma vez iniciada a RCP, devemos mantê-la até que:
– haja o retorno espontâneo da circulação (retorno do
pulso). Neste caso, con nue ven lando;
– haja o retorno da respiração e circulação espontânea;
– pessoal mais capacitado chegue ao local da ocorrência;
– o socorrista está completamente exausto e não consegue realizar as manobras.
LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO
RCP com um socorrista e com a chegada de um segundo
socorrista
a) O primeiro socorrista realiza a RCP sozinho (15 compressões para cada 2 ven lações).
b) O segundo socorrista chega ao local, se apresenta e
se oferece para auxiliá-lo.
Obs. Se o SEM ainda não foi acionado, a prioridade é
que o socorro especializado seja contatado imediatamente.
c) O primeiro socorrista aceita a ajuda e con nua a RCP.
d) O segundo socorrista inicia verificando a presença de
pulso, permi ndo que o primeiro con nue o ciclo de 15 x 2.
e) O segundo socorrista posiciona-se para realizar as
compressões e permite que o primeiro socorrista assuma a
posição de ven lação.
f) O primeiro socorrista realiza duas ven lações e palpa
o pulso. Se não há circulação, diz “não há pulso, con nuar a
RCP”. Se houver pulso, porém o paciente não respira, o primeiro socorrista con nua ven lando.
g) Se a RCP con nua, o segundo socorrista inicia as compressões no ritmo de aproximadamente 100 por minuto,
numa razão de 15 compressões para cada 2 ven lações.
22
Desfibrilação no ambiente pré-hospitalar
É fato que a maioria das mortes súbitas por problemas
cardíacos acontece longe dos hospitais e este é o principal
mo vo para a existência dos cursos de Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP) e Programas de Desfibrilação Automá ca
por Pessoal Leigo (não médico).
Há dois problemas que interferem no êxito de uma ressuscitação. O primeiro é o tempo entre a parada cardíaca e
o início da RCP. Em todos os casos, a RCP deve ser iniciada
o mais rápido possível, isto é, logo após a iden ficação da
parada cardíaca. Um maior número de pessoas treinadas
em RCP favorece um melhor e mais rápido atendimento aos
pacientes, nestas situações de emergência.
O segundo problema, que limita o êxito da RCP, é que
muitos ataques cardíacos são fatais, não importando se o
atendimento tenha sido adequado e rápido. Estas mortes
estão relacionadas frequentemente às alterações letais dos
ritmos cardíacos, que eventualmente podem ser corrigidas
por meio de procedimentos específicos e implementadas
o mais cedo possível. Um procedimento importante que
salva a vida de alguns pacientes e pode ser feito no âmbito
pré-hospitalar é chamado de desfibrilação.
Revisão do sistema de condução do coração
O coração é um órgão muscular oco que pode ser
grosseiramente comparado, no adulto, ao tamanho da sua
própria mão fechada. As paredes musculares são chamadas
de miocárdio. A maior parte do miocárdio é formada pelo
tecido muscular, responsável pelo formato do coração e pelo
bombeamento do sangue para o restante do corpo. Algumas
partes do miocárdio são modificadas e formam o sistema de
condução do coração. Estas células são responsáveis pela
a vidade elétrica do coração. O es mulo para o ba mento
cardíaco se inicia em uma pequena região do miocárdio,
chamada de nódulo sinusal ou sinoatrial. A onda elétrica sai
deste local em intervalos de aproximadamente 0,8 segundos
para uma pessoa adulta, em repouso. Espalha-se para as câmaras superiores do coração (átrios) e, em seguida, faz uma
pequena pausa, antes de con nuar o caminho e es mular as
câmaras mais baixas (ventrículos). Esta pausa ocorre em um
segundo ponto, denominado nódulo atrioventricular (AV).
O impulso enviado para as câmaras ventriculares passa por
um septo que as separam. Em seguida, pelos ramos direito
e esquerdo chegam aos dois ventrículos. A rede de Purkinje
ajuda na propagação rápida do es mulo para todas as partes
dos ventrículos. O sistema de condução es mula o ba mento
do coração e coordena o tempo de enchimento das câmaras
superiores até que fiquem prontas para a contração. Após
a contração dos átrios ocorre uma pausa, permi ndo o enchimento total dos ventrículos para a posterior contração
destes.
Como funciona a desfibrilação externa automá ca
Os desfibriladores são projetados para proporcionar um
choque elétrico que interrompe a a vidade elétrica anormal
do coração doente. Não se pretende com esse processo parar
o coração, mas sim eliminar certos ritmos letais e possibilitar
as condições para que o coração retorne ao ritmo normal,
espontaneamente. Este processo é chamado desfibrilação.
Atualmente, a maioria dos serviços de emergências u liza
aparelhos desfibriladores externos do po semi-automá co
chamados de DEA. Eles são rela vamente simples de operar
e o ensino do seu manuseio está lentamente sendo incorporado nos cursos de formação e treinamentos de atualização
do pessoal da saúde e dos serviços de emergência. O uso de
DEAS é muito ú l em emergência cardíaca, em pacientes que
morreriam sem o auxílio desses aparelhos.
Os DEAS são programados para reconhecer um ritmo
anormal do coração que requer um choque, carregar e
transmi r o choque (modelo automá co) ou aconselhar ao
socorrrista o acionamento do disposi vo que transmite o
choque (modelo semi-automá co). As limitações do equipamento estão mais relacionadas aos pos de problemas
cardíacos do que às dificuldades de manuseio.
IMOBILIZAÇÕES E TÉCNICAS DE
TRANSPORTE DE VÍTIMAS
Conceito de manipulação e transporte
Manipulação jus ficada de um paciente a fim de evitar
mal maior. Usamos esse termo genérico para descrever
qualquer procedimento organizado para manipular, reposicionar ou transportar um paciente doente ou ferido de um
ponto para outro.
A manipulação de ví mas insere-se em duas amplas
categorias. Existe um po de ví ma que é encontrada em
local de fácil acesso e que, independentemente da gravidade
de suas lesões, pode ser removida de forma ro neira. Existe
também aquela que necessita ser resgatada; em tais casos,
a ví ma pode encontrar-se em um local de di cil acesso ou
suas lesões requererem do socorrista o emprego de técnicas
especiais de manipulação e imobilização com emprego de
pranchas.
O socorrista deverá manipular e transportar seu paciente,
geralmente após avaliá-lo e tratá-lo de forma a estabilizar
sua condição.
Após o término do tratamento de emergência no local
da ocorrência, a ví ma deve ser removida de sua posição
inicial para uma prancha adequada para o seu transporte,
posicionada corretamente, coberta e segura com cintos.
A prancha deve ser então colocada sobre a maca de rodas do
veículo de transporte e removida. Na chegada ao ambiente
hospitalar, a ví ma é transferida para o setor específico para
seu tratamento defini vo.
Entendemos por maca um disposi vo que permite a dois
socorristas levantar e transportar com segurança uma ví ma
na posição deitada.
Uma ví ma não deverá ser movimentada, a menos que
exista um perigo imediato para ela ou, ainda, para outros.
Exemplos:
– fogo ou perigo de explosão;
– derrame de produtos perigosos;
– presença de fumaças ou vapores tóxicos;
– impossibilidade de ganhar acesso a outras ví mas
dentro de um veículo;
– ameaça de desabamento etc.
Razões para a movimentação de ví mas
– é necessário reposicioná-la para prestar um socorro
(RCP, controlar um grave sangramento);
– o socorrista necessita lograr acesso até outra ví ma
(movimentação de uma ví ma sem lesão medular
para que o socorrista alcance outra ví ma que necessita cuidados);
– fatores do local que interferem no salvamento da
ví ma (calor ou frio excessivo, algo no local que
provoque reações alérgicas etc.);
– a ví ma insiste em movimentar-se (não podemos
reter a ví ma contra sua vontade; se insiste ajudar
para minimizar possíveis danos).
Técnicas de transporte
Existem várias técnicas e métodos que podem ser u lizados por um único socorrista para a manipulação de uma
ví ma quando faz-se necessária sua remoção imediata,
devido ao risco de vida, ou ainda quando não há outra assistência disponível.
Arrastamento com cobertor: técnica pela qual a víma é removida por um socorrista. O cobertor deve ser
arrumado de forma a proteger e suportar a cabeça e o
pescoço da ví ma. O cobertor é colocado ao lado da ví ma
e dobrado no comprimento pela metade, a ví ma é virada
lateralmente para poder puxar o cobertor para suas costas.
LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO
A manipulação e o resgate das ví mas podem ocorrer de
duas formas dis ntas: aquela em que a ví ma é encontrada
em um local de fácil acesso e pode ser removida do lugar
independentemente das lesões sofridas; aquela que requer
técnicas especiais de re rada ou remoção do lugar de di cil
acesso quer esteja com lesões graves ou não.
Após o atendimento de primeiros socorros, a ví ma
deve ser transportada por meio de uma maca ou outro
instrumento adequado para seu transporte, na devida posição, coberto conforme o necessário e seguro com cintos.
Este procedimento deverá ser man do durante o transporte
para o hospital até ser transferido para a maca do Serviço
de Emergência.
Em alguns casos o socorrista poderá deparar com situações que coloquem em perigo tanto a vida do socorrista
quanto da ví ma, com isso toda a manipulação a ser realizada
na ví ma deverá ser ordenada, planejada e efetuada com
calma a fim de evitar maiores danos ou agravar as lesões.
Orientações básicas para o transporte de acidentados
– procure tranquilizar a ví ma e tente permanecer
calmo;
– demonstre serenidade para que ela sinta que a situação está sob controle. Sua calma diminuirá o temor
e o pânico;
– apoie cada parte do seu corpo ao levantá-la;
– tome os devidos cuidados em caso de suspeita de
lesão de coluna.
23
LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO
Vire a ví ma sobre o cobertor e vire novamente a ví ma para
o lado oposto, puxe as pregas do cobertor e vire novamente
para decúbito dorsal. Enrole-o no cobertor, segure a parte
do cobertor abaixo de sua cabeça e arraste com segurança.
Arrastamento pelas roupas: uma pessoa é suficiente para
arrastar a ví ma. Usado quando não há cobertor disponível
ou em acidentes no meio de vias com trânsito fluindo.
Arrastamento de bombeiro: possui a desvantagem de
não oferecer suporte para a cabeça e pescoço, porém, se não
houver outro método disponível, permite que uma só pessoa
remova a ví ma. Muito usado em ambientes com fumaça.
Transporte pelos membros: dois socorristas transportam
a ví ma, segurando-a pelos braços e pernas.
Transporte com cadeira: a ví ma é posicionada deitada e
debaixo dela dois socorristas colocam uma cadeira. O transporte é feito com os socorristas posicionados lateralmente
e a ví ma na posição sentada. Muito usado na remoção de
ví mas do interior de edi cios.
Levantamento com 3 socorristas: levantamento da
ví ma direto do solo, sem lesão na coluna. Com o posicionamento de 3 socorristas em fila ao lado da ví ma.
1º socorrista: passar um braço sob o pescoço da ví ma
até a axila oposta e o outro braço na região lombar.
2º socorrista: passar um braço sob as costas da ví ma e
o outro sob os joelhos da ví ma.
3º socorrista: passar um braço sob as nádegas da ví ma
e outro sob os joelhos.
A par r desse momento, erguer o joelho direito (os três
socorristas ao mesmo tempo), colocando a ví ma sobre os
mesmos, erguendo e colocando a ví ma de encontro a si e
aproximando-a da maca, colocando-a com cuidado e devagar.
• Levantamento com 2 socorristas: levantamento u lizado geralmente no interior de casas e edificações
para remover a ví ma de uma cama para a maca.
• Rolamento e imobilização sobre pranchas rígidas
(ví ma com lesão na coluna): técnica u lizada para
posicionar a ví ma com lesão na coluna do solo para
cima da prancha rígida. Realizada com 3 socorristas.
• Imobilização com outros pos de macas (macas
telescópicas ou de vácuo): técnica usada na remoção
de ví mas que possuem lesão na bacia e poderão
ter agravamento de suas lesões ou aumento da dor
durante a manipulação (rolamento). Realizada com
2 ou 3 socorristas.
24
As ví mas com suspeita ou trauma smo raquimedular
medular confirmado devem ser elevadas por, no mínimo, 4
socorristas.
1º socorrista: preocupa-se com a cabeça e pescoço da
ví ma, mantendo-os no mesmo nível do resto do corpo
durante a elevação.
2º socorrista: preocupa-se com a região torácica da
ví ma, atentando para a sincronia com restante do corpo.
Deve-se posicionar ao lado esquerdo da ví ma.
3º socorrista: preocupa-se com a região glútea da ví ma,
atentando para a sincronia durante a elevação. Posiciona-se
ao lado direito da ví ma.
4º socorrista: preocupa-se com os membros inferiores
da ví ma e deve posicionar-se ao lado esquerdo da ví ma.
Remoção de ví ma com suspeita de fratura de coluna
(consciente ou não)
A remoção da ví ma do local do acidente para a maca
deverá ser efetuada como se o seu corpo fosse uma peça
rígida, levantando, simultaneamente, todos os segmentos
do seu corpo.
Estado de Choque
Grave diminuição do fluxo sanguíneo e oxigenação, de
maneira que se torna insuficiente para con nuar irrigando
os tecidos e órgãos vitais do corpo. Pode levar a ví ma à
morte se não rever do.
Causas:
• hemorragias e/ou fraturas graves
• dor intensa
• queimaduras graves
• esmagamentos ou amputações
• exposições prolongadas a frio ou calor extremos
• acidente por choque elétrico
• ferimentos extensos ou graves
• ataque cardíaco
• infecções graves
• intoxicações alimentares ou envenenamento
Sinais e sintomas
• pele fria e pegajosa, com suor abundante
• respiração rápida, fraca e irregular
• pulso rápido e fraco
• diminuição da circulação e oxigenação nas extremidades. a pele apresenta-se cianosada (roxa) nas mãos,
pés e lábios
• sensação de frio
• agitação ou inconsciência
• hipotensão arterial
Atendimento em Primeiros Socorros
– observar se não há objetos ou secreções na boca da
ví ma, de maneira que ela possa se asfixiar com eles.
Exemplo: bala, chiclete, prótese etc.;
– descobrir a causa do estado de choque (hemorragia
interna, externa, queimadura etc.);
– tentar eliminar a causa. Exemplo: estancar hemorragias;
– afrouxar as roupas, cintos;
– elevar os membros inferiores. Obs.: se a ví ma aparentar suspeita de hemorragias no crânio ou fratura
nos membros inferiores, não os eleve.
– aquecer a ví ma com um cobertor ou roupas, mantendo uma temperatura adequada, evite abafá-la;
– conversar com a ví ma, se consciente.
– não dar líquidos para ela beber, pois vai interferir caso
necessite de uma cirurgia e também ela poderá se
afogar, já que está com os reflexos diminuídos;
– mantê-la avaliada até a chegada do socorro médico
(avaliação primária e secundária).
Obs.: Se a ví ma es ver vomitando sangue em jato,
tem o risco de engolir este sangue e ele pode ir para
os pulmões. Proceda da seguinte maneira:- não
tendo suspeita de lesão da coluna cervical e a ví ma
podendo virar o pescoço para o lado, mantenha-o
lateralizado;
– na suspeita de lesão da coluna cervical, imobilize-a
totalmente e vire-a (em bloco) para o lado.
Finalmente, desapareceu a distinção clássica entre
diabetes do po 1 ou 2, o diabetes autoimune latente do
adulto; passamos a diagnos car muitos casos de diabetes
po 2 em adolescentes e casos de diabetes onde existe
uma alteração genética. Deparamos, ainda, com várias
formas de intolerância à glicose, como as encontradas na
gestação, ovários policís cos. Entretanto, a evolução do
conhecimento também trouxe boas no cias. Por exemplo,
agora compreendemos todos os aspectos fisiopatológicos
das hiperglicemias e somos capazes de conhecer os níveis de
glicemia em qualquer momento, com tecnologias portáteis
de ponta. Compreendemos, também, as bases celulares da
resistência à insulina que prediz, precede e caracteriza a
intolerância à glicose.
Existem conhecimentos profundos do papel do pâncreas endócrino no diabetes e também do seu papel na
perda progressiva ou abrupta da função das células beta.
Reconhecem-se, cada vez mais, os efeitos dos hormônios
gastrointes nais no controle glicêmico, bem como os efeitos nocivos da obesidade e do sobrepeso no controle do
diabetes. Estão avançados os estudos sobre os mecanismos
de hipertrofia das ilhotas.
Estes novos conhecimentos resultaram em intensa a vidade da indústria farmacêu ca.
O diabetes po 1 (DM1) é uma doença autoimune caracterizada pela destruição das células beta produtoras de
insulina. Isso acontece por engano porque o organismo as
iden fica como corpos estranhos. A sua ação é uma resposta
autoimune. Este po de reação também ocorre em outras doenças, como esclerose múl pla, lúpus e doenças da reoide.
Diabetes Tipo 1
Diabetes po 1 surge quando o organismo deixa de
produzir insulina (ou produz apenas uma quan dade muito
pequena). Quando isso acontece, é preciso tomar insulina
para viver e se manter saudável. Pessoas com diabetes po
1 precisam de injeções diárias de insulina para regularizar
o metabolismo do açúcar, pois, sem insulina, a glicose não
consegue chegar até as células, que precisam dela para
queimá-la e transformá-la em energia. A alta quan dade de
glicose acumulada no sangue, com o passar do tempo, pode
afetar os olhos, rins, nervos ou coração.
Diabetes é uma patologia an ga. Consta que Ban ng &
Best foram os descobridores da insulina (essencial para o
tratamento da doença), entre muitas outras coisas. Os conhecimentos sobre diabetes experimentaram uma dramá ca
evolução nos úl mos anos, não só quanto aos mecanismos
patológicos das doenças como em relação às novas opções
terapêu cas, todas elas desenvolvidas com base no próprio
mecanismo fisiopatológico do diabetes. Esta fantás ca evolução nos conhecimentos nos trouxe boas e más no cias.
Comecemos pelas más no cias: embora de caráter controlável, os diabetes vêm despontando como uma epidemia
de graves proporções. Sua prevalência está aumentando
assustadoramente como resultado do envelhecimento da
população e das alterações nega vas no es lo de vida.
Além disso, a doença está se manifestando em idades
cada vez mais precoces. Não existe um gen único que seja o
causador solitário da doença, frustrando o trabalho de muitos pesquisadores. Os gene cistas agora acreditam que um
grupo de genes disseminados pelo genoma, em combinações
variáveis e numa interação complexa com fatores adquiridos,
levam ao aparecimento do diabetes e de suas complicações,
cujo impacto varia de indivíduo para indivíduo.
A maioria das pessoas com DM1 desenvolve grandes quandades de autoan corpos, que circulam na corrente sanguínea
algum tempo antes da doença ser diagnos cada. Os an corpos são proteínas geradas no organismo para destruir
germes ou vírus. Autoan corpos são an corpos com “mau
comportamento”, ou seja, eles atacam os próprios tecidos do
LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO
DIABETES CRISES DE HIPER OU HIPOGLICEMIA
25
corpo de uma pessoa. Nos casos de DM1, os autoan corpos
podem atacar as células que os produzem. Não se sabe ao
certo por que as pessoas desenvolvem o DM1. Sabe-se que
há casos em que algumas pessoas nascem com genes que
as predispõem à doença. Mas outras têm os mesmos genes
e não têm diabetes. Pode ser algo próprio do organismo, ou
uma causa externa, como por exemplo, uma perda emocional
ou também alguma agressão por determinados pos de vírus.
Outro dado é que, no geral, é mais frequente em pessoas com
menos de 35 anos, mas vale lembrar que a enfermidade pode
surgir em qualquer idade.
problema irá acontecer. Há várias formas de prevenção e a
futura mãe tem um papel decisivo nessa fase. Para ter um
bebê saudável, basta que ela aprenda a controlar a sua gravidez. Seguindo as recomendações da equipe de especialistas
que vai acompanhá-la, a gestante terá todas as chances de
não enfrentar qualquer contratempo. Essas recomendações
giram sempre em torno do controle da glicemia e da programação da chegada do filho, que se inicia da seguinte forma:
ao decidir engravidar, a paciente deve procurar seu médico
para receber a orientação mais adequada.
Sintomas
Pessoas com níveis altos ou mal controlados de glicose
no sangue podem apresentar:
• Vontade de urinar diversas vezes;
• Fome frequente;
• Sede constante;
• Perda de peso;
• Fraqueza;
• Fadiga;
• Nervosismo;
• Mudanças de humor;
• Náusea;
• Vômito.
Diabetes Tipo 2
Sabe-se que o diabetes do po 2 possui um fator hereditário maior do que no po 1. Além disso, há uma grande
relação com a obesidade e o sedentarismo. Es ma-se que
60% a 90% dos portadores da doença sejam obesos. A incidência é maior após os 40 anos. Uma de suas peculiaridades
é a con nua produção de insulina pelo pâncreas. O problema
está na incapacidade de absorção das células musculares e
adiposas. Por muitas razões, suas células não conseguem
metabolizar a glicose suficiente da corrente sanguínea. Esta
é uma anomalia chamada de “resistência insulínica”. O diabetes po 2 é cerca de 8 a 10 vezes mais comum que o po 1
e pode responder ao tratamento com dieta e exercício sico.
Outras vezes, vai necessitar de medicamentos orais e, por
fim, a combinação destes com a insulina.
LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO
Principais Sintomas:
• Infecções frequentes;
• Alteração visual (visão embaçada);
• Dificuldade na cicatrização de feridas;
• Formigamento nos pés;
• Furunculose.
26
Diabetes Gestacional
É certo que a gravidez da paciente diabética pode
apresentar complicações que normalmente não ocorrem
na mulher sem diabetes. Porém, isso não significa que o
Causas
Como nos outros pos, a causa exata do diabetes gestacional é desconhecida. O diabetes gestacional pode ser
uma etapa do diabetes po 2 pelas semelhanças clínicas
existentes entre ambos.
Os fatores de risco são parecidos com aqueles do diabetes po 2 e incluem:
• Idade acima de 25 anos;
• Obesidade ou ganho excessivo de peso na gravidez
atual;
• Deposição central excessiva de gordura corporal
(gordura em excesso no tronco);
• História familiar de diabetes em parentes de 1º grau;
• Baixa altura (1,50cm);
• Crescimento fetal excessivo, hipertensão ou
pré-eclâmpsia na gravidez atual;
• Antecedentes obstétricos de morte fetal ou neonatal, de macrossomia (peso excessivo do bebê) ou de
diabetes gestacional.
Hormônios
No período da gravidez, a placenta (órgão responsável
pela nutrição do feto) produz algumas substâncias (hormônios) em grande quan dade. Embora imprescindíveis para
o desenvolvimento do bebê, os hormônios criam resistência
(dificuldade) à ação da insulina no organismo materno. Todas
as mulheres grávidas têm algum grau de resistência insulínica, mas as mulheres com diabetes gestacional apresentam
uma resistência mais exagerada. O diabetes gestacional
costuma aparecer por volta da vigésima quarta semana de
gravidez, exatamente quando a placenta começa a produzir
grandes quan dades de hormônios. Por isso, o rastreamento
para o diabetes gestacional ocorre nesse período.
Causas que favorecem o aparecimento da hipoglicemia
• Erro no uso da medicação, principalmente insulina;
• Atraso em se alimentar;
• Muito exercício sem automonitorização.
Gené ca
Acredita-se que os genes do diabetes gestacional e do
diabetes po 2 são semelhantes. Em ambos, o que ocorre não
é a deficiência acentuada na produção da insulina, mas uma
resistência à ação dessa substância. Além disso, o diabetes
gestacional aumenta as chances de a mulher desenvolver o
diabetes po 2 no futuro.
Os médicos acreditam que algumas mulheres com níveis
glicêmicos mais elevados no início da gravidez (primeiro
trimestre) provavelmente já estavam com diabetes antes do
início da gravidez. Por esse mo vo, e pela semelhança que o
diabetes gestacional apresenta com o diabetes po 2, todas
as mulheres que veram diabetes são orientadas a fazer a
reavaliação das taxas de glicose após o parto.
Nas pessoas portadoras de diabetes que apresentam
hipoglicemias sem percepção, o uso apenas de insulinas
de ação rápida e ultrarrápida (por provocarem a queda da
glicemia rapidamente) libera grande quan dade de hormônios contrarreguladores (cor sol, adrenalina, hormônio do
crescimento) e pode ajudar na percepção precoce da hipoglicemia, antes do embotamento da consciência.
Hipoglicemia
Hipoglicemia significa baixo nível de glicose no sangue.
Quando a glicemia está abaixo de 60 mg%, com grandes
variações de pessoa a pessoa, podem ocorrer sintomas
de uma reação hipoglicêmica: sensação de fome aguda,
dificuldade para raciocinar, sensação de fraqueza com um
cansaço muito grande, sudorese exagerada, tremores finos
ou grosseiros de extremidades, bocejamento, sonolência,
visão dupla, confusão que pode caminhar para a perda total
da consciência, ou seja, coma.
É importante que os amigos e parentes da pessoa com
diabetes saibam que ela está em uso de insulina ou de
hipoglicemiante oral. Assim, já poderão fazer o diagnós co
de hipoglicemia.
Diferenças entre hipoglicemia e hiperglicemia
Sintomas
Hiperglicemia
(alta de açúcar)
Hipoglicemia
(baixa de açúcar)
Início
Lento
Súbito (minutos)
Sede
Muita
Inalterada
Urina
Muita quan dade
Inalterada
Fome
Muita
Muita ou normal
Perda de peso
Frequente
Não
Pele
Seca
Normal ou úmida
Mucosa da Boca
Seca
Normal
Suores
Ausentes
Frequentes e frios
Tremores
Ausentes
Frequentes
Fraqueza
Presente
Sim ou não
Cansaço
Presente
Presente
Glicose no sangue Superior a 200 mg% 40 a 60 mg%
ou menos
Hálito cetônico
Presente ou ausente Ausente
Hiperglicemia
Hiperglicemia é o aumento da glicose no sangue. A Sociedade Brasileira de Diabetes considera que valores acima de
126 mg em jejum são suspeitos de diabetes. Valores acima
de 200 mg em qualquer ocasião fazem o diagnós co.
As pessoas com diabetes que fazem monitorização da
glicose ro neiramente podem detectar aumentos da glicemia sem, entretanto, apresentar quaisquer sintomas de
hiperglicemia.
Sempre que possível, deve-se pesquisar a glicose no
sangue. Isto pode ser feito nas seguintes ocasiões:
• Em jejum e antes das principais refeições (almoço e
jantar);
• Em jejum e 2 horas após as principais refeições;
• Até duas horas após as refeições (glicemia pós-prandial).
LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO
Tratamento
Existem vários critérios para se fazer o diagnós co do
diabetes gestacional. De uma maneira geral, a indicação do
tratamento inclui desde elevações mais leves das taxas de
glicose até o diabetes franco, como diagnos cado fora da
gravidez.
O tratamento do diabetes gestacional tem por obje vo
diminuir a taxa de macrossomia (peso elevado do bebê ao
nascer), evitar a queda do açúcar ao nascer (hipoglicemia) do
bebê e diminuir a taxa de cesariana. No passado, esses bebês
podiam apresentar outras complicações no nascimento, mas
essas complicações são menos frequentes hoje em dia. Para
o lado materno, além de aumento do risco de cesariana,
o diabetes gestacional pode estar associado à toxemia, uma
condição da gravidez que provoca pressão alta e geralmente tem como acompanhante a inchação de pernas, e que
pode causar um parto prematuro. O diabetes gestacional é
inicialmente tratado com planejamento alimentar, que idealmente deve ser orientado por nutricionista. Os exercícios
sicos podem fazer parte do tratamento e serão orientados
por seu médico. De maneira geral, mulheres que já faziam
a vidade sica podem con nuar a fazê-la normalmente.
Caso essas medidas não surtam os efeitos esperados por
um médico, será indicado o tratamento com insulina. Isso
ocorre porque os efeitos dos an diabé cos orais não estão
bem estabelecidos na gravidez, então eles não podem ser
usados nesse momento. Outra observação importante se
relaciona aos obje vos glicêmicos. No diabetes gestacional,
é recomendado um controle mais estreito das taxas de glicose. O médico de cada paciente combinará com ela quais
são as metas de tratamento.
Importante
Algumas pessoas com diabetes costumam manter suas
glicemias mais elevadas para evitar as hipoglicemias. Porém,
a glicemia alta leva, com o correr do tempo, a complicações
degenera vas importantes. Portanto, o melhor é perder o
medo, monitorando-se adequadamente a cada suspeita de
hipoglicemia.
27
É considerada glicemia pós-prandial o exame realizado
dentro do intervalo de duas horas após as refeições. A interpretação destes resultados deve ser feita pelo médico.
LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO
Causas que podem favorecer o aparecimento da hiperglicemia:
* Diabetes mellitus primário ou secundário a outras
doenças;
* Muita comida, sem nenhuma restrição;
* Pouco exercício;
* Síndrome Metabólica.
28
Sintomas
Muita sede, muita urina, muita fome com emagrecimento, cansaço, pele seca, dor de cabeça, podendo evoluir para
náuseas, vômitos, sonolência, dificuldades para respirar e
hálito de maçã.
Caso você detecte um valor elevado de glicose no sangue,
procure médico ou um serviço de saúde para um diagnós co
e tratamento.
Ter uma vida saudável é um esforço para todos nós. O desenvolvimento dos recursos tecnológicos geralmente implica
o aumento do sedentarismo, assim como a necessidade da
pra cidade na preparação das refeições acarreta hábitos
alimentares também pouco saudáveis.
Este conjunto de fatores, que deveria tornar nossas vidas
mais produ vas, acaba por comprometer a produ vidade em
função da maior incidência de doenças, queda na resistência
sica, obesidade, stress, ansiedade etc.
Quebrar este círculo vicioso é um verdadeiro desafio.
Alimentação
O segredo da boa alimentação consiste em adequar as
preferências individuais com a quan dade e qualidade dos
alimentos que farão parte da nossa dieta habitual. Existem
algumas recomendações que podem ajudar a tornar sua
alimentação mais saudável:
• Procure incorporar uma dieta habitual com a maior
quan dade possível de alimentos ricos em fibras, tais
como frutas e verduras. Por exemplo, evitar “descascar” algumas frutas, como figo, pêssego e maçã,
pode aumentar bastante o conteúdo de fibras, que
terão um papel fundamental na saúde do seu sistema
diges vo.
• Procure diminuir a quan dade de gorduras (óleo,
manteiga, creme etc.) e de carboidratos (massa e
doces), dando preferência a alimentos grelhados
e cozidos. Infelizmente, a dieta habitual da nossa
população é sempre mais rica em gorduras e carboidratos e pobre em proteínas do que o desejado. Evite
comer fast food, dando preferência aos alimentos de
preparação mais caseira.
• Diminuir a quan dade total de alimentos de cada
refeição. Faça mais refeições ingerindo menos calorias de cada vez. Este procedimento permi rá uma
digestão mais fácil e menor ape te nas refeições
maiores.
• U lize leite e derivados (iogurte, queijos) desnatados
ou light, e prefira as carnes magras. Assim, você prevenirá o aumento do colesterol, além de controlar o
peso. As leguminosas devem fazer parte do cardápio,
pois contêm proteínas, ferro e fibras.
• No supermercado é preciso cuidado ao escolher o
que será comprado. Ao levar alimentos saudáveis
para casa, já estará dando um grande passo para não
fugir da dieta. Dê preferência aos temperos naturais,
pois os industrializados contêm grande quan dade de
sal. Os óleos mais saudáveis são os vegetais (canola,
girassol, milho ou soja), porém evite frituras.
• E não se esqueça: se for comer uma sobremesa diet
ou light, fique apenas com uma porção. Comer o
dobro pode significar o mesmo que um doce supercalórico.
Importância da aƟvidade İsica
A prá ca regular de a vidade sica é fundamental na
adoção de hábitos de vida mais saudáveis. Além dos bene cios já conhecidos, tais como prevenção de doenças
cardíacas, prevenção de osteoporose, redução do colesterol,
redução da hipertensão, combate à obesidade e tantos outros, o exercício sico tem um efeito ainda mais importante:
o indivíduo capaz de incorporar a a vidade sica aos seus
hábitos de maneira defini va encontra uma nova fórmula
de vida. Manter-se a vo promove uma mudança radical no
corpo. O organismo solicita hábitos saudáveis. Os alimentos
gordurosos começam a se tornar indesejados, as refeições
exageradamente calóricas são rejeitadas, a autoes ma aumenta com a melhora na esté ca corporal, a resistência sica
é aumentada e a produ vidade e capacidade de trabalho
são favorecidas. Para a pessoa com diabetes, a a vidade
sica, além dos bene cios já citados, auxilia no tratamento
da doença. Se todos estes fatores não forem suficientes para
convencer alguém a pra car exercícios, existem mais duas
informações importantes: exercícios melhoram o desempenho sexual e aumentam a expecta va de vida.
naqueles com menos de 55 anos de idade. Isto, associado
aos avanços médicos que prolongaram a vida dos pacientes
com outras formas de doenças cardíacas, permi u que a ICC
crescesse em incidência.
A insuficiência cardíaca conges va é frequentemente a
fase final de outra doença do coração, como:
1. Doença coronariana (levando à angina e ao infarto
agudo do coração);
2. Hipertensão arterial (que pode se complicar com os
derrames cerebrais);
3. Doença valvular do coração (incluindo a doença
reumá ca do coração);
4. Síndromes congênitas (de nascença) do coração;
5. Miocardiopa as (doença do músculo do coração);
6. Infarto agudo do miocárdio (ataque cardíaco);
7. Arritmias cardíacas (problemas em que o coração
bate sem controle – mais rápido, mais devagar ou
sem ritmo);
8. Exposições tóxicas, incluindo o uso abusivo de álcool;
9. Hiper reoidismo, diabetes e doença pulmonar obstru va crônica (bronquite) também são fatores de
risco para a ICC. Todas estas desordens podem conduzir à insuficiência cardíaca conges va, debilitando
o músculo do coração.
INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CONGESTIVA
Só o envelhecimento da população (aumento da longevidade) já é fator de aumento da incidência da ICC, pois,
naqueles com mais de 75 anos, é observada em mais de
10% dos pacientes, sendo diagnos cada em menos de 2%
Quadro Clínico
O primeiro sintoma da insuficiência cardíaca conges va
pode ser simplesmente o cansaço. Com o avanço da doença,
pode haver dificuldades para respirar durante os esforços,
e eventualmente um “encurtamento” da respiração durante
o repouso, podendo tornar-se ofegante. Como os fluidos acumulam nos pulmões, os pacientes com insuficiência cardíaca
podem começar a dormir amparados por travesseiros mais
altos para tornar a respiração mais fácil. Os líquidos também
podem se acumular nas pernas e tornozelos, levando ao
edema (inchaço). Em pacientes menos a vos, os líquidos
podem acumular na metade inferior do corpo, eventualmente causando edema da parte mais baixa das costas.
Pode ocorrer inchaço dos intes nos, que produz desconforto
abdominal. Em alguns pacientes, pode haver necessidade de
urinar várias vezes durante a noite, já que os rins eliminam
os excessos de fluidos do organismo que se acumularam no
corpo durante o dia. Como o corpo acumula cada vez mais
fluido, o paciente pode notar significa vo ganho de peso.
Também pode haver tosse crônica devido ao acúmulo de
fluidos nos pulmões.
LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO
A Insuficiência Cardíaca Conges va (ICC) representa o
conjunto de sinais e sintomas decorrentes do mau funcionamento do coração quando este não consegue bombear
o sangue em direção aos tecidos e suprir a necessidade de
oxigênio e nutrientes do organismo.
O processo que resulta na ICC é grada vo e os eventos
têm a seguinte sequência:
1. O bombeamento insuficiente do coração leva a uma
congestão de sangue no interior das veias que chegam ao coração,
2. O acúmulo de sangue nas veias, associado à retenção
de líquidos pelos rins, levam ao inchaço (edema) dos
tecidos do corpo.
3. O inchaço inicialmente afeta as pernas, mas pode
subir e também a ngir os pulmões (causando dificuldades para respirar) e em outros tecidos e órgãos
(levando à “barriga d’água”, dores abdominais, pouca
urina etc.).
4. O cansaço leva à falta de ar, à fraqueza muscular, à diminuição da a vidade sica e consequente invalidez.
29
Embora a insuficiência cardíaca conges va normalmente
afete ambos os lados do coração, em alguns pacientes pode
afetar só a parte esquerda ou direita. Nestes casos, os sintomas variam de acordo com o lado afetado. Por exemplo,
quando a insuficiência cardíaca afetar principalmente o
lado esquerdo do coração, os sintomas mais prováveis irão
envolver dificuldades para respirar. Quando o lado direito
for o principal afetado, o inchaço das pernas e o desconforto
abdominal podem ser os sintomas mais proeminentes.
LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO
Diagnós co
O médico revisará a história clínica enfa zando a presença de fatores de risco para a insuficiência cardíaca conges va,
especialmente uma história de doença coronária do coração,
hipertensão, doença das válvulas cardíacas, arritmias, doenças congênitas do coração, cardiomiopa as, e enfarto do
miocárdio. Seu médico também perguntará sobre detalhes
específicos de seus sintomas, incluindo: quantos quarteirões
você pode caminhar sem ter falta de ar, o número de travesseiros com que você dorme e com que frequência você
acorda à noite para urinar.
O médico suspeitará que a pessoa tenha insuficiência
cardíaca conges va baseando-se em seus sintomas e em
sua história clínica. Evidência adicional para apoiar este
diagnós co virá de seu exame sico e dos testes adicionais.
Durante seu exame sico, o médico conferirá seus sinais vitais, determinará sua frequência e ritmo cardíaco e escutará
os sons anormais do coração com um estetoscópio. Ele também escutará seus pulmões para verificar os sons anormais
da respiração quando o acúmulo de fluidos é percep vel.
O médico apertará na pele de suas pernas e tornozelos para
conferir o inchaço. Ele também pode examinar seu abdômen
para conferir o tamanho de seu gado (o acúmulo de líquidos
do coração pode causar inchaço do gado).
Os testes diagnós cos normalmente incluem um eletrocardiograma (ECG), uma radiografia do tórax para conferir a
dilatação do coração e os fluidos nos pulmões. Outros testes
diagnós cos podem ser necessários para estabelecer a causa
subjacente da insuficiência cardíaca conges va. Por exemplo,
o ecocardiograma pode ser executado para procurar anormalidades das válvulas do coração, movimento anormal da
parede do coração (um sinal de infarto do miocárdio) ou
outras anormalidades cardíacas.
30
Prevenção
Para evitar a insuficiência cardíaca conges va, a pessoa
deve se prevenir contra as várias formas da doença do coração que a conduzem. Para a doença coronária do coração,
isso significa ingerir uma dieta de baixo teor de gordura,
controlar a hipertensão, manter o peso do corpo normal e
um baixo nível de colesterol no sangue. Significa também
adotar um programa de exercícios regulares e não fumar.
A insuficiência cardíaca conges va devido ao hiper roidismo
pode ser prevenida com medicamentos ou cirurgia. Infelizmente, algumas causas de insuficiência cardíaca conges va
não podem ser prevenidas.
Tratamento
O tratamento inicial da insuficiência cardíaca conges va
se focaliza em controlar os sintomas agudos. Repouso na
cama é prescrito para elevar as pernas e não provocar o acúmulo de líquidos nos pés e tornozelos. Diuré cos (remédios
que es mulam a urina) são administrados para remover os
líquidos do corpo através da produção de urina. Logo, são
prescritos medicamentos para ajudar o coração a bater mais
eficazmente. Estes medicamentos podem incluir um ou mais
dos seguintes:
• Digoxina: para fortalecer as contrações do coração.
• Inibidores da enzima conversora da angiotensina
(ECA): para dilatar os vasos sanguíneos, diminuir a
resistência ao fluxo de sangue e ajudar na prevenção
da retenção de água.
• Beta-bloqueadores: melhorar o fluxo de sangue
• An coagulantes muitas vezes também são administrados para prevenir coágulos sanguíneos (para
“afinar” o sangue), par cularmente se o paciente
requer um período longo de repouso na cama.
• Aldactone (Espironolactona) pode trazer bene cios
significa vos em pacientes selecionados com insuficiência cardíaca conges va crônica.
Uma vez tratados os sintomas agudos, a causa subjacente
da insuficiência cardíaca conges va é encaminhada para
acompanhamento. O tratamento varia de mudanças de
es lo de vida, medicamentos para a doença coronariana do
coração a procedimentos cirúrgicos para corrigir defeitos do
coração. As medidas pessoais no tratamento da insuficiência
cardíaca conges va incluem o repouso, exercícios moderados
sob orientação médica, uma dieta restringindo o sal para
prevenir o edema (inchaço), perder peso e evitar o consumo
de álcool. Quando os medicamentos e as medidas pessoais
não forem mais eficazes, um transplante do coração deve
ser considerado. Esta opção de tratamento é atualmente
limitada pela escassez de doadores de coração, sendo geralmente reservada a pacientes abaixo de 65 anos de idade.
Um procedimento experimental chamado cardiomioplas a está sendo executado em alguns centros médicos.
Neste procedimento, um músculo das costas do paciente
é envolvido ao redor do coração, e um disposi vo é implantado, levando a uma es mulação elétrica do músculo
para se contrair. Note, porém, que o risco associado com a
cardiomioplas a é alto, e alguns centros não a encorajam.
Outra pesquisa para melhorar o tratamento da insuficiência cardíaca conges va inclui um procedimento para
substituir as células estragadas do coração por células
saudáveis; combinações de medicamentos que executam
várias tarefas de uma só vez; medicamentos melhorados
com menos efeitos colaterais do que as drogas disponíveis
atualmente; melhorias no transplante de coração e dos disposi vos mecânicos que ajudam o coração que está falhando
seu ba mento (ex.: marcapassos).
É recomendado procurar um cardiologista se a pessoa
tem cansaço fácil, dificuldade para respirar, inchaço nas pernas e nos tornozelos, dor abdominal associada à falta de ar
e surtos de respiração rápida (taquipnéia); principalmente se
foi diagnos cada com alguma forma de doença do coração.
Prognós co
Como normalmente a insuficiência cardíaca conges va
é o resultado de uma doença do coração existente há muito
tempo, ela é frequentemente uma condição com a qual a
pessoa irá conviver para o resto de sua vida. Porém, se a
causa subjacente for tratável (com cirurgia, por exemplo),
a insuficiência cardíaca conges va pode se resolver.
A expecta va de vida depende da idade do paciente,
da gravidade da insuficiência cardíaca, da severidade da
doença subjacente do coração e de outros fatores. Quando a
insuficiência cardíaca conges va desenvolve-se de repente e
tem uma causa tratável, os pacientes às vezes podem voltar à
função normal do coração depois do tratamento. Até mesmo
com tratamento apropriado, os pacientes que desenvolvem
insuficiência cardíaca conges va, como resultado de uma doença do coração existente há muito tempo, podem desfrutar
frequentemente muitos anos de vida produ va.
Lembramos que, na maioria das vezes, a cefaleia não está
relacionada com a hipertensão e que o estresse e o desconforto causado pela dor fazem com que a pressão arterial
aumente ainda mais. Aqui, a melhor conduta é o exame sico
completo, com o obje vo de afastar qualquer possibilidade
de situação emergencial, e o exame de fundoscopia, que
revela a presença ou não de exsudatos, hemorragias e/ou
papiledema bilaterais, o que caracteriza a malignização da
hipertensão arterial. Afastadas essas possibilidades, a cefaleia deve ser tratada com analgésicos e uma receita com
hipotensores deve ser fornecida.
Os sintomas que acompanham as emergências são
relacionados aos órgãos que estão em falência devido à
hipertensão. No entanto, os sintomas que se manifestam
na hipertensão maligna são muito variados e dependem
do tempo e da gravidade em que o paciente se encontra.
O que mais frequentemente vemos em nosso serviço é cefaleia occipital, alterações visuais, especialmente a turvação
ou borramento visual, tonturas ou ver gem, dor abdominal,
emagrecimento, fadiga e inapetência, náuseas e vômitos,
proteinúria, discreta hematúria e variável grau de perda da
função renal.
É de consenso geral que as emergências hipertensivas
requerem tratamento intensivo no sen do de se reduzir
a pressão arterial (não necessariamente para os valores
normais) o mais rápido possível, com a finalidade de se
impedir a progressão da lesão do órgão alvo e proteger a
vida. Ao contrário, a urgência hipertensiva pode ter seus
níveis pressóricos reduzidos à normalidade num período
de 24 horas.
O termo “crise hipertensiva” corresponde a uma variedade de situações clínicas, que diferem entre si pela severidade
dos níveis pressóricos e pela necessidade de se reduzir a
pressão arterial com níveis variados de rapidez. Assim, crise
hipertensiva é arbitrariamente definida como qualquer
elevação da pressão arterial diastólica acima de 120 mmHg
acompanhada de sintomas a ela relacionados.
As crises hipertensivas são classificadas em emergências
hipertensivas quando há lesão aguda de um órgão alvo, e urgências hipertensivas quando não houver danos agudos aos
órgãos alvo. As situações clínicas de emergência hipertensiva
compreendem encefalopa a hipertensiva, hemorragia intracraniana, falência aguda do ventrículo esquerdo com edema
agudo do pulmão, aneurisma dissecante da aorta, eclâmpsia
ou hipertensão severa da gravidez, angina instável e infarto
agudo do miocárdio. A urgência hipertensiva reserva-se às
situações de hipertensão acelerada ou maligna. Vale lembrar,
no entanto, que não raras vezes a hipertensão maligna vem
acompanhada de uma das situações emergenciais listadas
anteriormente. Sendo assim, cabe ao médico a perspicácia
e o bom senso de definir a situação clínica, pois a estratégia
do tratamento depende deste diagnós co. Não devemos
confundir com crise hipertensiva com aquelas situações
onde o paciente se encontra com níveis tensionais diastólicos elevados, isto é, iguais ou até mesmo acima de 120
mmHg, e sem queixas ou com uma simples cefaleia. Essa
situação é frequentemente vista em todos os ambulatórios
especializados, prontos-atendimentos e prontos-socorros do
país e não merece internação ou tratamento mais intensivo.
Crise hipertensiva é uma situação clínica comum caracterizada por elevação sintomá ca da pressão arterial que apresenta alta taxa de morbidade e mortalidade e é classificada
em emergência e urgência hipertensiva. O quadro clínico de
emergência hipertensiva difere do quadro de urgência por
apresentar risco de morte iminente decorrente de lesão em
órgãos alvo instalada ou em evolução, em par cular coração,
cérebro e rins. Essa condição requer uma abordagem clínica
criteriosa que permita o diagnós co rápido e correto do comprome mento de órgão alvo. A intervenção terapêu ca deve
ser imediata, eficiente e individualizada para cada sistema
comprome do, em geral com uso de an -hipertensivos por
via endovenosa em uma unidade de terapia intensiva. Por outro lado, o paciente com urgência hipertensiva não apresenta
envolvimento de órgãos alvo e nem se encontra com risco
de morte maior, por isso o tratamento pode ser feito com
an -hipertensivos por via oral na própria sala de urgência.
LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO
CRISE HIPERTENSIVA
31
Revisaremos as principais causas de crise hipertensiva, a sua
fisiopatogênese e a epidemiologia, bem como a sua abordagem clínica e terapêu ca com os an -hipertensivos u lizados
e suas indicações. A pressão arterial (PA) é igual ao volume
de sangue (VS) que sai do coração vezes a resistência periférica que ele encontra ao circular pelo nosso organismo (PA=
VS x RP). O volume de sangue que sai do coração não sofre
grandes influências, a não ser em casos especiais de falência
do órgão ou excesso de volume sanguíneo circulante. Assim,
a maioria dos casos de hipertensão ocorre por alteração da
resistência periférica. O aumento repen no da resistência
periférica ocorre pela falta de regulação neurodinâmica dos
mecanismos que regulam a pressão arterial. As situações
patológicas que atuam sobre a resistência periférica podem
ter inúmeras origens:
• neurológicas;
• vasculares;
• medicamentosas
• drogas; e
• secreção excessiva ou inapropriada de hormônios.
A crise hipertensiva inicia repen namente e a pessoa
pode apresentar:
• sensação de mal estar;
• ansiedade e agitação;
• cefaleia severa;
• tontura;
• borramento da visão;
• dor no peito;
• tosse e falta de ar.
LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO
A crise é acompanhada de sinais e sintomas em outros
órgãos.
• No rim, surge hematúria, proteinúria e edema.
• No sistema cardiovascular, ocorre falta de ar, dor no
peito, angina, infarto, arritmias e edema agudo de
pulmão.
• No sistema nervoso, acidente vascular do po isquêmico ou hemorrágico, com convulsões, dificuldade da
fala e da movimentação.
• Na visão, borramento, hemorragias e edema de fundo
de olho.
32
O paciente normotenso ou hipertenso que apresente
agudamente os sintomas descritos acima será interrogado
e examinado pelo médico, que verifica os níveis tensionais e
os encontra muito elevados, acima de 110 mmHg de pressão
arterial mínima, com sinais e sintomas próprios da crise hipertensiva e sinais de deterioração rápida de vários órgãos.
Muitas vezes, os pacientes têm pseudocrises hipertensivas. Esses pacientes, apesar de níveis elevados de pressão
arterial, não têm evidências de deterioração rápida dos
órgãos alvo e nem correm risco de morte. Na revisão clínica,
eles compõem um grupo de hipertensos que teve sua pressão
arterial elevada por eventos extras, como crises dolorosas ou
emocionais, pós-operatórios imediatos, pânico ou cefaleias
severas. Quase sempre são hipertensos mal tratados ou que
abandonaram os medicamentos. Tais pacientes não devem
ser confundidos com aqueles que têm uma verdadeira crise
hipertensiva.
As principais urgências que podem redundar em crise
hipertensiva são:
• hipertensão arterial associada a aneurisma dissecante da aorta;
• encefalopa a hipertensiva;
• acidente vascular cerebral de qualquer origem isquêmica ou hemorrágica;
• nefrites agudas;
• trauma operatório de cirurgia cardíaca, vascular,
neurológica ou de tumores de supra-renal;
• crise de rebote pela suspensão abrupta de certos
medicamentos an -hipertensivos de uso con nuo
(clonidina);
• na gestação complicada pré-eclâmp ca ou eclâmpca;
• consumo excessivo de es mulantes, como anfetaminas, cocaína, medicamentos para resfriados que
contenham vasoconstritores (desconges onantes
nasais);
• uso excessivo de cor cóides ou produção aumentada
por tumores da suprarrenal e excepcionalmente, em
alguns casos, pelo uso de an concepcionais;
• alterações vasculares renais agudas em pacientes
ateroscleró cos, com piora da hipertensão renovascular.
Tratamento
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) acompanhada de
grande e repen na elevação da pressão arterial requer que
os pacientes sejam protegidos de lesão dos órgãos alvo:
olhos, rins, coração e cérebro.
Os níveis de pressão arterial devem ser imediatamente
diminuídos com medicações especiais orais e intravenosas,
usadas pelos médicos sob controle rigoroso em unidades de
tratamento intensivo.
A internação com sucesso evita danos severos e lesões
irreversíveis que podem levar o paciente ao óbito, como
infarto agudo, edema agudo de pulmão, encefalopa a hipertensiva e acidentes vasculares cerebrais isquêmicos ou
hemorrágicos graves.
A intervenção deve ser de intensidade correspondente à
gravidade da crise para evitar as complicações e também para
impedir que a hipertensão se torne acelerada ou maligna.
Há alguns casos em que a pressão arterial elevada não é
uma crise hipertensiva e, nesta situação, o tratamento pode
ser feito ro neiramente pelo médico.
Entretanto, a verdadeira crise hipertensiva requer hospitalização, atendimento intensivo e imediato com medicações
e cuidados especiais, quase sempre do gênero de vasodilatadores potentes que diminuam bastante a resistência
periférica alterada.
A hemorragia é a perda de sangue, para o meio externo
ou interno, por ruptura ou laceração de vasos sanguíneos. Do
ponto de vista anatômico, a hemorragia pode ser classificada
em arterial, venosa e capilar.
A hemorragia arterial é ocasionada pelo rompimento
de uma artéria, apresenta-se em jatos e com sangue de cor
vermelho vivo, podendo conter bolhas, indicando que esse
sangue é rico em oxigênio.
A hemorragia venosa é ocasionada pelo rompimento de
uma veia, apresenta-se em filete e com a presença de sangue
vermelho escuro.
A hemorragia capilar é a hemorragia causada pelo rompimento de capilares sanguíneos. O exemplo mais comum
desse po de hemorragia é a escoriação.
As hemorragias também podem ser divididas do ponto
de vista clínico em:
Hemorragias externas: caracteriza-se pelo extravasamento de sangue para fora do corpo.
Hemorragias internas: São mais di ceis de serem diagnos cadas pelo socorrista, porque se apresentam de forma
mais subje va, não exteriorizando o sangue. São ocasionadas
por rupturas internas, decorrentes de traumas nos órgãos
em seus respec vos sistemas. São comuns em acidentes automobilís cos e em acidentes de quedas de grandes alturas.
Hemorragias mistas: é quando uma ví ma apresenta os
dois pos de hemorragia.
Sinais e sintomas:
• pulso fraco (bradisfigmia);
• ví ma queixa-se de sede;
• suor pegajoso e frio;
• pele cianó ca;
• lábios e dedos cianó cos;
• torpor e obinubilação;
• desmaio;
• queda da Tensão Arterial.
Hemostasia: é o conjunto de procedimentos ou qualquer
manobra que vise a conter a hemorragia. A hemostasia temporária é a hemostasia para conter a hemorragia durante
os primeiros socorros. Dentre essas técnicas para conter a
hemorragia, podemos citar:
1. Compressão direta: é também conhecida como tamponamento. Funciona fazendo-se pressão direta (em cima do
ferimento), u lizando uma gaze ou pano limpo. É importante
não se re rar a gaze, mesmo que essa fique encharcada de
sangue, para permi r a cicatrização desse ferimento.
2. Compressão indireta: para ser realizada, depende da
iden ficação correta do po de hemorragia (se a hemorragia
é arterial, venosa ou capilar). Consiste em comprimir o vaso
num local acima do ferimento a fim de impedir uma maior
perda de sangue. Não é muito aconselhada porque o socorrista precisa iden ficar o po de vaso lesado e, do ponto de
vista anatômico, o po de hemorragia.
3. Torniquete: seu uso só é jus ficado em úl ma instância, em casos de amputação traumá ca e esmagamento de
membros. Deve ser realizada com muita cautela e atenção.
Faz-se o torniquete envolvendo o membro afetado com uma
bandagem de 10 cm ou com ras de pano, amarrando-se
junto com um graveto ou com uma caneta de tal forma que
este/a sirva como uma válvula para aliviar ou diminuir a
pressão. É preciso tomar cuidado com a perfusão sanguínea,
por isso é essencial que a cada 12 minutos o torniquete seja
afrouxado.
Procedimentos básicos para PS em hemorragias:
• deitar a ví ma;
• colocar a cabeça da ví ma mais baixa que o corpo;
• elevar os membros inferiores;
• folgar as roupas;
• não fornecer líquidos.
Caso a hemorragia ocorra num membro como braço ou
perna, deve-se procurar fazer a elevação do mesmo. Alguns
pos especiais de hemorragia:
Epistaxe: é o sangramento provocado por rompimento
de vasos do nariz. Deve-se acalmar a ví ma, pedir para que
a mesma abaixe a cabeça e respire pela boca. Pode-se fazer
aplicação de gelo, envolvido em pano, em torno do nariz.
Caso a hemorragia con nue, pode-se u lizar uma camisinha e um pedaço de esponja para tamponar o ferimento da
seguinte forma: pega-se um pedaço de esponja e coloca-se
esse pedaço dentro do preserva vo. Em seguida, procura-se
introduzir o conjunto dentro da narina que esteja sangrando.
Feito isso, leva-se a ví ma ao serviço médico mais próximo.
Hematêmese: é o extravasamento de sangue proveniente do estômago, u lizando-se o esôfago e em forma de
vômitos. Pode vir acompanhado de alimentos e o sangue
apresenta cor escura. O socorrista deve procurar lateralizar
a cabeça da ví ma caso não haja suspeita de lesão na coluna cervical, a fim de que a ví ma não aspire o sangue ou
os restos de alimentos regurgitados. Se houver suspeita de
lesão cervical e hematêmese, deve-se lateralizar a ví ma em
bloco. Procure ajuda médica.
Hemop se: é a saída de sangue pelas vias respiratórias.
O sangue pode vir em golfadas, apresentando-se em cor
vermelho vivo. Deve-se lateralizar a cabeça da ví ma ou a
ví ma em bloco, evitando que ela aspire o sangue para os
pulmões. Procure ajuda médica.
Exposição de vísceras: ocorrência muito comum em
acidentes automobilís cos. É importante manter e não tocar nas vísceras, muito menos pressioná-las para dentro do
ferimento. O socorrista deve colocar uma compressa limpa,
umedecida em soro fisiológico ou água, em cima dessa
ferida e encaminhar a ví ma ao socorro médico. Procurar
transportar a ví ma em decúbito dorsal e em uma prancha
ou maca. É importante prevenir o estado de choque nessas
ví mas, principalmente o choque hipovolêmico (choque por
perda demasiada de sangue). Por isso, é importante fazer a
hemostasia o mais rápido possível.
LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO
HEMORRAGIAS E TÉCNICAS DE
HEMOSTASIA
33
MÉTODO S.T.A.R.T.
LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO
Triagem
34
Processo utilizado em situações onde a emergência
ultrapassa a capacidade de resposta da equipe de socorro.
A triagem é u lizada para alocar recursos e hierarquizar o
atendimento de ví mas de acordo com um sistema de prioridades, de forma a possibilitar o atendimento e o transporte
rápido do maior número possível de ví mas.
O primeiro socorrista que chega numa cena da emergência com múl plas ví mas enfrenta um grande problema.
A situação é diferente e seus métodos usuais de resposta e
operação não são aplicáveis. Este profissional deve modificar
sua forma ro neira de trabalho, buscando um novo método
de atuação que lhe permita responder adequadamente à
situação.
Como poderá então este socorrista prestar um socorro
adequado? Obviamente, se ele voltar sua atenção para a reanimação de uma ou mais ví mas, as outras potencialmente
recuperáveis poderão morrer.
Portanto, logo que chegarem à cena, os primeiros socorristas deverão avaliá-la, pedir reforços adicionais e providenciar a segurança do local para, só então, dedicarem-se à
seleção das ví mas enquanto as novas unidades de socorro
deslocam-se para o local da emergência.
Esses socorristas aproveitam assim o seu tempo da
melhor maneira iniciando um processo de triagem. Este é o
primeiro passo para a melhor organização dos recursos na
cena da emergência.
Triagem: termo dado ao reconhecimento da situação e
seleção das ví mas por prioridades na cena da emergência.
Palavra de origem francesa que significa “pegar, selecionar
ou escolher”.
Podemos conceituar a triagem como um processo u lizado em situações onde a emergência ultrapassa a capacidade
de resposta da equipe de socorro. U lizado para alocar
recursos e hierarquizar ví mas de acordo com um sistema
de prioridades, de forma a possibilitar o atendimento e o
transporte rápido do maior número possível de ví mas.
É de responsabilidade do socorrista que primeiro chegar
ao local do acidente múl plo montar um esquema e separar
as peças de um desastre de forma a propiciar o melhor cuidado possível a cada pessoa envolvida, solicitando recursos adicionais e reforço para atender adequadamente a ocorrência.
Em resumo, o processo de triagem é usado quando a
demanda de atenção supera nossa capacidade de resposta
e, portanto, devemos direcionar nossos esforços para salvar
o maior número de ví mas possível, escolhendo aquelas
que apresentam maiores possibilidades de sobrevivência.
O primeiro a chegar à cena deve dedicar-se à seleção das
ví mas, enquanto chegam as unidades de apoio.
Obs.: se a ocorrência supera a capacidade de resposta
da guarnição do CB que primeiro chegar ao local, deveremos
iniciar um processo de triagem para avaliar e tratar a maior
quan dade possível de ví mas com potencial de recuperação. Se a guarnição se detém no atendimento de uma única
ví ma, todos os demais poderão não receber auxílio.
• Sistema de triagem simples.
• Permite triar uma ví ma em menos de um minuto.
Esse método foi desenvolvido para o atendimento de
ocorrências com múl plas ví mas, pois permite a rápida
iden ficação daquelas ví mas que correm grande risco de
morte, seu pronto atendimento e a prioridade de transporte
dos envolvidos mais gravemente feridos.
Código de Cores no Processo de Triagem
• Cor Vermelha
Significa primeira prioridade.
São as ví mas que apresentam sinais e sintomas que
demonstram um estado crí co e necessitam de tratamento e transporte imediato.
• Cor Amarela
Significa segunda prioridade.
São as ví mas que apresentam sinais e sintomas que
permitem adiar a atenção e podem aguardar pelo
transporte.
• Cor Verde
Significa terceira prioridade.
São as ví mas que apresentam lesões menores ou
sinais e sintomas que não requerem atenção imediata.
• Cor Preta
Significa sem prioridade (morte clínica):
São as ví mas que apresentam lesões obviamente
mortais ou para iden ficação de cadáveres.
Não há triagem perfeita
Devemos também considerar que não existe um critério
perfeito de triagem, variando de um sistema para outro e
na dependência de diversos fatores, como a magnitude e a
área de abrangência do desastre, po de desastre (produtos perigosos, terremotos etc.), qualificação das equipes e
equipamentos, dentre muitos outros pontos.
A triagem é também específica para uma finalidade
como, por exemplo:
• triagem para iniciar o socorro no local;
• triagem para colocar as ví mas em áreas específicas
na zona do desastre;
• triagem para o transporte da zona de desastre para
o atendimento hospitalar;
• triagem no atendimento hospitalar;
• triagem para o transporte inter-hospitalar.
Mudança de prioridade
Ví mas são todas as pessoas envolvidas no acidente,
e não apenas as que apresentam lesões ou queixas. Nunca
deixe de iden ficar uma ví ma que deambula sem lesão
aparente ou sem queixa.
No processo de avaliação con nua, ou melhor, de reavaliação, muitas ví mas podem mudar de prioridade. Uma
ví ma rotulada de verde pode apresentar lesão interna e
evoluir para choque, ou lesão de crânio com piora do quadro
de consciência, apenas para citar alguns exemplos. As ví mas devem ser reclassificadas e as providências devem ser
tomadas de acordo com a nova categoria.
O Fluxograma Start-Simple Triage And Rapid Treatment
para a fácil e rápida aplicação do método START está demonstrado abaixo. Lembramos sempre que um método de
triagem perfeito não existe. Cada serviço deve adaptar, para
suas caracterís cas operacionais, o método que melhor lhe
convier.
Aplique para cada ví ma encontrada a sequência do
fluxograma, colocando a iden ficação colorida de forma
bem visível em todas as ví mas encontradas, mesmo as que
aparentam não ter sofrido lesão alguma.
ORGANOGRAMA START Simple Triage And Rapid Treatment
VÍTIMAS ANDANDO PELA
CENA DA EMERGÊNCIA
LESÕES
LEVES
RESPIRAÇÃO
NÃO
SIM
RESPIRA APÓS
ABERTURA DA V.A
RESPIRAÇÕES
POR MINUTO
SIM
NÃO
MORTO
CINZA
MENOS DE 30
IMEDIATO
VERMELHO
MAIS DE 30
IMEDIATO
VERMELHO
PERFURAÇÃO
ENCHIMENTO CAPILAR
OU PULSO RADIAL
ENCHIMENTO CAPILAR EM
MAIS DE 2 SEGUNDOS OU
PULSO RADIAL AUSENTE
ENCHIMENTO CAPILAR EM
MENOS DE 2 SEGUNDOS OU
PULSO RADIAL PRESENTE
NÍVEL DE CONSCIÊNCIA
CONTROLE
HEMORRAGIAS
NÃO CUMPRE ORDENS SIMPLES
IMEDIATO
VERMELHO
SECUNDÁRIO
AMARELA
(Lado direito)
1. O estômago converte o alimento em glicose
2. A glicose adentra o fluxo sanguíneo
3. O pâncreas produz insulina suficiente, mas resiste o
seu uso eficaz
4. A glicose não consegue ser absorvida efe vamente
pelo corpo
5. Os níveis de glicose aumentam
Tal legislação aborda questões que vão desde a organização do serviço de atendimento pré-hospitalar, composição
padrão das viaturas em todos os seus pos, aspectos per nentes à formação do socorrista, atuação e perfil de todos
os profissionais que atuam neste segmento etc. O embasamento legal dado ao APH no Brasil é dado por órgãos como
o Ministério da Saúde, Conselho Federal de Enfermagem e
o Conselho Federal de Medicina.
ASPECTOS LEGAIS DO
ATENDIMENTO PRÉ HOSPITALAR
Portaria nº 2.048/MS de 5 de novembro de 2002
Todo profissional deve conhecer o ordenamento jurídico
ao qual está subme do. A a vidade de socorrista de resgate,
realizada pela quase totalidade dos corpos de bombeiros
do Brasil, é regida por algumas normas de órgãos ligados à
área de saúde, e não consistem em legislações oriundas do
meio militar. Tal fato se jus fica, pois, na doutrina moderna,
o APH se enquadra como a vidade per nente à área médica.
Considera-se como nível pré-hospitalar móvel na área de
urgência o atendimento que procura chegar precocemente à
ví ma após ter ocorrido um agravo à sua saúde (de natureza
clínica, cirúrgica, traumá ca, inclusive as psiquiátricas), que
possa levar ao sofrimento, sequelas ou mesmo à morte,
sendo necessário, portanto, prestar-lhe atendimento ou
transporte adequado a um serviço de saúde devidamente
hierarquizado e integrado ao Sistema Único de Saúde. Pode-
LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO
IMEDIATO
VERMELHO
CUMPRE ORDENS SIMPLES
35
LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO
mos chamá-lo de atendimento pré-hospitalar móvel primário
quando o pedido de socorro for oriundo de um cidadão, ou
de atendimento pré-hospitalar móvel secundário quando a
solicitação par r de um serviço de saúde, no qual o paciente
já tenha recebido o primeiro atendimento necessário à estabilização do quadro de urgência apresentado, mas necessite
ser conduzido a outro serviço de maior complexidade para
a con nuidade do tratamento.
O serviço de atendimento pré-hospitalar móvel deve ser
entendido como uma atribuição da área da saúde, sendo
vinculado a uma Central de Regulação, com equipe e frota
de veículos compa veis com as necessidades de saúde da
população de um município ou uma região, podendo, portanto, extrapolar os limites municipais. Esta região de cobertura
deve ser previamente definida, considerando-se aspectos
demográficos, populacionais, territoriais, indicadores de saúde, oferta de serviços e fluxos habitualmente u lizados pela
clientela. O serviço deve contar com a retaguarda da rede
de serviços de saúde, devidamente regulada, disponibilizada
conforme critérios de hierarquização e regionalização formalmente pactuados entre os gestores do sistema locorregional.
A central deve ser de fácil acesso ao público, por via telefônica, em sistema gratuito (192 como número nacional de
urgências médicas ou outro número exclusivo da saúde, se o
192 não for tecnicamente possível), onde o médico regulador,
após julgar cada caso, define a resposta mais adequada, seja
um conselho médico, o envio de uma equipe de atendimento
ao local da ocorrência ou ainda o acionamento de múl plos
meios. O número de acesso da saúde para socorros de urgência deve ser amplamente divulgado junto à comunidade.
Todos os pedidos de socorro médico que derem entrada por
meio de outras centrais, como o da polícia militar (190), do
corpo de bombeiros (193) e quaisquer outras existentes,
devem ser imediatamente retransmi dos à Central de Regulação por intermédio do sistema de comunicação, para que
possam ser adequadamente regulados e atendidos.
O atendimento no local é monitorado via rádio pelo médico regulador que orienta a equipe de intervenção quanto aos
procedimentos necessários à condução do caso. Deve exis r
uma rede de comunicação entre a Central, as ambulâncias e
todos os serviços que recebem os pacientes.
Os serviços de segurança e salvamento, sempre que
houver demanda de atendimento de eventos com ví mas
ou doentes, devem orientar-se pela decisão do médico regulador de urgências. Podem ser estabelecidos protocolos de
despacho imediato de seus recursos de atenção às urgências
em situações excepcionais, mas, em nenhum caso, estes
despachos podem ser feitos sem comunicação simultânea
com o regulador e transferência do chamado de socorro para
exercício da regulação médica.
36
→ Equipe Profissional
Os serviços de atendimento pré-hospitalar móvel devem
contar com equipe de profissionais oriundos da área da saúde
e não oriundos da área da saúde. Considerando-se que as
urgências não se cons tuem em especialidade médica ou
de enfermagem e que nos cursos de graduação a atenção
dada à área ainda é bastante insuficiente, entende-se que
os profissionais que venham a atuar nos Serviços de Atendimento Pré-hospitalar Móvel (oriundos e não oriundos
da área de saúde) devam ser habilitados pelos Núcleos de
Educação em Urgências, cuja criação é indicada pelo presente
Regulamento, e cumpram o conteúdo curricular mínimo nele
proposto – Capítulo VII.
• Equipe de Profissionais Oriundos da Saúde
A equipe de profissionais oriundos da área da saúde
deve ser composta por:
– Coordenador do serviço: profissional oriundo da
área da saúde, com experiência e conhecimento comprovados na atividade de atendimento
pré-hospitalar às urgências e de gerenciamento de
serviços e sistemas;
– Responsável técnico: médico responsável pelas
a vidades médicas do serviço;
– Responsável de Enfermagem: enfermeiro responsável pelas a vidades de enfermagem;
– Médicos Reguladores: médicos que, com base
nas informações colhidas dos usuários, quando
estes acionam a central de regulação, são os responsáveis pelo gerenciamento, definição e operacionalização dos meios disponíveis e necessários
para responder a tais solicitações, u lizando-se
de protocolos técnicos e da faculdade de arbitrar
sobre os equipamentos de saúde do sistema necessários ao adequado atendimento do paciente;
– Médicos Intervencionistas: médicos responsáveis
pelo atendimento necessário para a reanimação
e estabilização do paciente, no local do evento e
durante o transporte;
– Enfermeiros Assistenciais: enfermeiros responsáveis pelo atendimento de enfermagem necessário
para a reanimação e estabilização do paciente, no
local do evento e durante o transporte;
– Auxiliares e técnicos de Enfermagem: atuam sob
supervisão imediata do profissional enfermeiro.
Obs.: as responsabilidades técnicas poderão ser
assumidas por profissionais da equipe de intervenção, sempre que a demanda ou o porte do serviço
assim o permi rem.
Além desta equipe de saúde, em situações de
atendimento às urgências relacionadas às causas
externas ou de pacientes em locais de di cil acesso,
deverá haver uma ação pactuada, complementar
e integrada de outros profissionais não oriundos
da saúde – bombeiros militares, policiais militares
e rodoviários e outros, formalmente reconhecidos
pelo gestor público para o desempenho das ações
de segurança, socorro público e salvamento, tais
como: sinalização do local, estabilização de veículos
acidentados, reconhecimento e gerenciamento de
riscos potenciais (incêndio, materiais energizados,
produtos perigosos) obtenção de acesso ao paciente e suporte básico de vida.
• Perfil dos Profissionais Oriundos da Área da Saúde e
respec vas Competências/Atribuições:
– Médico: profissional de nível superior tular de
Diploma de Médico, devidamente registrado no
Conselho Regional de Medicina de sua jurisdição,
habilitado ao exercício da medicina pré-hospitalar,
atuando nas áreas de regulação médica, suporte
avançado de vida, em todos os cenários de atuação do pré-hospitalar e nas ambulâncias, assim
como na gerência do sistema, habilitado conforme
os termos deste Regulamento.
– Requisitos Gerais: equilíbrio emocional e autocontrole; disposição para cumprir ações orientadas; capacidade sica e mental para a a vidade;
inicia va e facilidade de comunicação; destreza
manual e sica para trabalhar em unidades móveis; capacidade de trabalhar em equipe.
– Técnico de Enfermagem: profissional com Ensino
Médio completo e curso regular de Técnico de
Enfermagem, tular do cer ficado ou diploma de
Técnico de Enfermagem, devidamente registrado
no Conselho Regional de Enfermagem de sua
jurisdição. Exerce a vidades auxiliares, de nível
técnico, sendo habilitado para o atendimento
Pré-Hospitalar Móvel, integrando sua equipe,
conforme os termos deste Regulamento. Além
da intervenção conservadora no atendimento do
paciente, é habilitado a realizar procedimentos
a ele delegados, sob supervisão do profissional
Enfermeiro, dentro do âmbito de sua qualificação
profissional.
– Requisitos Gerais: maior de dezoito anos; disposição pessoal para a a vidade; capacidade sica
e mental para a a vidade; equilíbrio emocional
e autocontrole; disposição para cumprir ações
orientadas; disponibilidade para re-cer ficação
periódica; experiência profissional prévia em
serviço de saúde voltado ao atendimento de urgências e emergências; capacidade de trabalhar
em equipe.
– Competências/Atribuições: assis r ao enfermeiro no planejamento, programação, orientação e
supervisão das a vidades de assistência de enfermagem; prestar cuidados diretos de enfermagem
a pacientes em estado grave, sob supervisão
direta ou à distância do profissional enfermeiro;
par cipar de programas de treinamento e aprimoramento profissional especialmente em urgências/
emergências; realizar manobras de extração manual de ví mas.
– Auxiliar de Enfermagem: profissional com Ensino
Médio completo e curso regular de Auxiliar de
enfermagem e curso de especialização de nível
médio em urgências, titular do certificado de
Auxiliar de Enfermagem com especialização em
urgências, devidamente registrado no Conselho
Regional de Enfermagem de sua jurisdição. Exerce
a vidades auxiliares básicas, de nível médio, habilitado a realizar procedimentos a ele delegados,
sob supervisão do profissional Enfermeiro, dentro
do âmbito de sua qualificação profissional e conforme os termos desta Portaria.
– Requisitos Gerais: maior de dezoito anos; disposição pessoal para a a vidade; capacidade sica
e mental para a a vidade; equilíbrio emocional
e autocontrole; disposição para cumprir ações
orientadas; disponibilidade para re-cer ficação
periódica; experiência profissional prévia em
serviço de saúde voltado ao atendimento de urgências e emergências; capacidade de trabalhar
em equipe; disponibilidade para a capacitação,
bem como para a re-cer ficação periódica.
– Competências/Atribuições: auxiliar o enfermeiro
na assistência de enfermagem; prestar cuidados
de enfermagem a pacientes sob supervisão direta
ou à distância do profissional enfermeiro; observar, reconhecer e descrever sinais e sintomas,
ao nível de sua qualificação; ministrar medicamentos por via oral e parenteral mediante prescrição
do médico regulador por telemedicina; fazer curavos; prestar cuidados de conforto ao paciente
e zelar por sua segurança; realizar manobras de
extração manual de ví mas.
LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO
– Competências/atribuições: exercer a regulação
médica do sistema; conhecer a rede de serviços
da região; manter uma visão global e permanentemente atualizada dos meios disponíveis para o
atendimento pré-hospitalar e das portas de urgência, checando periodicamente sua capacidade
operacional; recepção dos chamados de auxílio,
análise da demanda, classificação em prioridades
de atendimento, seleção de meios para atendimento (melhor resposta), acompanhamento
do atendimento local, determinação do local de
des no do paciente, orientação telefônica; manter
contato diário com os serviços médicos de emergência integrados ao sistema; prestar assistência
direta aos pacientes nas ambulâncias, quando
indicado, realizando os atos médicos possíveis
e necessários ao nível pré-hospitalar; exercer o
controle operacional da equipe assistencial; fazer
controle de qualidade do serviço nos aspectos inerentes à sua profissão; avaliar o desempenho da
equipe e subsidiar os responsáveis pelo programa
de educação con nuada do serviço; obedecer às
normas técnicas vigentes no serviço; preencher
os documentos inerentes à a vidade do médico
regulador e de assistência pré-hospitalar; garan r
a con nuidade da atenção médica ao paciente
grave, até a sua recepção por outro médico nos
serviços de urgência; obedecer ao código de é ca
médica.
– Enfermeiro: profissional de nível superior tular
do diploma de Enfermeiro, devidamente registrado no Conselho Regional de Enfermagem de sua
jurisdição, habilitado para ações de enfermagem
no Atendimento Pré-Hospitalar Móvel, conforme
os termos deste Regulamento, devendo além das
ações assistenciais, prestarem serviços administravos e operacionais em sistemas de atendimento
pré-hospitalar.
– Requisitos Gerais: disposição pessoal para a
a vidade; equilíbrio emocional e autocontrole;
capacidade sica e mental para a a vidade; disposição para cumprir ações orientadas; experiência
profissional prévia em serviço de saúde voltado
ao atendimento de urgências e emergências;
inicia va e facilidade de comunicação; condicionamento sico para trabalhar em unidades móveis;
capacidade de trabalhar em equipe.
– Competências/Atribuições: supervisionar e
avaliar as ações de enfermagem da equipe no
Atendimento Pré-Hospitalar Móvel; executar
prescrições médicas por telemedicina; prestar
cuidados de enfermagem de maior complexidade
técnica a pacientes graves e com risco de morte,
que exijam conhecimentos cien ficos adequados e capacidade de tomar decisões imediatas;
prestar a assistência de enfermagem à gestante,
a parturiente e ao recém-nato; realizar partos
sem distócia; par cipar nos programas de treinamento e aprimoramento de pessoal de saúde
em urgências, par cularmente nos programas de
educação con nuada; fazer controle de qualidade
do serviço nos aspectos inerentes à sua profissão;
subsidiar os responsáveis pelo desenvolvimento
de recursos humanos para as necessidades de
educação con nuada da equipe; obedecer a Lei
do Exercício Profissional e o Código de É ca de
Enfermagem; conhecer equipamentos e realizar
manobras de extração manual de ví mas.
37
LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO
38
– Equipe de profissionais não oriundos da Saúde, perfis
e respec vas competências/atribuições:
A equipe de profissionais não oriundos da área da
saúde deve ser composta por:
– Telefonista – Auxiliar de Regulação: profissional
de nível básico, habilitado a prestar atendimento
telefônico às solicitações de auxílio provenientes
da população, nas centrais de regulação médica,
devendo anotar dados básicos sobre o chamado
(localização, iden ficação do solicitante, natureza da
ocorrência) e prestar informações gerais. Sua atuação
é supervisionada diretamente e permanentemente
pelo médico regulador. Sua capacitação e atuação
seguem os padrões previstos neste Regulamento.
– Requisitos Gerais: maior de dezoito anos; disposição
pessoal para a a vidade; equilíbrio emocional e autocontrole; disposição para cumprir ações orientadas;
capacidade de manter sigilo profissional; capacidade
de trabalhar em equipe.
– Competências/Atribuições: atender solicitações
telefônicas da população; anotar informações colhidas do solicitante, segundo ques onário próprio;
prestar informações gerais ao solicitante; estabelecer
contato radiofônico com ambulâncias e/ou veículos
de atendimento pré-hospitalar; estabelecer contato
com hospitais e serviços de saúde de referência a fim
de colher dados e trocar informações; anotar dados
e preencher planilhas e formulários específicos do
serviço; obedecer aos protocolos de serviço; atender
às determinações do médico regulador.
– Rádio-Operador: profissional de nível básico habilitado a operar sistemas de radiocomunicação e realizar
o controle operacional de uma frota de veículos de
emergência, obedecendo aos padrões de capacitação
previstos neste Regulamento.
– Requisitos Gerais: maior de dezoito anos; disposição pessoal para a a vidade; equilíbrio emocional e
autocontrole; disposição para cumprir ações orientadas; disponibilidade para re-cer ficação periódica;
capacidade de trabalhar em equipe.
– Competências/Atribuições: operar o sistema de
radiocomunicação e telefonia nas Centrais de Regulação; exercer o controle operacional da frota de
veículos do sistema de atendimento pré-hospitalar
móvel; manter a equipe de regulação atualizada a
respeito da situação operacional de cada veículo da
frota; conhecer a malha viária e as principais vias de
acesso de todo o território abrangido pelo serviço de
atendimento pré-hospitalar móvel.
– Condutor de Veículos de Urgência:
– Veículos Terrestres: profissional de nível básico, habilitado a conduzir veículos de urgência padronizados
pelo código sanitário e pelo presente Regulamento
como veículos terrestres, obedecendo aos padrões de
capacitação e atuação previstos neste Regulamento.
– Requisitos Gerais: maior de vinte e um anos; disposição pessoal para a a vidade; equilíbrio emocional e autocontrole; disposição para cumprir ações orientadas;
habilitação profissional como motorista de veículos de
transporte de pacientes, de acordo com a legislação
em vigor (Código Nacional de Trânsito); capacidade de
trabalhar em equipe.
– Competências/Atribuições: conduzir veículo terrestre de urgência des nado ao atendimento e transporte de pacientes; conhecer integralmente o veículo e
realizar manutenção básica do mesmo; estabelecer
contato radiofônico (ou telefônico) com a central de
regulação médica e seguir suas orientações; conhecer
–
–
–
–
–
–
a malha viária local; conhecer a localização de todos
os estabelecimentos de saúde integrados ao sistema
assistencial local, auxiliar a equipe de saúde nos
gestos básicos de suporte à vida; auxiliar a equipe
nas imobilizações e transporte de ví mas; realizar
medidas de reanimação cardiorrespiratória básica;
iden ficar todos os pos de materiais existentes nos
veículos de socorro e sua u lidade, a fim de auxiliar
a equipe de saúde.
Veículos Aéreos: profissional habilitado à operação
de aeronaves, segundo as normas e regulamentos vigentes do Comando da Aeronáu ca/Código Brasileiro
de Aeronáu ca/Departamento de Aviação Civil, para
atuação em ações de atendimento pré-hospitalar
móvel e transporte inter-hospitalar sob a orientação
do médico da aeronave, respeitando as prerroga vas
legais de segurança de vôo.
Requisitos Gerais: de acordo com a legislação vigente no país (Lei nº 7.183, de 5 de abril de 1984;
Lei nº 7.565, de 19 de dezembro de 1986; e Portaria
nº 3.016, de 5 de fevereiro de 1988 – do Comando
da Aeronáu ca), além de disposição pessoal para a
a vidade, equilíbrio emocional e autocontrole, disposição para cumprir ações orientadas, capacidade
de trabalhar em equipe.
Competências/Atribuições: cumprir as normas e
ro nas operacionais vigentes no serviço a que está
vinculado, bem como a legislação específica em vigor;
conduzir veículo aéreo des nado ao atendimento de
urgência e transporte de pacientes; acatar as orientações do médico da aeronave; estabelecer contato
radiofônico (ou telefônico) com a central de regulação
médica e seguir suas orientações; conhecer a localização dos estabelecimentos de saúde integrados ao
sistema assistencial que podem receber aeronaves;
auxiliar a equipe de saúde nos gestos básicos de
suporte à vida; auxiliar a equipe nas imobilizações e
transporte de ví mas; realizar medidas reanimação
cardiorespiratória básica; iden ficar todos os pos
de materiais existentes nas aeronaves de socorro e
sua u lidade, a fim de auxiliar a equipe de saúde.
Veículos Aquá cos: profissional habilitado à operação de embarcações, segundo as normas e regulamentos vigentes no país, para atuação em ações
de atendimento pré-hospitalar móvel e transporte
inter-hospitalar sob a orientação do médico da
embarcação, respeitando as prerroga vas legais de
segurança de navegação.
Requisitos Gerais: os já determinados pela legislação
específica para condutores de embarcações, além de
disposição pessoal para a a vidade, equilíbrio emocional e autocontrole, disposição para cumprir ações
orientadas, capacidade de trabalhar em equipe.
Competências/Atribuições: cumprir as normas e
ro nas operacionais vigentes no serviço a que está
vinculado, bem como a legislação específica em vigor;
conduzir veículo aquá co des nado ao atendimento
de urgência e transporte de pacientes; acatar as
orientações do médico da embarcação; estabelecer
contato radiofônico (ou telefônico) com a central de
regulação médica e seguir suas orientações; auxiliar
a equipe de saúde nos gestos básicos de suporte
à vida; auxiliar a equipe nas imobilizações e transporte de ví mas; realizar medidas de reanimação
cardiorrespiratória básica; iden ficar todos os pos
de materiais existentes nas embarcações de socorro
e sua u lidade, a fim de auxiliar a equipe de saúde.
cisão e monitoramento do atendimento pelo mesmo;
repassar as informações do atendimento à equipe de
saúde designada pelo médico regulador para atuar
no local do evento.
– Bombeiros Militares: profissionais Bombeiros Militares, com nível médio, reconhecidos pelo gestor
público da saúde para o desempenho destas a vidades, em serviços norma zados pelo SUS, regulados
e orientados pelas Centrais de Regulação. Atuam
na iden ficação de situações de risco e comando
das ações de proteção ambiental, da ví ma e dos
profissionais envolvidos no seu atendimento, fazem
o resgate de ví mas de locais ou situações que impossibilitam o acesso da equipe de saúde. Podem realizar
suporte básico de vida, com ações não invasivas, sob
supervisão médica direta ou à distância, obedecendo
aos padrões de capacitação e atuação previstos neste
Regulamento.
– Requisitos Gerais: maior de dezoito anos; disposição
pessoal e capacidade sica e mental para a a vidade;
equilíbrio emocional e autocontrole; disposição para
cumprir ações orientadas; capacitação específica por
meio dos Núcleos de Educação em Urgências, conforme conteúdo estabelecido por este Regulamento;
capacidade de trabalhar em equipe.
– Competências/Atribuições: comunicar imediatamente a existência de ocorrência com potencial de
ví mas ou demandas de saúde à Central de Regulação Médica de Urgências; avaliar a cena do evento,
iden ficando as circunstâncias da ocorrência e reportando-as ao médico regulador ou à equipe de saúde
por ele designada; iden ficar e gerenciar situações
de risco na cena do acidente, estabelecer a área de
operação e orientar a movimentação da equipe de
saúde; realizar manobras de suporte básico de vida,
sob orientação do médico regulador; obter acesso e
remover a/s ví ma/s para local seguro onde possam
receber o atendimento adequado pela equipe de
saúde e se solicitado pela mesma ou designado pelo
médico regulador, transportar as ví mas ao serviço
de saúde determinado pela regulação médica; estabilizar veículos acidentados; realizar manobras
de desencarceramento e extração manual ou com
emprego de equipamentos especializados de bombeiro; avaliar as condições da ví ma, iden ficando
e informando ao médico regulador as condições de
respiração, pulso e consciência, assim como uma descrição geral da sua situação e das circunstâncias da
ocorrência, incluindo informações de testemunhas;
transmi r ao médico regulador a correta descrição da
cena da urgência e do paciente; conhecer as técnicas
de transporte do paciente trauma zado; manter
vias aéreas pérveas com manobras manuais e não
invasivas, administrar oxigênio e realizar ven lação
ar ficial; realizar circulação ar ficial por meio da
técnica de compressão torácica externa; controlar
sangramento externo, por pressão direta, elevação
do membro e ponto de pressão, u lizando cura vos
e bandagens; mobilizar e remover pacientes com proteção da coluna vertebral, u lizando colares cervicais,
pranchas e outros equipamentos de imobilização e
transporte; aplicar cura vos e bandagens; imobilizar
fraturas utilizando os equipamentos disponíveis;
prestar o primeiro atendimento a intoxicações, de
acordo com protocolos acordados ou por orientação
do médico regulador; dar assistência ao parto normal
em período expulsivo e realizar manobras básicas ao
LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO
– Profissionais Responsáveis pela Segurança: policiais
militares, rodoviários ou outros profissionais, todos
com nível médio, reconhecidos pelo gestor público
da saúde para o desempenho destas a vidades, em
serviços norma zados pelo SUS, regulados e orientados pelas Centrais Públicas de Regulação Médica
das Urgências. Atuam na iden ficação de situações
de risco, exercendo a proteção das ví mas e dos profissionais envolvidos no atendimento. Fazem resgate
de ví mas de locais ou situações que impossibilitam
o acesso da equipe de saúde. Podem realizar suporte
básico de vida, com ações não invasivas, sob supervisão médica direta ou à distância, sempre que a
ví ma esteja em situação que impossibilite o acesso
e manuseio pela equipe de saúde, obedecendo aos
padrões de capacitação e atuação previstos neste
Regulamento;
– Requisitos Gerais: maior de dezoito anos; disposição
pessoal e capacidade sica e mental para a a vidade;
equilíbrio emocional e autocontrole; disposição para
cumprir ações orientadas; capacitação específica por
meio dos Núcleos de Educação em Urgências, conforme conteúdo estabelecido por este Regulamento;
capacidade de trabalhar em equipe.
– Competências/Atribuições: comunicar imediatamente a existência da ocorrência à Central de
Regulação Médica de Urgências; avaliar a cena do
evento, iden ficando as circunstâncias da ocorrência
e reportando-as ao médico regulador ou à equipe
de saúde por ele designada; iden ficar e gerenciar
situações de risco na cena do acidente, estabelecer
a segurança da área de operação e orientar a movimentação da equipe de saúde; realizar manobras
de suporte básico de vida sob orientação do médico
regulador; remover as ví mas para local seguro onde
possam receber o atendimento da equipe de saúde;
estabilizar veículos acidentados; realizar manobras
de desencarceramento e extração manual ou com
emprego de equipamentos próprios; avaliar as
condições da ví ma, observando e comunicando ao
médico regulador as condições de respiração, pulso e
consciência; transmi r via rádio, ao médico regulador,
a correta descrição da ví ma e da cena; conhecer as
técnicas de transporte do paciente trauma zado;
manter vias aéreas pérveas com manobras manuais e não invasivas, administrar oxigênio e realizar
ven lação ar ficial; realizar circulação ar ficial pela
técnica de compressão torácica externa; controlar
sangramento externo por pressão direta, elevação
do membro e ponto de pressão, u lizando cura vos
e bandagens; mobilizar e remover pacientes com
proteção da coluna vertebral, u lizando pranchas e
outros equipamentos de imobilização e transporte;
aplicar cura vos e bandagens; imobilizar fraturas,
utilizando os equipamentos disponíveis em seus
veículos; dar assistência ao parto normal em período
expulsivo e realizar manobras básicas ao recém-nato
e à parturiente; prestar primeiro atendimento a
intoxicações, sob orientação do médico regulador;
conhecer e saber operar todos os equipamentos e
materiais pertencentes ao veículo de atendimento;
conhecer e usar os equipamentos de bioproteção
individual; preencher os formulários e registros
obrigatórios do sistema de atenção às urgências e
do serviço; manter-se em contato com a Central de
Regulação, repassando os informes sobre a situação
da cena e do paciente ao médico regulador, para de-
39
recém-nato e à parturiente; manter-se em contato
com a central de regulação médica repassando os
informes iniciais e subsequentes sobre a situação
da cena e do(s) paciente(s) para decisão e monitoramento do atendimento pelo médico regulador;
conhecer e saber operar todos os equipamentos e
materiais pertencentes a veículo de atendimento;
repassar as informações do atendimento à equipe de
saúde designada pelo médico regulador para atuar
no local do evento; conhecer e usar equipamentos
de bioproteção individual; preencher os formulários
e registros obrigatórios do sistema de atenção às
urgências e do serviço; realizar triagem de múl plas
ví mas, quando necessário ou quando solicitado
pela equipe de saúde; par cipar dos programas de
treinamento e educação con nuada.
– Capacitação Específica dos Profissionais de Transporte Aeromédico
Os profissionais devem ter noções de aeronáu ca
de fisiologia de voo. Estas noções de aeronáu ca e
noções básicas de fisiologia de voo devem seguir as
determinações da Diretoria de Saúde da Aeronáu ca,
e da Divisão de Medicina Aeroespacial, abrangendo:
Noções de aeronáu ca:
– Terminologia aeronáu ca;
– Procedimentos normais e de emergência em voo;
– Evacuação de emergência;
– Segurança no interior e em torno de aeronaves;
– Embarque e desembarque de pacientes. Noções
básicas de fisiologia de voo:
– Atmosfera;
– Fisiologia respiratória;
– Estudo clínico da hipóxia;
– Disbarismos;
– Forças acelera vas em voo e seus efeitos sobre o
organismo humano; Aerocinetose;
– Ritmo circadiano;
– Gases, líquidos e vapores tóxicos em aviação;
– Ruídos e vibrações;
– Cuidados de saúde com paciente em vôo.
Piloto de Aeronave de Asa Rota va:
– Qualificação pessoal;
– Atendimento pré-hospitalar;
– Sistema de saúde local;
– Ro nas operacionais
LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO
Profissional de Segurança e Auxiliar/Técnico de
Enfermagem:
40
Ro nas operacionais de transporte aeromédico:
– Noções básicas de fisiologia de vôo
– Médicos e Enfermeiros:
Ro nas operacionais de transporte aeromédico:
– Noções de aeronáu ca
– Noções básicas de fisiologia de voo
DEFINIÇÃO DOS VEÍCULOS DE
ATENDIMENTO PRÉ HOSPITALAR MÓVEL
As dimensões e outras especificações do veículo terrestre
deverão obedecer às normas da ABNT – NBR 14.561/2000,
de julho de 2000.
As Ambulâncias são classificadas em:
TIPO A – Ambulância de Transporte: veículo des nado
ao transporte em decúbito horizontal de pacientes que não
apresentam risco de morte, para remoções simples e de
caráter ele vo.
TIPO B – Ambulância de Suporte Básico: veículo des nado ao transporte inter-hospitalar de pacientes com risco
de morte conhecido e ao atendimento pré-hospitalar de
pacientes com risco de morte desconhecido, não classificado
com potencial de necessitar de intervenção médica no local
e/ou durante transporte até o serviço de des no.
TIPO C – Ambulância de Resgate: veículo de atendimento de urgências pré-hospitalares de pacientes ví mas de
acidentes ou pacientes em locais de di cil acesso, com equipamentos de salvamento (terrestre aquá co e em alturas).
TIPO D – Ambulância de Suporte Avançado: veículo
des nado ao atendimento e transporte de pacientes de alto
risco em emergências pré-hospitalares e/ou de transporte
inter-hospitalar que necessitam de cuidados médicos intensivos. Deve contar com os equipamentos médicos necessários
para esta função.
TIPO E – Aeronave de Transporte Médico: aeronave de
asa fixa ou rota va u lizada para transporte inter-hospitalar
de pacientes e aeronave de asa rota va para ações de resgate, dotada de equipamentos médicos homologados pelo
Departamento de Aviação Civil – DAC.
TIPO F – Embarcação de Transporte Médico: veículo motorizado aquaviário, des nado ao transporte por via marí ma
ou fluvial. Deve possuir os equipamentos médicos necessários ao atendimento de pacientes, conforme sua gravidade.
Veículos de Intervenção Rápida
Estes veículos, também chamados de veículos leves,
veículos rápidos ou veículos de ligação médica, são u lizados
para transporte de médicos com equipamentos que possibilitam oferecer suporte avançado de vida nas ambulâncias
do Tipo A, B, C e F.
OUTROS VEÍCULOS:
Veículos habituais adaptados para transporte de pacientes de baixo risco, sentados (ex.: pacientes crônicos) que não
se caracterizem como veículos po lotação (ônibus, peruas
etc.). Este transporte só pode ser realizado com anuência
médica.
Definições dos Materiais e Equipamentos das
Ambulâncias
As ambulâncias deverão dispor de, no mínimo, dos seguintes materiais e equipamentos ou similares com eficácia
equivalente:
– Ambulância de Transporte (Tipo A):
Sinalizador óp co e acús co; equipamento de radiocomunicação em contato permanente com a central
reguladora; maca com rodas; suporte para soro e
oxigênio medicinal.
Ambulâncias
Define-se ambulância como um veículo (terrestre, aéreo
ou aquaviário) que se des ne exclusivamente ao transporte
de enfermos.
– Ambulância de Suporte Básico (Tipo B):
Sinalizador óp co e acús co; equipamento de radiocomunicação fixo e móvel; maca ar culada e com rodas; suporte para soro; instalação de rede de oxigênio
– Ambulância de Resgate (Tipo C):
Sinalizador óp co e acús co; equipamento de radiocomunicação fixo e móvel; prancha curta e longa
para imobilização de coluna; talas para imobilização
de membros e conjunto de colares cervicais; colete
imobilizador dorsal; frascos de soro fisiológico; bandagens triangulares; cobertores; coletes refle vos
para a tripulação; lanterna de mão; óculos, máscaras
e aventais de proteção; material mínimo para salvamento terrestre, aquá co e em alturas; maleta de
ferramentas e ex ntor de pó químico seco de 0,8 Kg;
fitas e cones sinalizadores para isolamento de áreas.
Quando realizarem também o suporte básico de
vida, as ambulâncias de resgate deverão ter uma
configuração que garanta um salão de atendimento
às ví mas de, no mínimo, 8 metros cúbicos, além de
compar mento isolado para a guarda de equipamentos de salvamento, e deverão estar equipadas com:
maca ar culada e com rodas; instalação de rede de
oxigênio com cilindro, válvula, manômetro em local
de fácil visualização e régua com dupla saída; oxigênio
com régua tripla (a – alimentação do respirador; b –
fluxômetro e umidificador de oxigênio e c – aspirador
po Venturi); manômetro e fluxômetro com máscara
e chicote para oxigenação; cilindro de oxigênio portá l com válvula; maleta de emergência contendo:
estetoscópio adulto e infan l; ressuscitador manual
adulto/infan l, luvas descartáveis; cânulas orofaríngeas de tamanhos variados; tesoura reta com ponta
romba; esparadrapo; esfigmomanômetro adulto/
infan l; ataduras de 15 cm; compressas cirúrgicas
estéreis; pacotes de gaze estéril; protetores para
queimados ou eviscerados; cateteres para oxigenação e aspiração de vários tamanhos; maleta de
parto contendo: luvas cirúrgicas; clamps umbilicais;
es lete estéril para corte do cordão; saco plás co
para placenta; cobertor; compressas cirúrgicas e
gazes estéreis; braceletes de iden ficação;
– Ambulância de Suporte Avançado (Tipo D):
Sinalizador óp co e acús co; equipamento de radiocomunicação fixo e móvel; maca com rodas e ar culada; dois suportes de soro; cadeira de rodas dobrável;
instalação de rede portá l de oxigênio como descrito
no item anterior (é obrigatório que a quan dade de
oxigênio permita ven lação mecânica por no mínimo duas horas); respirador mecânico de transporte;
oxímetro não invasivo portá l; monitor cardioversor
com bateria e instalação elétrica disponível (em caso
de frota deverá haver disponibilidade de um monitor
cardioversor com marcapasso externo não invasivo);
bomba de infusão com bateria e equipo; maleta de
vias aéreas contendo: máscaras laríngeas e cânulas
endotraqueais de vários tamanhos; cateteres de aspiração; adaptadores para cânulas; cateteres nasais;
seringa de 20ml; ressuscitador manual adulto/infan l
com reservatório; sondas para aspiração traqueal de
vários tamanhos; luvas de procedimentos; máscara
para ressuscitador adulto/infan l; lidocaína geleia e
spray; cadarços para fixação de cânula; laringoscópio
infan l/adulto com conjunto de lâminas; estetoscópio; esfigmomanômetro adulto/infan l; cânulas
orofaríngeas adulto/infan l; fios-guia para intubação;
pinça de Magyll; bisturi descartável; cânulas para
traqueostomia; material para crico roidostomia;
conjunto de drenagem torácica; maleta de acesso
venoso contendo: tala para fixação de braço; luvas
estéreis; recipiente de algodão com an ssép co;
pacotes de gaze estéril; esparadrapo; material para
punção de vários tamanhos, incluindo agulhas metálicas, plás cas e agulhas especiais para punção
óssea; garrote; equipos de macro e microgotas; cateteres específicos para dissecção de veias, tamanho
adulto/infan l; tesoura, pinça de Kocher; cortadores
de soro; lâminas de bisturi; seringas de vários tamanhos; torneiras de 3 vias; equipo de infusão de
3 vias; frascos de soro fisiológico, Ringer Lactato e
soro glicosado; caixa completa de pequena cirurgia;
maleta de parto como descrito nos itens anteriores;
sondas vesicais; coletores de urina; protetores para
eviscerados ou queimados; espátulas de madeira;
sondas nasogástricas; eletrodos descartáveis; equipos para drogas fotossensíveis; equipo para bombas
de infusão; circuito de respirador estéril de reserva;
equipamentos de proteção à equipe de atendimento: óculos, máscaras e aventais; cobertor ou filme
metálico para conservação do calor do corpo; campo
cirúrgico fenestrado; almotolias com an ssép co;
conjunto de colares cervicais; prancha longa para
imobilização da coluna. Para o atendimento a neonatos, deverá haver pelo menos uma incubadora de
transporte de recém-nascido com bateria e ligação à
tomada do veículo (12 volts). A incubadora deve estar
apoiada sobre carros com rodas devidamente fixadas
quando dentro da ambulância e conter respirador e
equipamentos adequados para recém-natos.
LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO
com cilindro, válvula, manômetro em local de fácil
visualização e régua com dupla saída; oxigênio com
régua tripla (a- alimentação do respirador; b- fluxômetro e umidificador de oxigênio e c – aspirador po
Venturi); manômetro e fluxômetro com máscara e
chicote para oxigenação; cilindro de oxigênio portá l
com válvula; maleta de urgência contendo: estetoscópio adulto e infan l, ressuscitador manual adulto/
infan l, cânulas orofaríngeas de tamanhos variados,
luvas descartáveis, tesoura reta com ponta romba,
esparadrapo, esfigmomanômetro adulto/infantil,
ataduras de 15 cm, compressas cirúrgicas estéreis,
pacotes de gaze estéril, protetores para queimados
ou eviscerados, cateteres para oxigenação e aspiração
de vários tamanhos; maleta de parto contendo: luvas
cirúrgicas, clamps umbilicais, es lete estéril para corte do cordão, saco plás co para placenta, cobertor,
compressas cirúrgicas e gazes estéreis, braceletes
de iden ficação; suporte para soro; prancha curta e
longa para imobilização de coluna; talas para imobilização de membros e conjunto de colares cervicais;
colete imobilizador dorsal; frascos de soro fisiológico
e Ringer Lactato; bandagens triangulares; cobertores;
coletes refle vos para a tripulação; lanterna de mão;
óculos, máscaras e aventais de proteção e maletas
com medicações a serem definidas, em protocolos,
pelos serviços.
As ambulâncias de suporte básico que realizam
também ações de salvamento deverão conter o material mínimo para salvamento terrestre, aquá co e
em alturas, maleta de ferramentas e ex ntor de pó
químico seco de 0,8 kg, fitas e cones sinalizadores
para isolamento de áreas, devendo contar ainda com
compar mento isolado para a sua guarda, garan ndo
um salão de atendimento às ví mas de, no mínimo,
8 metros cúbicos.
41
LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO
42
– Aeronave de Transporte Médico (Tipo E):
– Aeronaves de Asas Rotativas (Helicópteros) para
atendimento pré-hospitalar móvel primário:
– Conjunto aeromédico (homologado pelo Departamento de Aviação Civil – DAC): maca ou incubadora;
cilindro de ar comprimido e oxigênio com autonomia
de pelo menos 2 horas; régua tripla para transporte;
suporte para fixação de equipamentos médicos;
– Equipamentos médicos fixos: respirador mecânico;
monitor cardioversor com bateria; oxímetro portá l;
bomba de infusão; prancha longa para imobilização
de coluna;
– Equipamentos médicos móveis: maleta de vias aéreas
contendo: conjunto de cânulas orofaríngeas; cânulas
endotraqueais de vários tamanhos; cateteres de
aspiração; adaptadores para cânulas; cateteres nasais; seringa de 20 ml; ressuscitador manual adulto/
infan l completo; sondas para aspiração traqueal de
vários tamanhos; luvas de procedimentos; lidocaína
geleia e spray; cadarços para fixação de cânula; laringoscópio infan l/adulto com conjunto de lâminas
curvas e retas; estetoscópio; esfigmomanômetro
adulto/infan l;; fios; fios-guia para intubação; pinça
de Magyll; bisturi descartável; cânulas para traqueostomia; material para crico roidostomia; conjunto
de drenagem de tórax; maleta de acesso venoso
contendo: tala para fixação de braço; luvas estéreis;
recipiente de algodão com an ssép co; pacotes de
gaze estéril; esparadrapo; material para punção de
vários tamanhos, incluindo agulhas metálicas, pláscas e agulhas especiais para punção óssea; garrote;
equipos de macro e microgotas; cateteres específicos
para dissecção de veias tamanhos adulto/infan l;
tesoura; pinça de Kocher; cortadores de soro; lâminas
de bisturi; seringas de vários tamanhos; torneiras de
3 vias; equipo de infusão polivias; frascos de solução salina, Ringer Lactato, e glicosada para infusão
venosa; caixa de pequena cirurgia; maleta de parto
contendo: luvas cirúrgicas; clamps umbilicais; es lete estéril para corte do cordão; saco plás co para
placenta; absorvente higiênico grande; cobertor ou
similar para envolver o recém-nascido; compressas
cirúrgicas estéreis, pacotes de gases estéreis e braceletes de iden ficação; sondas vesicais; coletores de
urina; protetores para eviscerados ou queimados;
espátulas de madeira; sondas nasogástricas; eletrodos descartáveis; equipos para drogas fotossensíveis;
equipos para bombas de infusão; circuito de respirador estéril de reserva; cobertor ou filme metálico
para conservação do calor do corpo; campo cirúrgico
fenestrado; almotolias com an ssép co;conjunto de
colares cervicais; equipamentos de proteção à equipe
de atendimento: óculos, máscaras, luvas.
– Outros: colete imobilizador dorsal; cilindro de oxigênio portá l com válvula; manômetro e fluxômetro
com máscara e chicote para oxigenação; bandagens
triangulares; talas para imobilização de membros;
coletes reflexivos para a tripulação; lanterna de mão;
equipamentos de proteção à equipe de atendimento:
óculos, máscaras, luvas.
– Aeronaves de Asas Fixas (Aviões) e Aeronaves de Asas
Rota vas (Helicópteros) para atendimento pré-hospitalar móvel secundário ou transporte inter-hospitalar:
– Conjunto aeromédico (homologado pelo Departamento de Aviação Civil – DAC): maca ou incubadora;
cilindro de ar comprimido e oxigênio com autonomia
de pelo menos 4 horas; régua tripla para transporte;
suporte para fixação de equipamentos médicos.
– Equipamentos médicos fixos: respirador mecânico;
monitor cardioversor com bateria com marcapasso
externo não invasivo; oxímetro portá l; monitor de
pressão não invasiva; bomba de infusão; prancha
longa para imobilização de coluna; capnógrafo;
– Equipamentos médicos móveis: maleta de vias
aéreas contendo: cânulas endotraqueais de vários
tamanhos; cateteres de aspiração; adaptadores para
cânulas; cateteres nasais; seringa de 20 ml; ressuscitador manual adulto/infan l completo; sondas para
aspiração traqueal de vários tamanhos; luvas de
procedimentos; lidocaína geleia e spray; cadarços
para fixação de cânula; laringoscópio infan l/adulto
com conjunto de lâminas curvas e retas; estetoscópio;
esfigmomanômetro adulto/infan l; cânulas orofaríngeas adulto/infan l; fios; fios-guia para intubação;
pinça de Magyl; bisturi descartável; cânulas para
traqueostomia; material para crico roidostomia;
conjunto de drenagem de tórax; maleta de acesso
venoso contendo: tala para fixação de braço, luvas
estéreis, recipiente de algodão com an -sép co;
pacotes de gaze estéril; esparadrapo; material para
punção de vários tamanhos, incluindo agulhas metálicas, plás cas e agulhas especiais para punção óssea;
garrote; equipos de macro e microgotas; cateteres
específicos para dissecção de veias tamanhos adulto/infan l; tesoura, pinça de Kocher; cortadores de
soro; lâminas de bisturi; seringas de vários tamanhos;
torneiras de 3 vias; equipo de infusão polivias; frascos
de solução salina, Ringer Lactato e glicosada para
infusão venosa; caixa completa de pequena cirurgia;
maleta de parto contendo: luvas cirúrgicas; clamps
umbilicais; es lete estéril para corte do cordão; saco
plás co para placenta, absorvente higiênico grande;
cobertor ou similar para envolver o recém-nascido;
compressas cirúrgicas estéreis; pacotes de gases estéreis e braceletes de iden ficação; sondas vesicais;
coletores de urina; protetores para eviscerados ou
queimados; espátulas de madeira; sondas nasogástricas; eletrodos descartáveis; equipos para drogas
fotossensíveis; equipos para bombas de infusão;
circuito de respirador estéril de reserva; cobertor ou
filme metálico para conservação do calor do corpo;
campo cirúrgico fenestrado; almotolias com an ssépco; conjunto de colares cervicais; equipamentos de
proteção à equipe de atendimento: óculos, máscaras,
luvas.
– Embarcação de Transporte (Tipo F):
Este veículo motorizado aquaviário, des nado ao
transporte por via marí ma ou fluvial, poderá ser
equipado como indicado para as Ambulâncias de
Tipo A, B, ou D, dependendo do po de assistência a
ser prestada.
DEFINIÇÃO DOS MEDICAMENTOS DAS
AMBULÂNCIAS
Medicamentos obrigatórios que deverão constar nos
veículos de suporte avançado, seja nos veículos terrestres,
aquá cos e nas aeronaves ou naves de transporte médico
(Classes D, E e F):
– Lidocaína sem vasoconstritor; adrenalina, epinefrina, atropina; dopamina; aminofilina; dobutamina;
hidrocor sona; glicose 50%;
– TRIPULAÇÃO
Considerando-se que as urgências não se cons tuem
em especialidade médica ou de enfermagem e que nos
cursos de graduação a atenção dada à área ainda é bastante
insuficiente, entende-se que os profissionais que venham
a atuar como tripulantes dos Serviços de Atendimento
Pré-Hospitalar Móvel devam ser habilitados pelos Núcleos
de Educação em Urgências.
– Ambulância do Tipo A: Dois profissionais, sendo
um o motorista e o outro um Técnico ou Auxiliar de
enfermagem.
– Ambulância do Tipo B: Dois profissionais, sendo um
motorista e um técnico ou auxiliar de enfermagem.
– Ambulância do Tipo C: Três profissionais militares,
policiais rodoviários, bombeiros militares, e/ou outros profissionais reconhecidos pelo gestor público,
sendo um motorista e os outros dois profissionais
com capacitação e cer ficação em salvamento e
suporte básico de vida.
– Ambulância do po D: Três profissionais, sendo um
motorista, um enfermeiro e um médico.
– Aeronaves: o atendimento feito por aeronaves deve
ser sempre considerado como de suporte avançado
de vida e:
Para os casos de atendimento pré-hospitalar móvel
primário não traumá co e secundário, deve-se contar com
o piloto, um médico, e um enfermeiro;
Para o atendimento a urgências traumá cas em que
sejam necessários procedimentos de salvamento, é indispensável a presença de profissional capacitado para tal.
Embarcações: a equipe deve ser composta dois ou três
profissionais, de acordo com o po de atendimento a ser
realizado, contando com o condutor da embarcação e um
auxiliar/técnico de enfermagem em casos de suporte básico
de vida, e um médico e um enfermeiro, em casos de suporte
avançado de vida.
BIOSSEGURANÇA
A princípio, o termo biossegurança pode parecer algo
de intruso nas ações ocupacionais de saúde e segurança no
trabalho. A biossegurança deve estar em um cenário tal de
visibilidade que permita aos demais profissionais que atuam
com prevenção e controle de riscos ocupacionais entenderem seus propósitos, suas contradições, e principalmente
sua importância como instrumento de proteção da vida,
em qualquer que seja o ambiente de trabalho. A lógica da
construção do conceito de biossegurança teve seu inicio na
década de 70 na Califórnia, onde a comunidade cien fica
iniciou a discussão sobre os impactos da engenharia gené ca
na sociedade. É um marco na história da é ca aplicada à
pesquisa, pois foi a primeira vez que se discu u os aspectos de proteção aos pesquisadores e demais profissionais
envolvidos nas áreas onde se realiza o projeto de pesquisa.
Desde então, o termo biossegurança vem, ao longo dos anos,
sofrendo alterações.
Na década de 70, o foco de atenção voltava-se para a
saúde do trabalhador frente aos riscos biológicos no ambiente ocupacional. De acordo com a Organização Mundial da
Saúde (OMS, 1993), se tratava das “prá cas preven vas para
o trabalho em contenção a nível laboratorial, com agentes
patogênicos para o homem”.
Já na década de 80, a própria OMS incorporou a essa
definição os chamados riscos periféricos presentes em
ambientes laboratoriais que trabalhavam com agentes patogênicos para o homem, como os riscos químicos, sicos,
radioa vos e ergonômicos.
Nos anos 90, verificamos que a definição de biossegurança sofre mudanças significa vas.
Outra definição nessa linha diz que
A biossegurança é o conjunto de ações voltadas para
a prevenção, minimização ou eliminação de riscos
inerentes às a vidades de pesquisa, produção, ensino, desenvolvimento tecnológico e prestação de
serviços, visando à saúde do homem, dos animais,
a preservação do meio ambiente e a qualidade dos
resultados.
Para uma definição centrada no ambiente ocupacional,
encontramos “segurança no manejo de produtos e técnicas
biológicas”.
Uma outra definição, baseada na cultura da engenharia
de segurança e da medicina do trabalho, postula biossegurança como o “conjunto de medidas técnicas, administra vas,
educacionais, médicas e psicológicas, empregadas para prevenir acidentes em ambientes biotecnológicos”. Está centrada na prevenção de acidentes em ambientes ocupacionais.
Estas definições mostram que a biossegurança envolve
as seguintes relações:
Tecnologia
Agente biológico
Tecnologia
Biodiversidade
-----------------
risco
risco
risco
risco
-----------------
homem
homem
sociedade
economia
AS BASES DE CONHECIMENTO DA BIOSSEGURANÇA – Em
termos epistemológicos, o conceito de biossegurança pode
ser definido, segundo a abordagem, como módulo, como
processo ou como conduta.
Como módulo, porque a biossegurança não possui
iden dade própria, não sendo, portanto, uma ciência, mas
uma interdisciplinaridade que se expressa nas matrizes curriculares dos seus cursos e programas. Esses conhecimentos
diversos oferecem à biossegurança uma diversidade de
opções pedagógicas que a tornam extremamente atra va.
Como processo, porque a biossegurança é uma ação
educa va, e como tal pode ser representada por um sistema
ensino-aprendizagem. Nesse sen do, podemos entendê-la
como um processo de aquisição de conteúdos e habilidades,
com o obje vo de preservação da saúde do homem, das
plantas, dos animais e do meio ambiente.
LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO
– Soros: glicosado 5%; fisiológico 0,9%; Ringer Lactato;
– Psicotrópicos: hidantoína; meperidina; diazepan;
midazolan;
– Medicamentos para analgesia e anestesia: fentanil,
ketalar, quelecin;
– Outros: água des lada; metoclopramida; dipirona;
hioscina; dinitrato de isossorbitol; furosemide; amiodarona; lanatosideo C.
43
Como conduta, pois a analisamos como um somatório
de conhecimentos, hábitos, comportamentos e sen mentos que devem ser incorporados ao homem para que esse
desenvolva, de forma segura, sua a vidade. Neste contexto,
também devemos incorporar a questão da comunicação e da
percepção do risco nos diversos segmentos sociais.
A BIOSSEGURANÇA LEGAL – A biossegurança no Brasil
está formatada legalmente para os processos envolvendo
organismos gene camente modificados, de acordo com a
Lei de Biossegurança – nº 8.974, de 5 de janeiro de 1995,
que cita no seu art. 1º:
Portanto, biossegurança:
• É o conjunto de ações voltadas para a prevenção,
diminuição ou eliminação de riscos inesperados e
riscos que podem comprometer a saúde do homem.
Não vê somente o acidente, mas sim os fatores que
levaram a ele. Visa ao homem e ao seu bem-estar.
PREVENÇÃO é a razão principal
LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO
Esta Lei estabelece normas de segurança e mecanismos de fiscalização no uso das técnicas de
engenharia gené ca na construção, cul vo, manipulação, transporte, comercialização, consumo,
liberação e descarte de organismo gene camente
modificado (OGM), visando a proteger a vida e a
saúde do homem, dos animais e das plantas, bem
como o meio ambiente.
44
A BIOSSEGURANÇA PRATICADA – Por outro lado, a palavra biossegurança também aparece em ambientes onde
a moderna biotecnologia não está presente, como indústrias, hospitais, laboratórios de saúde pública, laboratórios
de análises clínicas, hemocentros, universidades etc., no
sen do da prevenção dos riscos gerados pelos agentes químicos, sicos e ergonômicos envolvidos em processos onde
o risco biológico se faz presente ou não. Esta é a vertente
da biossegurança, que na realidade, confunde-se com a
engenharia de segurança, a medicina do trabalho, a saúde
do trabalhador, a higiene industrial, a engenharia clínica e
a infecção hospitalar.
A PROFISSIONALIZAÇÃO DA BIOSSEGURANÇA – Diferentemente dos profissionais que atuam na segurança ocupacional, poderíamos apontar para o fato de que a biossegurança
ainda não a ngiu um status profissional, como a engenharia
de segurança do trabalho e da medicina do trabalho, que
possuem campos muito bem delimitados de ação, cursos
regulares, associações, regulamentação profissional (esses
profissionais necessitam de registro nos Conselhos Regionais de Engenharia e Arquitetura e Conselhos Regionais
de Medicina, Enfermagem respec vamente) e código de
é ca. A biossegurança pode ser entendida hoje como uma
ocupação agregada a qualquer a vidade onde o risco à
saúde humana esteja presente. Qualquer profissional pode
desenvolver a vidades nessa área, respeitando-se, logicamente, os espaços legais envolvidos. A grande vantagem dos
profissionais que possuem cursos de biossegurança é que o
conteúdo desses cursos abrange, de forma pedagogicamente
ar culada, temas das mais diversas áreas da saúde e segurança no trabalho, inclusive ambientais, tanto no contexto
da biossegurança legal quanto da pra cada.
A IMAGEM PÚBLICA DA BIOSSEGURANÇA – Quando analisamos a imagem pública da biossegurança, observamos que
ela é percebida muito mais no escopo da saúde do trabalhador e prevenção de acidentes, ou seja, muito mais voltada à
segurança ocupacional frente aos riscos tradicionais do que
àqueles que envolvem tecnologia de DNA recombinante.
Mesmo em cursos de biossegurança em engenharia gené ca,
o foco de interesse sempre se volta para os processos e riscos
tradicionais. A percepção da biossegurança atrelada à lei de
Biossegurança se manifesta em um nível mais acadêmico e
polí co e nos ambientes onde a moderna biotecnologia se
faz presente do que nos ambientes ocupacionais tradicionais,
tanto na indústria quanto na área da saúde, foco maior de
u lização do termo biossegurança.
Termos técnicos usados em biossegurança:
Aerossol
Aerossolização
Alteração sele va
An ssepsia
Assepse
Assepsia
Bacteremia
Biofilme
Choque
Choque sép co
Colonização
Contágio mediato
Contágio por vetores
Contaminação
Desinfecção
Degermação
Descontaminação
Desinfestação
Doença endêmica
Doença epizoó ca
Doença infecciosa
Doença pandêmica
Dose infec va
Epidemiologia das infecções
Esporocida ou esporicida
Ferida
Fômite
Incidência
Infecção
Infecção cruzada
Infecção emergente
Infecção endógena
Infecção exógena
Infecção hospitalar ou nosocomial
Infec vidade
Infestação
Go culas de Flügge
Equipamentos de Proteção Individual ou EPIs são quaisquer meios ou disposi vos des nados a ser u lizados por
uma pessoa contra possíveis riscos ameaçadores da sua
saúde ou segurança durante o exercício de uma determinada
a vidade. Um equipamento de proteção individual pode ser
cons tuído por vários meios ou disposi vos associados de
forma a proteger o seu u lizador contra um ou vários riscos
simultâneos. O uso deste po de equipamentos só deverá
ser contemplado quando não for possível tomar medidas
que permitam eliminar os riscos do ambiente em que se
desenvolve a a vidade.
Tipos de EPIs
Máscara facial com insuflamento de ar.
Os EPIs podem dividir-se em termos da zona corporal
a proteger:
• Proteção da cabeça
Capacete
• Proteção audi va
Abafadores de ruído (ou protetores auriculares) e
tampões.
• Proteção respiratória
Máscaras; aparelhos filtrantes próprios contra cada
po de contaminante do ar: gases, aerossóis, por
exemplo.
• Proteção ocular e facial
Óculos, viseiras e máscaras.
• Proteção de mãos e braços
Luvas, feitas de diversos materiais e tamanhos conforme os riscos contra os quais se quer proteger: mecânicos, químicos, biológicos, térmicos ou elétricos.
• Proteção de pés e pernas
Sapatos, bo nas, botas, tênis, apropriados para os
riscos contra os quais se quer proteger: mecânicos,
químicos, elétricos e de queda.
• Proteção contra quedas
Cintos de segurança, sistemas de paraquedas.
AVALIAÇÃO E ATENDIMENTO
DO ACIDENTE E A VÍTIMA
Todo procedimento de primeiros socorros deve começar
com a avaliação das condições da ví ma. Deve-se observar
sinais (tudo o que se observa ao examinar uma ví ma:
respiração, pele fria, palidez etc.), sintomas (é o que a ví ma informa sobre si mesma: náusea, dor, ver gem etc.) e
sinais vitais (sinais cuja ausência ou alteração indica grave
irregularidade no funcionamento do organismo. São eles:
pulso (ba mentos cardíacos), respiração, pressão arterial e
temperatura. Existem estudos atuais notando que a dor pode
ser considerada o quinto sinal vital, uma vez que somente
os vivos sentem dor.
Desta forma um ponto importante tanto para o socorrista
profissional ou leigo será, em primeiro momento, avaliar o
nível de consciência de sua ví ma usando um parâmetro
muito simples, chamado A.V.D.I.:
• A (ALERTA)
• V (VOZ)
• D (DOR)
• I (INCONSCIÊNCIA)
Em primeiro lugar, abordar a ví ma independentemente
do mecanismo usado ser traumá co ou clínico: se, ao tocar
na ví ma, o socorrista percebe uma reação espontânea,
concluímos que ela está na fase A (ALERTA). Isto é um indício
de que existe a vidade neurológica: o cérebro está sendo
suprido de oxigênio, pois para isto acontecer ele tem de esmular o grupo muscular da respiração, como musculatura
diafragmá ca e intercostal (caixa torácica).
Já a fase V (VOZ) é percebida quando a ví ma não responde ao ser chamada pelo nome. É bom lembrar que a
audição é um dos úl mos sen dos a serem perdidos antes
de o cérebro entrar em estado de inconsciência.
Não havendo nenhuma resposta à solicitação verbal,
es mularemos a D (DOR): feche a mão e, com a área da
dobra dos dedos, friccione o esterno da ví ma, que fica localizado no meio do tórax, na junção das costelas. Havendo
uma resposta muscular da ví ma tanto em tentar inibir o
es mulo ou qualquer outra que seja, saberemos que ainda
existe uma a vidade neurológica funcional, pois o cérebro
ainda recebe oxigênio.
Entretanto, se não houver nenhum po de resposta como
em não estar em ALERTA, responsivo à VOZ ou à DOR, a ví ma está no estágio de I (INCONSCIÊNCIA), no qual o cérebro
LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO
Limpeza
Pasteurização
Patogenicidade
Poliquimioterapia
Precauções universais
Prevalência
Prevalência
Quarentena
Quimioprofilaxia
Reservatório
Sanificação
Sepse
Soroprevalência
Superinfecção ou suprainfecção
Taxa ou índice específico de infecção
Taxa ou índice global de infecção
Taxa ou índice de infecção pós-operatória
Taxa ou índice de mortalidade por infecção hospitalar
Tendência secular, periódica e sazonal.
Tuberculocida ou tuberculicida
Veículo
Virucida
Virulência
45
não mais recebe oxigênio e por falta deste não haverá es mulo muscular. O que preocupa é a possibilidade da necrose,
que é a morte de parte dos tecidos do cérebro por escassez
de oxigênio. Isso pode levar à paralisia, ao coma, e, em casos
mais graves, à morte. Acontece também o que chamamos de
relaxamento muscular generalizado, e o músculo da cavidade bucal, localizado imediatamente abaixo da língua, pode
fazê-la inclinar-se para trás, o que obstrui a passagem de ar.
Posição Lateral de Segurança (PLS)
A posição lateral de segurança pode ser u lizada em
várias situações que necessitam de primeiros socorros em
que a ví ma esteja inconsciente, mas a respirar e com um
bom pulso, uma vez que esta posição permite uma melhor
ven lação, liberando as vias aéreas superiores.
Esta não deve ser realizada quando a pessoa:
• Não es ver a respirar;
• Tiver uma lesão na cabeça, pescoço ou coluna;
• Tiver um ferimento grave.
LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO
A PLS é realizada da seguinte forma:
1. Com a ví ma deitada, ajoelhe-se ao seu lado;
2. Vire a cara da ví ma para si. Incline a cabeça desta
para trás, colocando-a em hiperextensão, para abrir
as vias aéreas e impedir a queda da língua para trás
e a sufocação por sangue. Se a ví ma es ver inconsciente, verifique a boca e remova possíveis materiais
que possam estar dentro desta;
3. Coloque o braço da ví ma que es ver mais próximo
de si ao longo do corpo dela, prendendo-o debaixo
das nádegas desta;
4. Coloque o outro braço da ví ma sobre o peito dela;
5. Cruze as pernas da ví ma, colocando a perna que
es ver mais afastada de si por cima da canela da
outra perna;
6. Dê apoio à cabeça da ví ma com uma mão e segure
a ví ma pela roupa, na altura das ancas, virando-a
para si;
7. Dobre o braço e a perna da ví ma que es verem
voltadas para cima até que formem certo ângulo em
relação ao corpo;
8. Puxe o outro braço da ví ma, re rando-o debaixo do
corpo dela;
9. Cer fique-se que a cabeça se mantém inclinada para
trás de forma a manter as vias aéreas abertas.
A respiração é crí ca para a sobrevivência do organismo,
e garan -la é o ponto fundamental de qualquer procedimento de primeiros socorros. O cérebro tem lesões irreversíveis
(necroses) em no máximo 6 minutos após a interrupção da
respiração. Após 10 minutos, a morte cerebral é quase certa.
Para verificar a respiração, flexione a cabeça da ví ma
para trás, coloque o seu ouvido próximo à boca do acidentado, e ao mesmo tempo observe o movimento do tórax. Ouça
e sinta se há ar saindo pela boca e pelas narinas da ví ma.
Veja se o tórax se eleva, indicando movimento respiratório.
Se não há movimentos respiratórios, isso indica que
houve parada respiratória.
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Abertura das vias respiratórias
O primeiro procedimento é verificar se há obstrução das
vias aéreas do paciente. Para isso, deixe o queixo da ví ma
levemente erguido para facilitar a respiração. Usando os
dedos, remova da boca objetos que possam dificultar a respiração: próteses, dentaduras, restos de alimentos, sangue
e líquidos. Os movimentos do pescoço devem ser limitados,
e com o máximo cuidado: lesões na medula podem causar
danos irreparáveis. Também é bom ressaltar: nunca aproxime a mão ou os dedos da boca de uma ví ma que esteja
sofrendo convulsões ou ataques epilép cos.
Respiração ar ficial
É o processo mecânico empregado para restabelecer a
respiração que deve ser ministrado imediatamente, em todos
os casos de asfixia, mesmo quando houver parada cardíaca.
Os pulmões precisam receber oxigênio, caso contrário
o organismo sofrerá sérios no aspecto circulatório, com
grandes implicações para o cérebro.
CONTROLE DAS VIAS AÉREAS E
VENTILAÇÃO
Ven lação pulmonar é a renovação do ar das vias aéreas
condutoras de ar para os pulmões e dos alvéolos que ocorre
durante a inspiração e expiração pulmonar, que naturalmente
envolve: centro da ven lação pulmonar, incursão torácica,
músculos da ven lação pulmonar, frequência da ven lação
pulmonar, tempo inspiratório e expiratório, fluxo de gás na
via condutora e no espaço alveolar, complacência pulmonar, retração elás ca pulmonar e torácica, volume corrente
pulmonar, volume minuto pulmonar. Estes processos são
totalmente dis ntos do que vulgarmente é chamado de
respiração, que na verdade acontece em nível celular. Na
linguagem culta, não se deve confundir respiração com
ven lação pulmonar, pois não se trata de sinônimos.
A ven lação pulmonar pode ser natural ou assis da por
um disposi vo que auxilia a ven lação, sendo que a natural
envolve processos neuro-muscular-torácico-pulmonar e sico,
e a assis da, dependendo do disposi vo u lizado, relaciona-se
com um ou mais processos da ven lação pulmonar.
As células enquanto vivas necessitam de um suprimento
con nuo de oxigênio, nutrientes e água para produzir energia
biológica, através de um processo bioquímico de respiração,
para desempenhar as suas funções.
O fornecimento de oxigênio nos animais é realizado pelo
sistema respiratório. Através deste, parte do oxigênio da
atmosfera se difunde através da parede do alvéolo pulmonar
e a nge a corrente sanguínea. A maior parte do oxigênio é
transportada pela corrente sanguínea, através de uma ligação
reversível com a hemoglobina, até os tecidos e as células de
todos os órgãos. As células, após u lizarem oxigênio e nutrientes, produzem dióxido de carbono, que é transportado
pela corrente sanguínea até os pulmões para ser eliminado
na atmosfera através da ven lação pulmonar.
Para que seja possível uma adequada difusão de gases
através da membrana do alvéolo, com o oxigênio passando
do interior dos alvéolos para o sangue presente nos capilares pulmonares e o dióxido de carbono se difundindo em
sen do contrário, é necessário um processo constante de
ven lação pulmonar.
A ven lação pulmonar consiste numa renovação con nua do ar presente no interior dos alvéolos. Para que isso
ocorra, é necessário que, durante o tempo todo, ocorram
movimentos que proporcionem insuflação e desinsuflação
de todos ou quase todos os alvéolos. Isso provoca, no interior
dos alvéolos, uma pressão ligeira, ora mais nega va, ora mais
posi va do que aquela presente na atmosfera.
Durante a inspiração, devido a uma pressão intra-alveolar
de aproximadamente 3 mmHg mais nega va do que a atmosférica, uma certa quan dade de ar atmosférico é inalada pelo
aparelho respiratório; durante a expiração, devido a uma
pressão intra-alveolar de aproximadamente 3 mmHg mais
posi va do que a atmosférica, a mesma quan dade de ar é
devolvida para a atmosfera.
Para que possamos insuflar e desinsuflar nossos alvéolos,
devemos inflar e desinflar nossos pulmões. Isso é possível
através de movimentos que acarretem aumento e redução
do volume no interior da nossa caixa torácica, onde nossos
pulmões estão localizados.
Podemos expandir o volume da nossa caixa torácica
levantando as costelas e contraindo o diafragma. Para retrairmos o volume da caixa torácica, fazemos exatamente o
contrário: rebaixamos nossas costelas enquanto relaxamos
o nosso diafragma.
Portanto, temos diversos músculos que são importantes
na ven lação pulmonar:
• Músculos u lizados na inspiração: diafragma, esternocleidomastoideos, intercostais externos, escalenos, serráteis anteriores.
• Músculos u lizados na expiração: intercostais internos, retos abdominais e demais músculos localizados
na parede anterior do abdômen.
Vias condutoras de ar para os pulmões
Durante a inspiração e durante a expiração, o ar passa
por diversos e diferentes segmentos que fazem parte do
sistema pulmonar:
Nariz: é o primeiro segmento por onde, de preferência, passa o ar durante a inspiração. Ao passar pelo nariz,
o ar é filtrado, umidificado e aquecido. Na impossibilidade
eventual da passagem do ar pelo nariz, tal passagem pode
acontecer por um atalho, a boca. Mas infelizmente, quando
isso acontece, o ar não sofre as importantes modificações
descritas acima.
Faringe: após a passagem pelo nariz, antes de a ngir a
laringe, o ar deve passar pela faringe, segmento que também
serve de passagem para os alimentos.
Laringe: normalmente permite apenas a passagem de
ar. Durante a deglu ção de algum alimento, uma pequena
membrana (epiglote) obstrui a abertura da laringe, o que
dificulta a passagem fragmentos que não sejam ar para as
vias respiratórias inferiores. Na laringe localizam-se também
as pregas vocais, responsáveis para produção de nossa voz.
Traqueia: pequeno tubo car laginoso que liga as vias
respiratórias superiores às inferiores, logo abaixo.
Brônquios: são numerosos e ramificam-se também numerosamente, como galhos de árvore. Permitem a passagem
do ar em direção aos alvéolos.
LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO
Legenda: O perfluorocarbono oxigenado é armazenado em um reservatório onde, através de uma bomba inspiratória,
este é entregue aos pulmões. No final no ciclo inspiratório abre-se uma válvula expiratória e com auxílio de uma bomba
expiratória o PFC é reoxigenado e retorna ao seu reservatório. O PFC que é evaporado durante o ciclo inspiratório sofre
condensação e em seu estado líquido é oxigenado e enviado ao reservatório de PFC.
47
Bronquíolos: mais delgados, estão entre os brônquios e
os sacos alveolares, de onde saem os alvéolos.
Por toda a mucosa respiratória, desde o nariz até os
bronquíolos, existem numerosas células ciliadas, com cílios
móveis e grande produção de muco. Tudo isso ajuda bastante na constante limpeza do ar que flui através das vias
respiratórias.
Os alvéolos apresentam certa tendência ao colamento.
Tal colamento somente não ocorre normalmente devido à
pressão mais nega va presente no espaço pleural, o que
força os pulmões a se manterem expandidos. O grande fator
responsável pela tendência de colamento dos alvéolos é um
fenômeno chamado tensão superficial. A tensão superficial
ocorre no interior dos alvéolos devido à grande quan dade
de moléculas de água ali presente, reves ndo toda a parede
interna dos alvéolos. A tensão superficial no interior dos alvéolos seria bem maior do que já o é se não fosse a presença,
nos líquidos que revestem os alvéolos, de uma substância
chamada surfactante pulmonar. O surfactante pulmonar é
formado basicamente de fosfolipídeos (dipalmitoil leci na)
nas células presentes no epitélio alveolar. A grande importância do surfactante pulmonar é sua capacidade de reduzir
significa vamente a tensão superficial dos líquidos que
revestem o interior dos alvéolos e demais vias respiratórias.
Controle dos Movimentos Musculares:
Os movimentos musculares são controlados pelo bulbo,
que os realiza quando há mínima variação no pH sanguíneo.
O gás carbônico (CO2) dissolvido no sangue reage com a água
(H2O), formando ácido carbônico (H2CO3), composto muito
instável que logo libera H+ e HCO3. O H+ diminui o pH sanguíneo, levando o bulbo a determinar a contração dos músculos
respiratórios. Com tal contração, diminui-se a concentração
de CO2 e, por conseguinte, o pH sanguíneo aumenta.
VenƟlação alveolar:
Ven lação alveolar é a intensidade com que o ar alcança
as áreas pulmonares (os alvéolos, os ductos alveolares e os
bronquíolos respiratórios).
Resgate Veicular
Resgate de ví mas de acidentes em estradas de rodagem
(trem, automóvel, motocicleta e outros):
U lizar a técnica da “Chave de Rauteck”:
• Prestar o primeiro atendimento dentro do próprio
veículo, especialmente nos casos de asfixia e hemorragia, se não houver perigo de explosões, incêndios
ou desabamentos. Sempre suspeitar de lesão na
cervical;
• Verificar se os pés da ví ma estão presos nos pedais
do veículo ou outro obstáculo;
• Inclinar-se sobre a ví ma, passando-lhe a mão por
trás das costas e apoiando-a no quadril oposto;
• Com a outra mão por baixo do braço da vítima,
segurar a parte anterior do ombro, fazendo uma
pequena rotação com ambas as mãos, simultaneamente, desencostando-a parcialmente do assento
para facilitar a remoção;
• Solte a mão que estava apoiada no quadril e segure-lhe o punho deste lado, com a mão que estava no
ombro apoiando-lhe o queixo em extensão da cabeça
da ví ma;
• Ajoelhe-se no chão e, amparando a ví ma em seu
colo, lentamente coloque-a no solo, em decúbito
dorsal, tendo o cuidado de manter a coluna apoiada,
sem dobrar ou torcê-la.
Em caso de poder contar com a colaboração de outra
pessoa, esta operação poderá ser feita em dois tempos
principais:
• Orientar a pessoa para que fique no banco de trás,
apoiando a cabeça da ví ma até que o socorrista
possa completar a chave de Rauteck;
• Pedir à pessoa que passe para o banco da frente
e segure os pés da ví ma, facilitando, assim, sua
remoção do veículo para o solo.
LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO
Use sempre a seguinte regra:
Leve a maca até o paciente e não o paciente até a maca.
48
COMO REMOVER PACIENTES SENTADOS:
• Pacientes crí cos: Optar pelo uso da Chave de Rauteck.
• Pacientes instáveis: Optar pela técnica de remoção
rápida.
• Pacientes potencialmente instáveis ou estáveis: Optar
pela técnica de remoção com emprego do colete de
imobilização dorsal (KED).
TÉCNICA DO ROLAMENTO 90 GRAUS
1. O paciente deverá estar deitado no solo em posição
alinhada e em decúbito dorsal (posição supina);
Técnica da Colocação dos Tirantes de Fixação
• Tirante superior: deve englobar a prancha e o tórax do
paciente, logo abaixo dos ombros (no atendimento de
mulheres, fixe os rantes acima ou abaixo dos seios);
• Tirante do meio: deve ser colocado na região da
pelve; os braços devem ficar ao longo do corpo com
o rante passando sobre os punhos do paciente.
• Tirante inferior: deve ser posicionado englobando
a prancha e o paciente logo acima dos joelhos. Se o
paciente es ver deitado em decúbito ventral (posição
pronada), o rante deverá ser colocado logo abaixo
do joelho, pois isto evitará que as pernas do paciente
escorreguem para fora da prancha.
Algumas organizações u lizam um rante do po “aranha”, que se caracteriza por possuir uma ra central e cerca
de 4 ras cruzadas que podem ser fixadas através de velcros.
FERIMENTOS E CURATIVOS
A pele é o maior órgão do corpo humano, tendo como
principais funções: proteção contra infecções, lesões ou traumas, raios solares e possui importante função no controle
da temperatura corpórea. A pele é subdividida em derme
e epiderme. A epiderme, histologicamente cons tuída das
camadas basal, espinhosa, granulosa, lúcida e córnea, é um
importante órgão sensorial. Na derme, encontramos os vasos
sanguíneos, linfá cos, folículos pilosos, glândulas sudoríparas
e sebáceas, pelos e terminações nervosas, além de células
como: fibroblastos, mastócitos, monócitos, macrófagos,
plasmócitos entre outros.
Feridas
As feridas são consequências de uma agressão por um
agente ao tecido vivo. O tratamento das feridas vem evoluindo desde 3000 anos a.C., onde as feridas hemorrágicas eram
tratadas com cauterização; o uso de torniquete é descrito
em 400 a.C.; a sutura é documentada desde o terceiro século a.C. Na Idade Média, com o aparecimento da pólvora,
os ferimentos tornaram-se mais graves.
O cirurgião francês Ambroise Paré, em 1585, orientou
o tratamento das feridas quanto à necessidade de desbridamento, aproximação das bordas e cura vos. Lister, em
1884, introduziu o tratamento an ssép co. No século XX,
vimos a evolução da terapêu ca com o aparecimento da
sulfa e da penicilina.
Classificação das Feridas
As feridas podem ser classificadas de várias maneiras:
pelo po do agente causal, de acordo com o grau de contaminação, pelo tempo de trauma smo, pela profundidade das
lesões, sendo que as duas primeiras são as mais u lizadas.
Quanto ao Agente Causal
1. Incisas ou cortantes: são provocadas por agentes
cortantes, como faca, bisturi, lâminas etc. Suas caracterís cas são o predomínio do comprimento sobre a
profundidade, bordas regulares e ní das, geralmente
re líneas. Na ferida incisa, o corte geralmente possui
profundidade igual de um extremo a outro da lesão,
sendo que na ferida cortante, a parte mediana é mais
profunda.
2. Corto-contusa: o agente não tem corte tão acentuado, sendo que a força do trauma smo é que causa
a penetração do instrumento, tendo como exemplo
o machado.
LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO
2. Um socorrista posiciona-se atrás da cabeça do paciente
(com os dois joelhos no chão a uma distância de cerca de um
palmo) e imobiliza a cabeça do mesmo usando ambas as mãos;
3. O comandante da guarnição posiciona-se ao lado
do paciente (na altura do tórax), mensura e aplica o colar
cervical;
4. O motorista traz a prancha longa e a coloca ao lado do
paciente, depois se posiciona ajoelhado ao lado do comandante (na altura da pelve);
5. O comandante da guarnição levanta a extremidade
superior do paciente acima da cabeça, paralela ao tronco.
A outra extremidade é posicionada sobre o tórax do paciente
(lembrar que o paciente é rolado para o lado onde o braço
está levantado e estendido);
6. Os socorristas que estão posicionados lateralmente
apoiam suas mãos ao longo do corpo do paciente, no lado
oposto de onde estão colocados (o comandante com uma
mão no ombro e outra na coxa e o motorista com uma mão
na lateral do quadril e outra logo abaixo do joelho) e sob o
comando daquele que está na cabeça, rolam o paciente 90
graus em monobloco;
7. O comandante usando a mão esquerda puxa a prancha
rígida, posicionando-a o mais próximo possível do paciente;
8. Com o movimento inverso, o paciente é lentamente
posicionado sobre a prancha rígida e centralizado sobre a
mesma;
9. Durante todo o tempo, o socorrista da cabeça permanece imobilizando-a manualmente;
10. A cabeça do paciente é fixa com o uso de um coxim
(fixador universal de cabeça) para evitar os movimentos laterais. Caso sua organização não disponha de um equipamento
próprio, improvise os coxins com sacos de areia de 15 por 30
cm ou toalhas dobradas em rolo e esparadrapo.
11. Finalmente, os socorristas fixam o paciente na prancha com rantes.
49
3. Perfurante: são ocasionadas por agentes longos e
pon agudos como prego, alfinete. Pode ser transfixante quando atravessa um órgão, estando sua
gravidade na importância deste órgão.
4. Pérfuro-contusas: são as ocasionadas por arma de
fogo, podendo exis r dois ori cios, o de entrada e o
de saída.
5. Lácero-contusas: Os mecanismos mais frequentes
são a compressão (a pele é esmagada de encontro
ao plano subjacente) e a tração (por rasgo ou arrancamento tecidual). As bordas são irregulares, com
mais de um ângulo; cons tuem exemplo clássico as
mordidas de cão.
6. Pérfuro-incisas: provocadas por instrumentos
pérfuro-cortantes que possuem gume e ponta,
por exemplo, um punhal. Deve-se sempre lembrar,
que externamente, poderemos ter uma pequena
marca na pele, porém profundamente podemos ter
comprome mento de órgãos importantes como na
figura abaixo, na qual pode ser vista lesão no músculo
cardíaco.
7. Escoriações: a lesão surge tangencialmente à supercie cutânea, com arrancamento da pele.
8. Equimoses e hematomas: na equimose, há rompimento dos capilares, porém sem perda da con nuidade da pele, sendo que, no hematoma, o sangue
extravasado forma uma cavidade.
LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO
As feridas podem ser classificadas de acordo com o GRAU
DE CONTAMINAÇÃO. Esta classificação tem importância, pois
orienta o tratamento an bió co e também nos fornece o
risco de desenvolvimento de infecção.
1. Limpas: são as produzidas em ambiente cirúrgico,
sendo que não foram abertos sistemas como o digestório, respiratório e genito-urinário. A probabilidade
da infecção da ferida é baixa, em torno de 1 a 5%.
2. Limpo-contaminadas: também são conhecidas como
potencialmente contaminadas; nelas há contaminação grosseira, por exemplo, nas ocasionadas por
faca de cozinha, ou nas situações cirúrgicas em que
houve abertura dos sistemas contaminados descritos
anteriormente. O risco de infecção é de 3 a 11%.
3. Contaminadas: há reação inflamatória; são as que
veram contato com material como terras, fezes etc.
Também são consideradas contaminadas aquelas em
que já se passaram seis horas após o ato que resultou
na ferida. O risco de infecção da ferida já a nge 10
a 17%.
4. Infectadas: apresentam sinais ní dos de infecção.
50
Cicatrização
Após ocorrer a lesão a um tecido, imediatamente iniciam-se fenômenos dinâmicos conhecidos como cicatrização,
que é uma sequência de respostas dos mais variados pos
de células (epiteliais, inflamatórias, plaquetas e fibroblastos),
que interagem para o restabelecimento da integridade dos
tecidos. O po de lesão também possui importância no po
de reparação; assim, em uma ferida cirúrgica limpa, há necessidade de mínima quan dade de tecido novo, enquanto que,
por exemplo, em uma grande queimadura, há necessidade
de todos os recursos orgânicos para cicatrização e defesa
contra uma infecção. Na sequência da cicatrização de uma
ferida fechada, temos a ocorrência de quatro fases dis ntas:
inflamatória, epitelização, celular e fase de fibroplasia.
1. Fase inflamatória: O processo inflamatório é de
vital importância para o processo de cicatrização;
de início, ocorre vasoconstricção fugaz, seguida de
vaso-dilatação, que é mediada principalmente pela
histamina, liberada por mastócitos, granulócitos e
plaquetas com aumento da permeabilidade e extravasamento de plasma; possui duração efêmera
de mais ou menos 30 minutos, sendo que a con nuidade da vasodilatação é de responsabilidade de
prostaglandinas.
Nos vasos próximos, ocorrem fenômenos de coagulação, formação de trombos, que passam a levar maior
proliferação de fibroblastos. Alguns fatores plaquetários são importantes, como o PF4 (fator plaquetário
4) que es mula a migração de células inflamatórias,
e o PDGF (fator de crescimento derivado plaquetário), que é responsável pela atração de monócitos,
neutrófilos, fibroblastos e células musculares lisas,
e produção de colagenase pelos fibroblastos.
Os monócitos originam os macrófagos, bactericidas,
que fagocitam detritos. Inibidores de prostaglandinas, por diminuírem a resposta inflamatória, desaceleram a cicatrização.
2. Fase de epitelização: enquanto a fase inflamatória
ocorre na profundidade da lesão, nas bordas da ferida
suturada, em cerca de 24 a 48 horas, toda a super cie da lesão estará recoberta por células superficiais
que, com o passar dos dias, sofrerão fenômenos de
quera nização.
3. Fase celular: no terceiro e quarto dia após a lesão,
fibroblastos originários de células mesenquimais,
proliferam e tornam-se predominantes ao redor do
décimo dia. Agem na secreção de colágeno, matriz
da cicatrização, e formam feixes espessos de ac na.
O colágeno é responsável pela força e integridade
dos tecidos.
A rede de fibrina que se forma no interior da ferida
orienta a migração e o crescimento dos fibroblastos.
Os fibroblastos não têm a capacidade de lisar restos
celulares, portanto tecidos macerados, coágulos
e corpos estranhos cons tuem uma barreira sica
à proliferação com retardo na cicatrização. Após o
avanço do fibroblasto, surge uma rede vascular intensa, que possui papel crí co para a cicatrização das
feridas. Esta fase celular dura algumas semanas, com
diminuição progressiva do número dos fibroblastos.
4. Fase de fibroplasia – Caracterizam-se pela presença
de colágeno, proteína insolúvel, sendo composto
principalmente de glicina, prolina e hidroxiprolina.
Para sua formação requer enzimas específicas que
exigem cofatores como oxigênio, ferro, ácido ascórbico, daí suas deficiências levarem ao retardo da
cicatrização.
de carbono diminui o transporte e o metabolismo do oxigênio. Clinicamente observa-se cicatrização mais lenta em
fumantes.
Hemorragia: o acúmulo de sangue cria espaços mortos
que interferem com a cicatrização.
Tensão na ferida: vômitos, tosse e a vidade sica em
demasia produzem tensão e interferem com a boa cicatrização das feridas.
A grande complicação das feridas é a sua infecção, sendo
que os fatores predisponentes podem ser locais ou gerais.
Os locais são: contaminação, presença de corpo estranho,
técnica de sutura inadequada, tecido desvitalizado, hematoma e espaço morto. São fatores gerais que contribuem
para aumentar este po de complicação: debilidade, idade
avançada, obesidade, anemia, choque, grande período de
internação hospitalar, tempo cirúrgico elevado e doenças
associadas, principalmente o diabetes e doenças imunodepressoras. Outras complicações são a hemorragia e a
destruição tecidual.
Cura vos
Por definição, cura vo é todo material colocado diretamente sobre uma ferida cujos obje vos são: evitar a contaminação de feridas limpas, facilitar a cicatrização, reduzir
a infecção nas lesões contaminadas, absorver secreções,
facilitar a drenagem de secreções, promover a hemostasia
com os cura vos compressivos, manter o contato de medicamentos junto à ferida e promover conforto ao paciente.
Os cura vos podem ser abertos ou fechados, sendo
que os fechados ou oclusivos são subdivididos em úmidos
e secos. Os cura vos úmidos têm por finalidade reduzir o
processo inflamatório por vaso-constricção, limpar a pele
dos exudatos, crostas e escamas, manter a drenagem das
áreas infectadas e promover a cicatrização pela facilitação
do movimento das células.
As medicações tópicas podem ser veiculadas através
de pós, loções, cremes, géis, pastas, pomadas, sprays, aerosóis etc.
O tratamento da ferida envolve, após verificação dos
sinais vitais e de uma anamnese sucinta sobre as condições
em que ocorreram as lesões, os seguintes tópicos:
1. Classificação das feridas: se existe perda de substância, se há penetração da cavidade, se há perda
funcional ou se existe corpo estranho e a necessidade
de exames auxiliares.
2. Antissepsia: basicamente, a irrigação vigorosa e
intensa com soro fisiológico é bastante eficaz para a
diminuição da infecção.
3. Anestesia
4. Hemostasia, exploração e desbridamento: a hemostasia deve ser muitas vezes realizada antes de
qualquer outro procedimento, até em via pública.
5. Sutura da lesão
As soluções mais u lizadas nos cura vos são: soro fisiológico para limpeza e como emoliente; soluções an ssép cas
como polvidine tópico ou ntura a 10% (PVPI – Polivinil
Pirrolidona) ou cloro-hexidine a 4%; álcool iodado com
ação secante e cicatrizante; e o éter que remove a camada
gordurosa da pele, sendo ú l na re rada de esparadrapos
e outros adesivos.
Os princípios cien ficos relacionados a uma cura vo são:
microbiológico – técnica assép ca no manuseio do material
estéril; sico – movimentos de execução, mobilização e
imobilização; químico e farmacológico – sobre as substâncias u lizadas, e sociológicos – orientação para o paciente e
família quanto aos cuidados necessários.
LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO
São os feixes de colágeno que originam uma estrutura
densa e consistente, que é a cicatriz. As feridas vão ganhando
resistência de forma constante por até quatro meses, porém
sem nunca adquirir a mesma do tecido original.
Esta fase de fibroplasia não tem um final definido, sendo
que as cicatrizes con nuam modelando-se por meses e anos,
sendo responsabilidade da enzima colagenase. Esta ação
é importante para impedir a cicatrização excessiva que se
traduz por quelóide.
A cicatrização pode se fazer por primeira, segunda e
terceira intenção. Na cicatrização por primeira intenção,
ocorre a volta ao tecido normal, sem presença de infecção
e as extremidades da ferida estão bem próximas, na grande
maioria das vezes através da sutura cirúrgica. Na cicatrização
por segunda intenção, não acontece a aproximação das super cies, devido ou à grande perda de tecidos, ou devido à
presença de infecção; neste caso, há necessidade de grande
quan dade de tecido de granulação. Diz-se cicatrização por
terceira intenção quando se procede ao fechamento secundário de uma ferida com u lização de sutura.
Nas feridas abertas (não suturadas), ocorre a formação
de um tecido granular fino, vermelho, macio e sensível, chamado de granulação, cerca de 12 a 24 horas após o trauma.
Neste po de tecido, um novo fato torna-se importante, que
é a contração, sendo que o responsável é o miofibroblasto;
neste caso, não há a produção de uma pele nova para recobrir o defeito.
A contração é máxima nas feridas abertas, podendo ser
patológica, ocasionando deformidades e prejuízos funcionais, o que poderia ser evitado através de um enxerto de
pele. Excisões repe das das bordas diminuem bastante o
fenômeno da contração.
Deve-se enfatizar a diferença entre contração, vista
anteriormente, e retração, que é um fenômeno tardio que
ocorre principalmente nas queimaduras e em regiões de
dobra de pele.
Existem alguns fatores que interferem diretamente com
a cicatrização normal: idade, nutrição, estado imunológico,
oxigenação local, uso de determinadas drogas, quimioterapia, irradiação, tabagismo, hemorragia, tensão na ferida,
entre outros.
Idade: quanto mais idoso, menos flexíveis são os tecidos;
existe diminuição progressiva do colágeno.
Nutrição: está bem estabelecida a relação entre a cicatrização ideal e um balanço nutricional adequado.
Estado imunológico: a ausência de leucócitos, pelo retardo da fagocitose e da lise de restos celulares, prolonga a
fase inflamatória e predispõe à infecção. Devido à ausência
de monócitos, a formação de fibroblastos é deficitária.
Oxigenação: a anóxia leva à síntese de colágeno pouco
estável, com formação de fibras de menor força mecânica.
Diabetes: a síntese do colágeno diminui com a deficiência de insulina; devido à microangiopa a cutânea, há uma
piora na oxigenação. A infecção das feridas é preocupante
nesses pacientes.
Drogas: as que influenciam sobremaneira são os esteroides, que, por seu efeito an -inflamatório, retardam e
alteram a cicatrização.
Quimioterapia: levam à neutropenia, predispondo à
infecção; inibem a fase inflamatória inicial da cicatrização
e interferem nas mitoses celulares e na síntese proteica.
Irradiação: leva à arterite obliterante local, com consequente hipóxia tecidual. Há diminuição dos fibroblastos com
menor produção de colágeno.
Tabagismo: a nico na é um vaso-constrictor, levando
à isquemia ssular, sendo também responsável por uma
diminuição de fibroblastos e macrocófagos. O monóxido
51
Existem alguns pos de ferida que devem ser par cularizadas: nas lesões por mordeduras, em princípio, as mesmas
não devem ser suturadas, pois são potencialmente infectadas. Apenas naquelas que são profundas, com compromemento do plano muscular, deve-se u lizar suturas. Nas
feridas por arma de fogo, a decisão da re rada do projé l
deve ser avaliada caso a caso. Caso haja apenas um ori cio,
este não deve ser suturado, devendo-se lavar bem o interior do ferimento, sendo que, quando houver dois ori cios,
um deles poderá ser suturado. As lesões por prego devem
ser limpas e não suturadas, tomando-se o cuidado com a
profilaxia do tétano.
A seguir, citaremos algumas das substâncias mais u lizadas em cura vos de feridas abertas e infectadas, principalmente no tocante a indicação, mecanismo de ação e
maneira de u lização.
Papaína: é uma enzima proteolí ca extraída do látex da
caricapapaya.
Indicação: em todo tecido necró co, par cularmente
naqueles com crosta.
Mecanismo de ação: ação an -inflamatória, bactericida
e cicatricial; atua como desbridante.
Modo de usar: preparar a solução em frasco de vidro,
irrigar a lesão e deixar gaze embebida na solução.
Observações: a diluição é feita de acordo com a ferida:
10% em tecido necrosado, 6% nas com exudato purulento
e 2% naquelas com pouco exudato.
Hidrocolóide: par culas hidroa vas em polímero inerte
impermeável
Indicação: lesões não infectadas com ou sem exudato,
áreas doadoras e incisões cirúrgicas.
Mecanismo de ação: promove barreira protetora, isolamento térmico, meio úmido, prevenindo o ressecamento,
desbridamento autolí co, granulação e epitelização.
Modo de usar: irrigar a lesão com soro fisiológico, secar
as bordas e aplicar hidrocolóide e fixar o cura vo à pele.
Observações: não devem ser utilizadas para feridas
infectadas.
Triglicérides de Cadeia Média (TCM) – Ácidos
Graxos Essenciais, Lipídios Insaturados Ricos em
Ácido Linoleico
Indicação: todos os pos de lesões, infectadas ou não,
desde que desbridadas previamente.
Mecanismo de ação: promove quimiotaxia para leucócitos, facilita a entrada de fatores de crescimento nas células,
promove proliferação e mitose celular, acelerando as fases
da cicatrização.
Modo de usar: irrigar a lesão com soro fisiológico, aplicar
AGE por toda a área da ferida e cobrir.
Observações: não é agente desbridante, porém es mula
o desbridamento autolí co.
LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO
Outras Substâncias
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Carvão a vado: nas feridas infectadas exuda vas
Alginato de cálcio: nas lesões exuda vas com sangramento
Filme com membrana de poliuretano: para proteção de
lesões profundas não infectadas.
Princípios para o Cura vo Ideal
1. Manter elevada umidade entre a ferida e o cura vo.
2. Remover excesso de exudação.
3.
4.
5.
6.
7.
Permi r troca gasosa.
Fornecer isolamento térmico.
Ser impermeável a bactérias.
Ser assép co.
Permi r a remoção sem traumas.
Cura vo de Feridas Simples e Limpas
1. Lavar as mãos para evitar infecção.
2. Explicar o procedimento ao paciente e familiar, para
assegurar sua tranquilidade.
3. Reunir todo o material em uma bandeja auxiliar.
4. Fechar a porta para diminuir corrente de ar.
5. Colocar o paciente em posição adequada.
6. Manipulação do pacote de cura vo com técnica
assép ca, incluindo a u lização de luvas.
7. Remover o cura vo an go com pinça dente de rato.
8. Fazer a limpeza da incisão com pinça de Kelly, com
gaze umedecida em soro fisiológico, com movimentos semicirculares, de dentro para fora, de cima para
baixo, u lizando-se as duas faces da gaze, sem voltar
ao início da incisão.
9. Secar a incisão de cima para baixo.
10. Secar as laterais da incisão de cima para baixo.
11. Colocar medicamentos de cima para baixo, nunca
voltando a gaze por onde já passou.
12. Re rar o excesso de medicação.
13. Passar éter ao redor da incisão.
14. Aplicar cura vo quando necessário.
15. Lavar as mãos.
16. Recolher o material.
Cura vo de Feridas Abertas ou Infectadas
As diferenças básicas podem ser assim resumidas:
1. Os cura vos de ferida aberta, independente do seu
aspecto, serão sempre realizados conforme a técnica
de cura vo contaminado, ou seja, de fora para dentro.
2. Para cura vos contaminados com secreção, principalmente em membros, colocar uma bacia na área
a ser tratada, lavando-a com soro fisiológico a 0,9%.
3. As soluções an ssép cas mais u lizadas são as soluções aquosas de PVPI a 10% (1% de iodo livre) e
cloro-hexidine a 4%.
4. Quando houver necessidade de troca de vários curavos em um mesmo paciente, deverá iniciar pelos de
incisão limpa e fechada, seguindo-se de ferida aberta
não infectada, depois os de ferida infectada, e por
úl mo as colostomias e stulas em geral.
5. U lizar máscaras, aventais e luvas esterilizadas.
SISTEMAS DE ATENDIMENTO DE
EMERGÊNCIA NO BRASIL E NO MUNDO
Protocolo Internacional de Atendimento Pré-hospitalar
Urgência: Situação onde não há risco à vida.
Emergência: Situação onde há risco à vida.
Socorro Básico: são os procedimentos não invasivos.
Socorro Avançado: são os procedimentos invasivos.
Aspectos Legais do Socorrismo
• Omissão de Socorro (art. 135 do Código Penal.)
Todo cidadão é obrigado a prestar auxílio a quem esteja
necessitando, tendo três formas para fazê-lo: atender, auxiliar quem esteja atendendo ou solicitar auxílio.
Exceções da lei (em relação a atender e/ou auxiliar): menores de 16 anos, maiores de 65, gestantes a par r do terceiro mês, deficientes visuais, mentais e sicos (incapacitados).
O SÍMBOLO DO SERVIÇO DE EMERGÊNCIA
MÉDICA
Telefones de emergência:
CB: 193
SAMU: 192
PM: 190
“A principal causa-morte pré-hospitalar é a falta de atendimento. A segunda é o socorro inadequado.”
Toda vez que um socorrista realizar um atendimento, ele
levará em consideração dois fatores iniciais:
1 – Se a ví ma está consciente ou não. Ví ma consciente
já demonstra estar viva.
2 – Se se trata de evento clínico ou traumá co. Em princípio, os eventos clínicos nos permitem maior liberdade de
manipulação das ví mas.
Análise da cena
• cuidados com a segurança do profissional (prioridade)
• observação
• sinalização
Análise da cena – Abordagem da ví ma
• verificação da responsividade – pode ser realizada à
distância. Procuramos perceber as manifestações da
ví ma.
• checagem dos sinais vitais – só pode ser realizada em
contato com a ví ma.
Abordagem da ví ma
Se for à maca, colocamos ambas as mãos nos ombros
da ví ma e falamos com ele. Se for ao chão, apoiamos um
joelho e colocamos ambas as mãos nos ombros da ví ma.
Sinais: são os indica vos que obtemos sem auxílio da
ví ma.
Sintomas: são os indica vos que obtemos com auxílio
da ví ma.
SINAIS VITAIS: formas de checagem: “VER / OUVIR /
SENTIR”
• Respiração: geralmente usa-se o dorso da mão para
sen r.
• Pulso: caro deo (em adultos e crianças) / braquial
(em bebês).
• Pressão arterial: precisa-se de instrumental específico.
• Temperatura: precisa-se de instrumental específico.
Checando respiração: Em lactentes, não fazemos hiperextensão cervical.
Roteiro de Prioridades no Atendimento
a) Abertura das vias aéreas com controle cervical
b) Boa ven lação
c) Controle hemodinâmico (circulação/controle das
hemorragias)
d) Déficit neurológico
e) Exposição completa da ví ma e controle térmico
* Toda Ví ma de Trauma Possui Lesão Cervical Até Provar
o Contrário.
* O Estado de uma Ví ma é Inversamente Proporcional
ao Número de Informações Ob das pelo Socorrista.
* Não se Administra Nada Via Oral para Ví mas Inconscientes.
Os Técnicos de Emergência Médica têm um símbolo – a
“Estrela da Vida”, de cor azul.
Reconhecido pela profissão médica como símbolo da
Emergência Médica, seu uso é encorajado tanto pela Associação Médica Americana como pelo Conselho Consul vo do
Departamento de Saúde, Educação e Bem Estar.
Vemos constantemente a “Estrela da Vida”, seja em ambulâncias ou uniformes. No entanto, poucos percebem o que
este símbolo representa e como surgiu, pelo menos ao julgar
pelo levantamento aleatório que conduzi após perceber que
eu mesma não fazia idéia.
O desenho, a cruz de seis barras, foi adaptado do Símbolo
de Iden ficação Médica da Associação Médica Americana e
foi cer ficado como marca registrada em 1º de fevereiro de
1977 pelo Comissário de Patentes e Marcas Registradas em
nome da Administração Nacional de Segurança do Tráfego
Rodoviário. A marca registrada permanecerá em vigor durante vinte anos a par r desta.
Cada uma das barras da “Estrela da Vida” representa a
função em seis sistemas do SEM.
Além disto, vemos a cobra e o bastão de Asclepius que,
de acordo com a mitologia grega, foi filho de Apolo (deus
da luz, verdade e profecia). Supostamente, Asclepius aprendeu a arte da cura do centauro Cheron; mas Zeus – rei dos
deuses gregos – temia que, devido aos conhecimentos de
Asclepius, todos os homens poderiam tornar-se imortais,
e, para que isso não ocorresse, Zeus matou Asclepius com
um raio. Posteriormente, Asclepius foi venerado como um
deus e o povo dormia nos seus templos, pois era dito que
por meio de remédios receitados, ele curava os doentes
durante seus sonhos.
Asclepius era geralmente representado em pé, com
manto comprido, segurando um bastão com uma serpente
enrolada no mesmo. Desde então, o bastão veio a representar o único símbolo da medicina. No Caduceu, usado
pelos médicos e pelo Corpo Médico Militar, o bastão é alado
e tem duas serpentes entrelaçadas. Mesmo que isto não
tenha nenhuma relevância médica na origem, representa a
vara mágica do deus grego Hermes, mensageiro dos deuses.
A Bíblia, em Números 21:9, refere-se a uma serpente num bastão: “Portanto, Moisés fez uma serpente de
bronze e montou-a num poste e, quando qualquer pessoa
mordida por uma cobra olhava para a serpente de bronze,
recuperava-se”.
Quem pode usar o símbolo “Estrela da Vida”:
A NHTSA tem direitos exclusivos para monitorar seu
uso em todos os Estados Unidos. Seu uso nos veículos de
tratamento médico assegura que tais veículos atendem às
normas do Departamento de Transporte dos EUA e garante
que o pessoal de tratamento médico de emergência que
o usa foi treinado para atender essas normas. Seu uso nas
LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO
Etapas Básicas do Socorrismo
53
placas e mapas rodoviários indica o local ou acesso aos
serviços qualificados de tratamento de emergência. Não é
permi do nenhum outro uso do símbolo, exceto conforme
relacionado abaixo.
1. Como meio de iden ficação para equipamentos e
suprimentos médicos para instalação e uso em Veículo-Ambulância de Tratamento Médico de Emergência.
2. Para indicar o local de serviços médicos qualificados
e acesso a tais instalações.
3. Nos emblemas usados nos ombros somente por
pessoal que tenha sa sfatoriamente concluído cursos de
treinamento DOT ou equivalentes aprovados e por pessoas
que por tulo e função administram, supervisionam diretamente ou par cipam no todo ou em parte de programas
SEM nacionais, estaduais ou comunitários.
4. Em itens pessoais do SEM – emblemas, insígnias e
fivelas.
5. Livros, panfletos, manuais, relatórios ou outro material
impresso que tenha aplicação direta no SEM.
6. O símbolo “Estrela da Vida” por ser usado por pessoal
administra vo, diretores de projeto, equipe de conselhos e
grupos consul vos. Caso sejam usados emblemas nos ombros, deverão ser uma simples, azul “Estrela da Vida” sobre
fundo branco quadrado ou redondo. A função, letras ou
palavras de iden ficação deverão ser impressas em barras
afixadas separadamente ao longo da parte inferior. As bordas do emblema básico e das barras de função deverão ser
bordadas.
THORA KRON, B.S.N.; ANNE GRAY, R.N., M.S.; Administração
dos cuidados de enfermagem ao paciente. 6. ed.; Interlivros. 2004.
EXERCÍCIOS
1.
Criança de 10 anos deu entrada no setor de emergência
ví ma de queimadura por leite quente. No exame sico,
apresenta eritema, edema e flictema na região do braço
e essas caracterís cas classificam a queimadura dessa
criança como sendo de:
a) 1º grau.
b) 2º grau.
c) 3º grau.
d) 4º grau.
2.
As queimaduras também podem ser classificadas pela
extensão da área comprome da. Desta forma, pode-se
classificar o paciente em:
a) médio e grande queimado.
b) pequeno, médio e grande queimado.
c) médio, grande e extra grande queimado.
d) médio queimado.
3.
A Portaria nº 2.048 do Ministério da Saúde regulamenta
sobre o funcionamento do serviço pré-hospitalar móvel
(APH móvel). Assinale a alterna va correta.
a) Considera-se como nível pré-hospitalar móvel na
área de urgência o atendimento que procura chegar
precocemente à vi ma após ter ocorrido um agravo
à sua saúde.
b) O atendimento pré-hospitalar secundário é quando
o chamado foi feito por outro número que não a
central de regulação com a Polícia Militar e o Corpo
de Bombeiros, mas sim com a Defesa Civil.
c) O atendimento pré-hospitalar móvel primário é quando o pedido parte de um serviço de saúde localizado
em região periféricas.
d) O serviço pré-hospitalar móvel deve conter somente
em sua equipe profissionais médicos com habilitação
para tais ocorrências.
4.
De acordo com a preconizações dos ATLS e PHTLS, as fases do atendimento inicial no trauma compreendem as
seguintes intervenções em ordem prioridade:
a) tratamento defini vo, avaliação secundária, avaliação
inicial e ressuscitação.
b) avaliação inicial rápida, avaliação secundária rápida,
evolução, ressuscitação e tratamento defini vo.
c) avaliação inicial rápida, ressuscitação, avaliação secundária detalhada e tratamento defini vo.
d) ressuscitação, avaliação inicial detalhada, avaliação
secundária rápida e avaliação terciária.
5.
Os protocolos de ATLS e PHTLS orientam ações a serem
executadas. As orientação desses protocolos para avaliação e tratamento primário das hemorragias no trauma
compreendem:
a) garrotear 10cm acima do sangramento externo em
qualquer situação.
b) comprimir o sangramento externo com compressa
ou pano mais limpo possível e viabilizar reposição
volêmica com soro em acesso venoso calibroso.
c) infundir sangue em acessos venosos centrais prioritariamente.
d) es mular a ingestão hídrica de grandes volumes.
REFERÊNCIAS
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Atheneu, São Paulo, SP, 1980.
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ALVIM, C. G.; RICAS, J. Dificuldade Respiratória: adesão ao
tratamento e educação para saúde. Ver. Ass. Med., Belo
Horizonte, v. 12, n. 2, 2002.
ASSOCIAÇÃO DE MEDICINA INTENSIVA BRASILEIRA. Morte
encefálica. Curso de imersão em terapia intensiva neurológica. 4. ed. São Paulo (SP): AMIB; 2005.
ATKINSON, LESLIE; MURRAY, MARY ELLEN. Fundamentos de
enfermagem. Introdução ao processo de enfermagem; ed.
Guanabara; 2003.
BARBOSA, Juvenal. Primeiros Socorros. 1. vol., Renovada
Livros Culturais Ltda., Rio de Janeiro, RJ, 1980.
BERGERON, J. David; BIZJAK, Gloria. Primeiros Socorros,
Editora Atheneu, São Paulo, SP, 1999.
LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO
CRUZ VERMELHA BRASILEIRA. Curso de Primeiros Socorros, 2007.
54
KNOBEL E. Condutas no paciente grave. 2. ed. São Paulo
(SP): Atheneu; 1998.
LIGA DE SOCIEDADES DA CRUZ VERMELHA E DO CRESCENTE
VERMELHO, Manual para Instrutores de Socorristas. 2. ed.,
Editado pela Secretaria Nacional de Assistência à Saúde,
Brasília, DF, 1990.
ROSENBERG, Stephen N. Livro de Primeiros Socorros da
Johnson & Johnson. Tradução da DRA. Maria de Fá ma
Azevedo, Editora Warner Books, Rio de Janeiro, RJ, 1985.
O trauma cons tui um problema frequente no atendimento pré-hospitalar. Nesse atendimento, deve-se realizar as fases do atendimento inicial, exceto a alterna va:
a) ressuscitação.
b) estabilização da via aérea.
c) reposição volêmica.
d) avaliação secundária detalhada.
7.
A cetoacidose diabé ca cons tui uma desordem metabólica comum nos atendimentos de pronto-socorro. Essa
desordem apresenta algumas caracterís cas, exceto:
a) desenvolvimento de hiperglicemia intensa e produção de corpos cetônicos.
b) desidratação extracelular, intracelular e acidose
metabólica.
c) acome mento somente de pacientes com diabetes
melito po II, de longa data, geralmente na faixa
etária de 70 anos.
d) principal causa de morte em pacientes com diabetes
melito, com idade inferior a 20 anos.
8.
9.
Principal causa de morte na população geral são as doenças cardiovasculares. Essas doenças podem ocasionar
arritmia letal, que é conhecida como:
a) fibrilação atrial.
b) torsade de pointes.
c) fibrilação ventricular.
d) bloqueio atrioventricular de primeiro grau.
Iden fique o tratamento emergencial de fibrilação ventricular, após o empenho de sua ambulância de suporte
avançado que chega em 4 minutos ao local da chamada:
a) desfibrilação.
b) cardioversão.
c) marcapasso transcutâneo.
d) marcapasso endovenoso.
10. O afogamento cons tui um causa comum de morte
inadver da. Dentre os fatores associados a essa ocorrência, encontram-se: ingestão de álcool, hipotermia e
incapacidade para nadar. Iden fique, entre as alternavas, o principal problema apresentado por uma ví ma
de afogamento.
a) Hipoglicemia.
b) Hipóxia.
c) Trauma musculoesquelé co.
d) Hipertermia.
11. A cetoacidose diabé ca é uma emergência clínica. Desta
maneira, assinale a alterna va correta a respeito das
alterações orgânicas apresentadas nesta situação.
a) Abcesso, hemorragia e hipoglicemia.
b) Hiperglicemia, infecção e hipoven lação.
c) Hiperglicemia, hiperosmolaridade e depleção de
volume.
d) Sudorese, hiperglicemia e icterícia.
12. O diabetes melito é uma doença crônica que acomete
inúmeras pessoas no mundo. Assinale a alterna va
correta.
a) O diabetes po I ocorre em indivíduos obesos.
b) O diabetes po I é mais caracterís co no idoso.
c) O diabetes po II ocorre mais em crianças e adolescentes.
d) O diabetes po II ocorre mais em pessoas na fase
adulta.
13. Assinale a alterna va sobre a situação que insere na
categoria de Emergência 1:
a) Febre.
b) Tontura.
c) Cervicalgia.
d) Eclampsia.
14. Um paciente encontra-se na sala de emergência apresentando sinais de choque. A medida prioritária a esse
paciente é:
a) avaliar o nível de consciência.
b) realizar cura vo nas lesões.
c) coletar sangue para exames laboratoriais.
d) providenciar suporte ven latório.
15. Uma das complicações mais frequentes em pacientes
com diabetes melito po I, que os leva ao setor de
emergência é:
a) pé diabé co.
b) cetoacidose diabé ca.
c) emagrecimento acentuado.
d) re nopa a e insuficiência renal.
16. Dois socorristas reanimadores necessitam realizar a
ressuscitação cardiopulmonar (RCP). Em relação à proporção compressão/insuflação, neste caso é:
a) 5/1.
b) 15/2.
c) 10/1.
d) 15/1.
17. Em relação à assistência às ví mas de trauma, é correto
afirmar, exceto:
a) Trauma não é um grave problema de saúde pública
no Brasil.
b) O melhor método de abertura de vias aéreas no
trauma é estender a cabeça e o pescoço, elevando o
queixo.
c) Checar a segurança da cena do acidente, antes de socorrer uma ví ma de atropelamento, é uma simples
detalhe dispensável.
d) Em todo paciente politrauma zado, deve-se imobilizar a coluna ver cal e abrir as vias aéreas com
projeção do ângulo da mandíbula como o primeiro
passo.
18. A cetoacidose diabé ca é uma desordem metabólica
comum nos atendimentos de pronto-socorro. Apresenta
vários sinais e sintomas. Assinale a alterna va cujo sinal
e/ou sintoma não condiz com o quadro de cetoacidose
diabé ca.
a) Presença de hiperglicemia e produção de corpos
cetônicos.
b) Desidratação extra e intracelular e acidose metabólica.
c) Acome mento de pacientess com DM po II maiores
de 65 anos.
d) Principal causa de morte em pacientes com DM
menores de 20 anos.
19. Os pacientes diabé cos podem apresentar hipoglicemia
e esta situação requer intervenção imediatas visando a
impedir o coma hipoglicêmico. Assinale a alterna va
correta que contém um sinal ou sintoma deste quadro.
a) Glicemia capilar elevada.
b) Tremores.
c) Disfagia.
d) Presença de corpos cetônicos.
LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO
6.
55
20. Em um atendimento de emergência, a ação prioritária é:
a) determinar o local do evento.
b) transportar a ví ma em qualquer circunstância.
c) realizar exame sico à procura de fraturas.
d) manter vias aéreas permeáveis.
21. De acordo com a Portaria nº 2.048/GM, de 2002, as ações
realizadas para recuperar os pacientes que necessitam de
assistência imediata, por apresentarem riscos de morte
iminente, são denominadas de atendimento de:
a) primeiros socorros.
b) pronto-atendimento.
c) pronto-socorro.
d) emergência.
22. Prioriza-se o atendimento de emergência em pronto-socorro ao paciente que apresenta o seguinte problema:
a) Desconforto musculoesquelé co.
b) Dores nos membros inferiores e superiores.
c) Alteração da temperatura corpórea.
d) Ferimentos penetrantes.
23. Entende-se de primeiros socorros como sendo:
a) um conjunto de procedimentos iniciais que deve ser
realizados por médicos, de preferência cirurgiões e
neurologistas.
b) um conjunto de procedimentos iniciais que deve ser
realizado com segurança e rapidez após um acidente.
c) um conjunto de procedimentos iniciais que deve ser
realizado com rapidez. O item segurança é dispensável.
d) um conjunto de procedimentos secundários que
obje va somente aguardar resgate da ví ma.
24. Incluem-se na categoria de animais peçonhentos:
a) serpentes, aranhas, escorpiões e aves.
b) serpentes, aranhas, escorpiões e baratas.
c) serpentes, aranhas, escorpiões e vespas.
d) serpentes, aranhas, escorpiões e ratos.
25. A classificação do afogamento é:
a) grau 2, grau 3 e grau 4.
b) grau 1, grau 2, grau 3, grau 4, grau 5 e grau 6.
c) grau 1, grau 2 e grau 3.
d) grau 1, grau 2, grau 3, grau 4 e grau 5.
LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO
GABARITO
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1. b
2. b
3. a
4. c
5. b
6. d
7. c
8. c
9. a
10. b
11. c
12. d
13. d
14. d
15. b
16. a
17. a
18. c
19. b
20. d
21. d
22. d
23. b
24. c
25. b